Wallpaper Flamengo 1981

Para celebrar o 31º aniversário do nosso título mais importante eu fiz esse humilde presente para a Nação Rubro-Negra. Agora o seu computador pode celebrar o aniversário daquele título inesquecível. Para fazer o download clique na imagem para ver o papel de parede em alta resolução. Clique na imagem com o botão direito e salve no seu computador.

E viva o Clube de Regatas do Flamengo!!!

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Saudações Rubro-Negras!

Vestiu Rubro-Negro Não Tem Pra Ninguém: Lico

Quando o Flamengo pisou o gramado do maior estádio do mundo no dia 8 de novembro de 1981, todos ficaram surpresos com a presença daquele jogador de pernas compridas e passo cadenciado. Era Lico, em sua primeira aparição como titular rubro-negro no Maracanã, com a camisa 11 habitualmente vestida por Baroninho. Lico havia passado discretamente pela Gávea no ano anterior, comprado ao Joinville, mesmo time para o qual foi emprestado como forma de quitar parte de seu passe. Voltou ao Rio discretamente após o campeonato brasileiro de 1981 e havia sido utilizado poucas vezes, sempre no segundo tempo, até ganhar a titularidade contra o Botafogo, artimanha concebida por Carpegiani na véspera.

Mais surpreendente foi vê-lo pela ponta direita, com Tita deslocado para a esquerda. E o Flamengou goleou por 6×0 com Lico tocando, driblando, tabelando e fazendo gol como se o Flamengo estivesse esperando por ele para se tornar campeão de tudo. Lico mora atualmente em Imbituba, sua terra natal, onde coordena uma escolinha de futebol. Contrariado com o desempenho do Flamengo diante do Internacional (“Às vezes nós até jogávamos mal, mas nunca com apatia, ninguém pode ser apático defendendo o Flamengo”), o camisa 11 campeão do mundo respondeu a 5 perguntas do ACIMA DE TUDO RUBRONEGRO.

ADTRN: Lico, a primeira pergunta foi feita por nosso entrevistado anterior, Zico, que disse o seguinte: “Gostaria de saber do Lico em qual posição no futebol ele gostava de jogar e se sentia melhor, e aproveito para enviar um grande abraço para ele e toda a família.”

Lico: É uma honra ser entrevistado para falar do Flamengo, ainda mais com uma pergunta feita pelo Zico. Um abraço para ele e para toda a família também. Eu joguei em todas as posições do meio para a frente, e no Flamengo joguei mais como falso ponta-esquerda, fechando o quadrado no meio de campo. Mas antes de ir para o Flamengo, eum jogava na meia-direita pelo Joinville, com a camisa 8. No primeiro dia de Gávea, o time principal estava na Europa e o Zico estava no Brasil, voltando de uma contusão. Eu joguei um coletivo contra os juniores, na meia direita, e o Zico na meia esquerda. Nunca haviámos jogado juntos, mas o entrosamento foi imediato e Zico me elogiou muito. Mais tarde, quando fui titular, a meia direita era do Adilio e eu fui para a ponta, mas também com a missão de fechar o meio. Então é isso, a minha posição preferida era a meia direita, ainda mais se fosse ao lado do Zico. Mas naquele Flamengo, qualquer posição servia, só tinha craque e era fácil jogar.

ADTRN: Você teve participação direta no segundo gol em Tóquio. Como foi aquele lance?

Lico: Tem uma coisa curiosa nesse gol. Era uma falta frontal, e o Zico costumava cobrar por cima da barreira. Mas o piso em Tóquio era muito duro, e mesmo sem combinar, achei que ele podia cobrar rasteiro para dificultar o goleiro e me preparei para o rebote. Depois do jogo o Zico disse que pensou mesmo isso, em chutar para a bola quicar antes do goleiro. Foi o que aconteceu, o goleiro deu rebote, até foi um rebote curto, mas eu estava em cima do lance. Toquei na bola de leve, achando que o goleiro não ia se recuperar, mas ele esticou o braço e bateu na bola. Eu ia voltar no lance mas vi o Adilio chegando e aí só tirei o corpo e assisti o gol de camarote. Eu sempre prestei atenção nos rebotes, e há pouco tempo, em um jogo do Fla Master em Joinville, o Nunes bateu uma falta e mesmo com meu joelho estourado eu cheguei em cima e marquei o gol.

ADTRN: Hoje você trabalha com formação de jogadores. Como você vê a base do Flamengo?

