Quando o apego por volantes híbridos (cabeças-de-bagre compernas-de-pau) parece já ter esgotado todas as suas variações, Joel Santana,cujo nome escrevi pela última vez e doravante será chamado apenas de O Pavoroso,se superou. Willians, volante híbrido juramentado, foi escalado como meia deligação.
O mundo muda em velocidade alarmante, é fato. Todavia, meiade ligação ainda deve ser o sujeito capaz de acertar passes ofensivos, derevezar com os laterais e de se aproximar dos atacantes com algo a ofereceralém da baba viscosa do cansaço provocado pela correria estéril. Willians não éum meia de ligação. Willians machuca a bola. Willians tranca o jogo. Willians éum erro, um ponto-e-vírgula que separa sujeito e predicado.
Quando Willians é escalado como volante híbrido, roubaalgumas bolas. Só. Willians não sabe o que fazer com as bolas que rouba e entãotoca para seu superior, Renato Abreu Arantes do Nascimento ou, na falta dele,para o Júnior César. Aí o Júnior César perde a bola e Willians tem a chance dedar mais alguns carrinhos e iludir os desatentos que pensam: puxa, Willians nãodesiste.
Não parecia haver algo pior do que esse Willians que rouba,passa mal e rouba de novo, até O Pavoroso escalá-lo como meia de ligação, àfrente de Muralha e Luiz Antônio. Como não estava em posição de tentar bloquearo jogo do adversário, Willians passou a tarde bloqueando o jogo de Muralha eLuiz Antônio. Os garotos tentavam sair para o jogo, mas morriam nesse obstáculocamuflado chamado Willians Armador. Era como se houvesse um muro separando otime do Flamengo ao meio. Tudo morria em Willians.
Ao escalar dois ou três volantes híbridos, o mau treinadoresconde sua incompetência porque passa a falsa impressão de que a culpa não ésua – afinal, o que fazer com jogadores que não sabem passar a bola? Porém,quando os volantes sabem jogar, como é o caso de Luiz Antônio e Muralha, ficaescancarado que o time é mal treinado, que não tem opções táticas, que não temuma mísera jogada ensaiada.
O jogo de ontem escancarou a verdade sobre Willians. Quandoé escalado como volante, ele apenas não joga, não produz, não tem serventiaalém de alguns carrinhos cenográficos. Porém, quando escalado mais avançado,Willians atrapalha o próprio time e anula essa grata surpresa que é o jogo deMuralha e Luiz Antônio.
A partida contra o Friburguense era tão fácil de ser vencidaque o gol da vitória veio em passe de Paulo Sérgio e conclusão de Kléberson. Oproblema é que essa partida só foi jogada a partir da entrada de Kléberson. Atéentão, a partida era do Flamengo contra Willians e O Pavoroso, uma atrocidadeque ainda que se estendesse pela eternidade estaria condenada ao 0×0.
Friburguense 0×1 Flamengo
18 de março de 2012 – Taça Rio
Estádio Cláudio Moacyr – Macaé
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Flamengo: Felipe, Galhardo, González, David Braz e JúniorCésar; Muralha, Luiz Antônio, Willians (Kléberson) e Bottinelli (Negueba);Thomás (Paulo Sérgio) e Diego Maurício. Técnico:Joel Santana
Friburguense: Marcos, Sérgio Gomes, Cadão, Diego Guerra eFlavinho; Zé Victor, Lucas, Marcelo (Diego Santos) e Jorge Luiz; Ziquinha(Marquinhos) e Rômulo. Técnico:GérsonAndreotti
Gol: Kléberson aos 35 do 2º tempo.
Outros posts sugeridos:

é … Concordo que o Willians é um jogador limitado, um cabeça de área que só sabe roubar a bola e PONTO FINAL … Mas … Ele se escalado na função certa 1º volante, dá pra suportá-lo … Porém não consigo entender a paixão dos comentarista e blogueiros de plantão pelo Muralha, que Não coloca o pé em nenhuma dividida e erra passes com uma regularidade que impressiona!
Discordo do Joel como técnico, é ultrapassado e convenhamos que nunca ganhou um título de expressão!
Mas … Nem tudo é culpa dele, o material humano é fraco!
Vejamos:
Willians – Erra mto passe
Luiz Antônio – Esse sim tá num bom caminho, apesar de ser garoto e vai oscilar mto.
Renato Abreu – Lento demais
Airton – É um acidente entre dois carros de F1
Kléberson – Preguiçoso, é uma icógnita, assim q contarmos com ele de fato, ele vai sumir
Bottineli – Jogando como 2º volante acho até aproveitável, mas oscila mto ainda.
Logo … Existe um problema sério do Flamengo … Desde o comando técnico, até o material humano!
O autor do artigo esquece que o Flamengo foi hexa-campeão brasileiro, recentemente, em 2009, com o Willians jogando na meia de ligação. E agora, a crítica só vale para o Joel, o Pavoroso. Quando era o Andrade valia tudo. Mais equilíbrio!
Concordo em partes do artigo,Willians é um jogador muito limitado que tem uma grande dificuldade de executar um fundamento básico do futebol, o passe,o que atrapalha muito a carreira deste atleta que se camufla das criticas pela sua enlaçante marcação para cima dos adversários e de uma de suas únicas virtudes técnicas, a roubada de bola que tenho que ressaltar foi importantíssima na conquista do Hexa em 2009 e por muitas vezes é glorificado pela torcida e pela mídia pelo seu incessante rigor,já que muitas vezes é o que mais corre dentro de campo,mas não vejo isso como fato positivo já que é reflexo da forma com que são treinados nas bases,onde o físico do atleta muitas vezes é mais levado em conta do que sua técnica,fato que está gerando a "extinção" das características históricas brasileiras e gerando uma "legião" burocrática de "craques". Quanto ao pavoroso Joel Santana e seus conceitos obsoletos só tenho a lamentar.
Concordo em partes do artigo,Willians é um jogador muito limitado que tem uma grande dificuldade de executar um fundamento básico do futebol, o passe,o que atrapalha muito a carreira deste atleta que se camufla das criticas pela sua enlaçante marcação para cima dos adversários e de uma de suas únicas virtudes técnicas, a roubada de bola que tenho que ressaltar foi importantíssima na conquista do Hexa em 2009 e por muitas vezes é glorificado pela torcida e pela mídia pelo seu incessante vigor,já que muitas vezes é o que mais corre dentro de campo,mas não vejo isso como fato positivo já que é reflexo da forma com que são treinados nas bases,onde o físico do atleta muitas vezes é mais levado em conta do que sua técnica,fato que está gerando a "extinção" das características históricas brasileiras e gerando uma "legião" burocrática de "craques". Quanto ao pavoroso Joel Santana e seus conceitos obsoletos só tenho a lamentar.