28 Dias Sem Flamengo – Trabalho um dia a mais – Dia 09


Desgraçado diário,

Hoje acordei com muita vontade de trabalhar. Você deve saber que hoje é aquele dia que trabalhadores do mundo inteiro saem às ruas com bandeiras rubronegras para reivindicar melhores condições de trabalho. Hoje é também o 18º aniversário da morte do Airton Senna. Para quem é muito novo Airton Senna foi um o último piloto brasileiro de Fórmula 1 do Brasil, mais conhecido por popularizar aquela melodia enjoada que os torcedores do Flamengo cantam com as palavras “Raça, amor e paixão”.

É isso mesmo, camaradas, hoje não tem refresco. Se a melodia é chata a letra é muito ruim! Eu prefiro mil vezes o “Conte comigo Mengão” que inspirou o nome desse blog. Canção que aliás foi feita a partir de um hino da UNE. Do tempo que a União dos Estudantes do Brasil não servia só pra tirar carteirinha. Reparou que o certo é “conte comigo Mengão”? O Flamengo conta com você! Quem canta é a torcida.

Pois é, já houve um tempo em que o Flamengo foi mais democrático. No Fla-Flu das diretas, por exemplo. Hoje em dia o que vemos é uma total perda de valores. Vamos ouvir o que Vossa Excelência, Patética Amadora tem a dizer sobre o trabalho:

A resposta é trabalhar. Estou contente de ter ido para os playoffs do basquete, desde que eu assumi não perdemos uma regata, são 14. E, no futebol, às vezes o resultado vem e, em outras, não vem. E a crítica vem de quem não acredita no trabalho. E uma hora meu trabalho vai dar resultado.

Repito que a vereadora tem toda a razão. Não acreditamos no seu trabalho. Não acredito aliás nos dois sentidos da palavra. Não acredito que dê resultados positivos no futebol. O que esperar de Joel, Cascão, Ronaldinho e agora Ibson… Cada dia que passa a lista de escudos-humanos dela aumenta e voltamos mais no tempo rumo à 2008. O que significa que basta o parquinho estar com a pintura nova. E não acredito que têm a cara-de-pau de publicar o balanço patrimonial numa segunda-feira enforcada entre a enésima vicelada do bacalhau e o Dia do Trabalho.

Dia do Trabalho que aliás o nosso capitão celebrou fazendo migué. Ótimo dia para dar férias permanentes ao Ronaldinho e eleger o Deivid presidente do sindicato dos jogadores do Flamengo.

E o nosso sindicato? O sindicato dos torcedores? Os que deviam nos representar e cobrar da vereadora explicações para a crescente dívida do clube, os péssimos resultados no futebol, a suruba dos cartões coorporativos, etc? Dá pra ver que o forte dessa galera não é a democracia, pois quem pede Imperador e clama pelo Paredão… Mas não acredito que estejam no aeroporto para receber os caras que nos eliminaram da Libertadores. Esses caras não me representam, que fique claro. Se me representassem não estariam passando recibinho pro patético tri-vice, estariam na Gávea cobrando mudanças. Mas mudanças reais, e não essa camada de esmalte vagabundo que estão passando no Flamengo.

Desde que esse sindicato passou a ser composto por torcedores profissionais remunerados eles fazem muito bem o seu trabalho: o silêncio. Esses caras deviam ter vergonha de usar a palavra paixão naquela musiquinha. Primeiro porque pôr “amor” e “paixão” no mesmo verso é de dar vergonha até às duplas sertanejas. Depois porque se você é remunerado para ficar calado não me fale de paixão.

Até porque esse lema ficaria muito melhor assim.

Ilustração: Gustavo Berocan

E para terminar dedico a você torcedor que “come um prato a menos, e trabalha um dia a mais só pra ver o meu Flamengo” essa música do Marcos Valle: Flamengo até morrer.


Feliz Dia do Trabalhador Rubronegro!

Nota: Você está lendo meu diário de abistinência de Flamengo no futebol. Para ler os dias anteriores siga o marcador 28 Dias Sem Flamengo ou visite o índice em ordem cronológica.

A arte da vingança

A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena. Quem nunca ouviu essa frase do lendário seriado Chaves? Uma frase carregada de bons valores e de sentimentos nobres. Mas que se foda o Chaves e a pureza da alma! Com o Mengão não tem essa não. Gostamos de nos vingar, com requintes de crueldade. Vamos a alguns exemplos da desumanidade rubro-negra:

Botafogo nos ganhou por 6 X 0 em 1972 e nos vingamos em 1981 e aplicamos os juros em 1985. Palmeiras nos eliminou em 1979 e no ano seguinte foi o nosso troco. Vasco tirou onda com o gol do título de 1988 de um tal Cocada e a nossa desforra dura até hoje: nunca mais ganharam uma final da gente.

E o jogo que recordaremos hoje é sobre outra vingança à nau portuguesa. Nesse mesmo ano de 1988, Flamengo e Vasco se enfrentaram seis vezes. Vencemos a primeira partida e perdemos as outras cinco, para delírio dos vascaínos que entoavam a todo canto que haviam feito a quina e blá, blá, blá… Todas essas derrotas foram em um intervalo de tempo de quatro meses.

Incomodava-me demais essa marca negativa, ainda mais para um time de Portugal. Mas nossa vingança tardaria, mas chegaria. Ela começou a acontecer no ano de 1990. Vencemos o Vasco por 1 x 0 pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, com gol do novato Nélio. A segunda vitória foi no Brasileirão do ano seguinte, que foi antecipado para o primeiro semestre. Vitória acachapante por 3 x 0. Depois veio a Taça Estado do Rio de Janeiro, onde ganhamos por 2 x 0, com dois gols de Marcelinho. A quarta vitória foi na Taça Guanabara, de virada por 2 x 1, com o centroavante Gaúcho tirando onda de Seu Boneco da escolinha do Professor Raimundo.

