Hoje acordei com muita vontade de trabalhar. Você deve saber que hoje é aquele dia que trabalhadores do mundo inteiro saem às ruas com bandeiras rubronegras para reivindicar melhores condições de trabalho. Hoje é também o 18º aniversário da morte do Airton Senna. Para quem é muito novo Airton Senna foi um o último piloto brasileiro de Fórmula 1 do Brasil, mais conhecido por popularizar aquela melodia enjoada que os torcedores do Flamengo cantam com as palavras “Raça, amor e paixão”.
É isso mesmo, camaradas, hoje não tem refresco. Se a melodia é chata a letra é muito ruim! Eu prefiro mil vezes o “Conte comigo Mengão” que inspirou o nome desse blog. Canção que aliás foi feita a partir de um hino da UNE. Do tempo que a União dos Estudantes do Brasil não servia só pra tirar carteirinha. Reparou que o certo é “conte comigo Mengão”? O Flamengo conta com você! Quem canta é a torcida.
Pois é, já houve um tempo em que o Flamengo foi mais democrático. No Fla-Flu das diretas, por exemplo. Hoje em dia o que vemos é uma total perda de valores. Vamos ouvir o que Vossa Excelência, Patética Amadora tem a dizer sobre o trabalho:
A resposta é trabalhar. Estou contente de ter ido para os playoffs do basquete, desde que eu assumi não perdemos uma regata, são 14. E, no futebol, às vezes o resultado vem e, em outras, não vem. E a crítica vem de quem não acredita no trabalho. E uma hora meu trabalho vai dar resultado.
Repito que a vereadora tem toda a razão. Não acreditamos no seu trabalho. Não acredito aliás nos dois sentidos da palavra. Não acredito que dê resultados positivos no futebol. O que esperar de Joel, Cascão, Ronaldinho e agora Ibson… Cada dia que passa a lista de escudos-humanos dela aumenta e voltamos mais no tempo rumo à 2008. O que significa que basta o parquinho estar com a pintura nova. E não acredito que têm a cara-de-pau de publicar o balanço patrimonial numa segunda-feira enforcada entre a enésima vicelada do bacalhau e o Dia do Trabalho.
Dia do Trabalho que aliás o nosso capitão celebrou fazendo migué. Ótimo dia para dar férias permanentes ao Ronaldinho e eleger o Deivid presidente do sindicato dos jogadores do Flamengo.
E o nosso sindicato? O sindicato dos torcedores? Os que deviam nos representar e cobrar da vereadora explicações para a crescente dívida do clube, os péssimos resultados no futebol, a suruba dos cartões coorporativos, etc? Dá pra ver que o forte dessa galera não é a democracia, pois quem pede Imperador e clama pelo Paredão… Mas não acredito que estejam no aeroporto para receber os caras que nos eliminaram da Libertadores. Esses caras não me representam, que fique claro. Se me representassem não estariam passando recibinho pro patético tri-vice, estariam na Gávea cobrando mudanças. Mas mudanças reais, e não essa camada de esmalte vagabundo que estão passando no Flamengo.
Desde que esse sindicato passou a ser composto por torcedores profissionais remunerados eles fazem muito bem o seu trabalho: o silêncio. Esses caras deviam ter vergonha de usar a palavra paixão naquela musiquinha. Primeiro porque pôr “amor” e “paixão” no mesmo verso é de dar vergonha até às duplas sertanejas. Depois porque se você é remunerado para ficar calado não me fale de paixão.
Até porque esse lema ficaria muito melhor assim.
E para terminar dedico a você torcedor que “come um prato a menos, e trabalha um dia a mais só pra ver o meu Flamengo” essa música do Marcos Valle: Flamengo até morrer.
Feliz Dia do Trabalhador Rubronegro!
Nota: Você está lendo meu diário de abistinência de Flamengo no futebol. Para ler os dias anteriores siga o marcador 28 Dias Sem Flamengo ou visite o índice em ordem cronológica.



