Evidenciar erros tornou-se uma constante dentro do Rubro Negro. Falta de ética, profissionalismo, conduta e princípios.
Todo mundo cheio de caveiras escondidas, e fazendo da entidade palanque para se colocar na vitrine. Se ao menos fosse de forma positiva seria aceitável, a questão é que uma sucessão de erros deprecia a cada dia o gigante Rubro Negro.
Iniciamos uma era, onde torcedores saíram das arquibancadas, perderam suas identidades, e tornaram-se peças do jogo eleitoreiro de cartolas e seus protegidos. O numero de incapazes dentro do clube generalizou a incompetência. Não conseguimos crer na veracidade de qualquer informação publicada. Naturalmente porque antes que o clube se pronuncie oficialmente, passamos pelo momento de divulgação oficiosa, que nos leva a debates, julgamentos e desgastes desnecessários, colocando torcedores no papel de “ultimo a saber,” e a imprensa atuando sem fatos consistentes, gerando nossas intermináveis crises.
Como crer que um roubo dentro da sede do clube seja verdade, se em paralelo surgem apuradores que deturpam a verdade dos fatos? Se tivéssemos uma área de comunicação que se antecipasse e atuasse com transparência ou até mesmo profissionais especializados em gerenciamento de crise – sim, isso existe, a relação torcedor x clube seria mais fiel, e menos reativa. Deixamos de curtir o Flamengo, desaprendemos a torcer. A cada dia que passa, o estádio vazio não mostra a identidade rubro negra de ser.
Acho impensável que um clube da grandeza do Flamengo não consiga se organizar e ter o mínimo de capacidade para tocar questões jurídicas, financeiras e de relacionamento. A marca Flamengo vem sendo usurpada pela gestão de nossa mandatária. Não consigo valorar minha dedicação, meu amor pelo Flamengo. Alguém consegue? Evidente que isso não preocupa a quem está lá hoje. Porque eu, você, e grande parte dessa nação ficamos atados, não temos poderes para mudar, não obstante podemos de forma prudente e embasada compartilhar nosso ponto de vista, nossas opiniões, para que seja possível atingir a quem possa modificar o cenário que temos hoje. Apoiar novas idéias, conhecer propostas. Sugerir, pois creio que quem quer mudar o flamengo, está disposto a ouvir a voz da nação. Ofensas, reclamações e frases soltas não vão adjudicar, se perdem e não agregam.
O mais precioso patrimônio do clube somos nós, torcedores, que não temos a noção da força que temos.
Tudo que vejo hoje como proposta é muito simples, basta implementar. Mudanças são factíveis. Mas é preciso de um primeiro passo. Sem promessas bonitas, apenas com o mesmo objetivo que o nosso: resgatar o Flamengo das mãos da triste realidade política que se instaurou na Gávea, fazendo de cada diretoria seu pedaço de terra onde o diretor manda e atua de acordo com seus interesses pessoais e não em prol do coletivo.
É preciso mudar, esta é minha única certeza, e enquanto isso não é tangível, vamos conhecer quem quer mudar, e expor o que esperamos dentro do nosso Rubro Negro.
Vamos crer que a mudança de cultura, dando novamente oportunidade aos nossos garotos, não é apenas um ato desesperado de um técnico que se perdeu, e sim uma oportunidade de nos mantermos fortes. De inovar. Mas não nos deixemos ludibriar com gritos de gol que porventura nos proporcionem. Porque enquanto a mudança não for lá ao topo da pirâmide, a decadência será nosso destino. E isso não combina com a nação, somos o movimento que faz a terra girar, a maior nação do mundo. Isso não seria compreensível para simples torcedores, mas não para nós.
Mudar simplesmente a forma de gerir, e não nossa forma de torcer. Vamos resgatar o rubro negro que existe dentro de cada um de nós. Curtir o Flamengo como ele merece. Tão simples quanto isso. E quanto ao último jogo, foi o último jogo. Eu quero é mais!
Marcella Miranda – @MarcellinhaRJ
#NadaImportaSemOFlamengo





Foi uma noite memorável! Salão lotado de fãs, de ídolos e história. Mais uma vez agradeço por ter nascido Flamengo e feito deste clube a razão de minha vida. Momentos como esses, mal contados nas linhas acima, fazem tudo valer à pena. O esforço do dia a dia fica minimizado e, revigorado, sigo cantando ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro.