Lico: Bom, estou longe e não sei os detalhes, mas acho que os garotos da base deviam ser preparados não para se tornarem jogadores de futebol, mas jogadores do Flamengo, o que é muito diferente. Não adianta só ter bola, a camisa do Flamengo pesa. Então eles deviam esquecer um pouco os carrões, as festas, e se dedicarem a entrar para a história do Flamengo. O resto vem naturalmente, porque quem vence com a camisa do Flamengo, vence qualquer desafio. E também devem ser lembrados sempre que o futebol é um jogo coletivo, o importante é o time vencer. Uma vitória vale mais do que qualquer firula.

ADTRN: Você foi campeão de tudo pelo Flamengo. Mesmo com tantas vitórias, há alguma derrota que, se pudesse, você voltaria no tempo para evitá-la?

Lico: Pode até parecer ingratidão diante de tudo o que conquistamos, mas há sim. Se eu pudesse, mudaria o resultado do jogo contra o Peñarol pela Libertadores de 1982 no Maracanã. Precisávamos da vitória para ir à final. Jogamos muito bem, criamos várias chances de gol, dominamos o jogo todo, mas a bola não entrou. Em uma única escapada, o Peñarol teve uma falta e o Jair, que jogou no Inter, acertou o ângulo. A torcida reconheceu nosso esforço e aplaudiu, foi bonito, mas não engolimos aquela derrota. Tenho certeza que nós iríamos para o bicampeonato mundial se passássemos ali. Ficamos abatidos. Nós sentíamos a derrota tanto quanto os torcedores. Não sei se hoje é assim. Se eu pudesse mudar um resultado na minha vida, seria aquele.

ADTRN: Lico, nós agradecemos o seu carinho. Foi uma prazer entrevistá-lo. E assim como o Zico deixou uma pergunta para você, por favor, faça uma pergunta para um ex-jogador do Flamengo.

Lico: Eu que agradeço e deixo um abraço para todos os torcedores rubro-negros. A minha pergunta é para um dos jogadores mais completos que vi atuar e que, além de ser um jogador extra-série, era um camarada que estava sempre de alto astral, de bem com a vida. Estou falando do Leandro. Ele se consagrou como lateral, mais tarde jogou como zagueiro, mas quando eu não pude jogar a final da Libertadores, o Carpegiani puxou o Leandro para o meio e ele foi simplesmente perfeito. A pergunta é parecida com a que o Zico fez pra mim. Leandro, se você fosse jogar no futebol de hoje, jogaria em qual posição? Um grande abraço!

Gigante adormecido

Um dia após a nossa lamentável eliminação para o Vasco, como é feriado de São Jorge aqui no Rio de Janeiro, tirei o dia para dar aquela faxina na casa. Não queria saber de noticiário esportivo, nem mesmo me envolver em discussões fervorosas sobre o futuro rubronegro. Resolvi iniciar a arrumação da bagunça por onde guardo revistas, recortes e jornais sobre o Flamengo. Meu projeto de arrumação acabou ali mesmo. Comecei a folhear os jornais e fiquei relembrando notícias e vitórias memoráveis. A raiva (sempre passageira) que tenho do Clube que amo nos momentos de derrota, esfarelava-se a cada notícia lida. Cara, como é bom ser Flamengo!

Mas ao me deparar com o jornal O Globo do dia 07 de dezembro de 1981, fiquei radiante. Era o dia seguinte da decisão do Estadual daquele ano. O famoso jogo do Ladrilheiro, onde sapecamos o Vasco.Trinta anos depois, vejam como as segundas-feiras são tristemente opostas. No jornal, a alegria do título e de ter derrotado o seu maior rival. Na realidade de hoje, a tristeza de ter no time um bando de pernas de pau, comandados por um técnico bisonho e uma Presidenta patética. Nesse momento fiquei triste de novo.

Mas aí veio a página seguinte que fez meus olhos lacrimejarem. Uma notícia sobre a preparação do Liverpool para a final do Mundial Interclubes, seis dias depois. Embarquei na notícia e comecei a viver a semana daquela decisão. Estava a poucos dias do jogo mais importante da história do Flamengo. Coração deu uma acelerada e me dei conta que estava em 2012. E pensei em como seria bom que algo parecido acontecesse com a gente de novo.

Esse breve texto não tem nada a ver com nada, e talvez nem deva ser oportuno… Deu vontade de escrever, só para tirar um pouco da angústia do meu peito. Para aqueles que não entendem meu lado corneta e mal humorado com o time atual, esses recortes talvez dêem a dimensão do que espero sempre do nosso clube. Desculpe a chatice, mas já fomos grandes. E quando falo grande, digo gigaaaaaante. E um gigante não mata sua fome com migalhas e nem pode encolher ano após ano. Temos que fazer algo, por favor! Está na hora de despertá-lo.