Finalmente chegava o jogo que concretizaria a vingança. A partida valia pela Taça Rio de 1991 e o Flamengo vinha fazendo uma campanha impecável no segundo turno, disputando ponto a ponto com o Botafogo a conquista da competição. Esse jogo também foi marcado pela inauguração do primeiro bandeirão do Flamengo, confeccionado pela Torcida Jovem. Ainda está viva em minha memória, a imagem daquela enorme bandeira sendo desfraldada para delírio do lado rubro-negro e silêncio da atônita torcida vascaína.

Além da motivação pela liderança e da oportunidade de vingar-se três anos depois, enfrentar o baiano Bebeto sempre era um ingrediente a mais para o clássico. O jogo teve amplo domínio do Flamengo, que possuía um timaço. Gaúcho e Júnior estavam no auge e a torcida estava em sintonia com a evolução do time. Verdadeiro espetáculo na arquibancada, com coreografias sincronizadas e alegria incontrolável. À medida que os gols saíam e a forra se concretizava, o êxtase ia tomando conta da atmosfera rubro-negra. A sensação de alívio ao tirar aquele incômodo fardo era sublime. A quina agora era nossa e ainda mais bela, pois não foi feita em jogos subsequentes, onde uma má fase explica, e sim em quatro torneios diferentes. A vingança foi digerida friamente, assim como o ditado sugere.

Hoje pela Taça Rio 2012, mais um clássico dos milhões agita as torcidas. Se o Bacalhau for esperto e ligado na história sabe que logo mais pode ser de novo vítima da envenenada alma rubronegra. Porque Deivid está sinistro, com sede de revide e também não está nem aí pra lição de moral de seriado mexicano.

Flamengo 2 x 0 Vasco da Gama
24 de novembro de 1991 – Campeonato Carioca
Estádio do Maracanã – Rio de Janeiro
Público: 42.734 pagantes
Árbitro: Claudio Vinícius Cerdeira
Flamengo: Gilmar, Charles Guerreiro, Gotardo, Júnior Baiano, Piá, Uidemar, Júnior, Nélio (Marquinhos), Zinho, Paulo Nunes (Fabinho) e Gaúcho. Técnico: Carlinhos
Vasco: Carlos Germano, Dedé, Torres, Missinho, Cássio, França, Luisinho, Bebeto, Sorato (Mauricinho), Bismark, William. Técnico: Antonio Lopes
Gol: Zinho, aos 36 do 1º tempo e Fabinho, aos 10 do 2º tempo.

Bacalhau à moda Rubro Negra

 

Sou ateu, graças a Deus, mas confesso que gosto das fábulas da páscoa. A do cara que é crucificado e ressuscita, a do amigo-da-onça que trai o cara com um beijo maldito por trinta dinheiros, o daquele povo perdido em busca da terra prometida, a do velhote da táboa com idéias polêmicas que atravessa o mar vermelho a pé… Deve ser culpa das sessões da tarde e da mistura psicoestimulante de chocolate com aqueles efeitos especiais tão maneiros. E vocês, vão me dizer que não vibram cada vez que o velho Moisés abre o mar em dois?!?

Pois minhas aulas de religião serviram para alguma coisa foi para saber que todos essas fábulas falam da mesma coisa. Conforme a própria origem da palavra páscoa são histórias de transformação, de superação, de sacrifício e de passagem. Histórias de gente que rala e consegue o impossível. Pergunta pro tal coelho que conseguiu botar um ovo de chocolate.

Não é difícil usar esses mitos milenares e universais pra fazer analogias. Se Deus existisse seria a Patrícia Amorim: não tem a menor idéia do que está fazendo, manda menos que o Diabo e ainda é capaz de mandar o próprio filho para cruz se o coitado for mais famoso e amado do que ela. O Judas sem dúvida seria o Ronaldinho, aquele que se vendeu por trinta dinheiros e que esteve presente na ressurreição do crucificado Deivid. E o velhote Moisés? Acho que é o Joel mas nossa ida à terra prometida (as oitavas da Libertadores) parece mesmo precisar de um milagre.

O primeiro milagre Joel já fez. Ele conseguiu dividir o Mar Vermelho e Preto em dois. Os que no sábado de aleluia torciam pelo Flamengo e os que torciam contra, com a esperança de com a derrota as mudanças se farão mais urgentes. Ora, amigos rubro negros, é nessas horas apocalípticas que devemos estar unidos e ter coragem. Isso mesmo, coragem. Na língua oficial da Libertadores da América, un par de huevos. E na língua do Rondineli catalão, Carles Puyol, um par de pebrots (pimentões). Ovos ou pimentões são portanto ingredientes impescindíveis das , aquelas que acontecem exatamente quando tudo parece estar perdido.

Por isso é um pecado desperdiçá-los. Jamais o faça, irmão rubro negro. Jogar um ovo, símbolo da vida, para agredir a nossos soldados só pode ferir a alma da nossa enorme Família Urubu. Ainda mais quando tem tanto rubro negro esfomeado por aí. (Vagner Love, deixa de ser fominha!) Esse ovo podia estar alimentando o grito de mais um rubro negro, e empurrando o time a mais uma vitória impossível. E são essas vitórias as que reúnem as famílias para comer bacalhau num domingo qualquer como o da Páscoa.

Por isso eu criei uma receita especial para a família rubro negra, feita com bacalhau destroçado. Em homenagem ao nosso rival Vasco, sempre de molho, pronto para o consumo. É uma receita típica catalã adaptada ao gosto rubro negro. Além de serem a terra do F. C. Barcelona, a Catalunya tem uma culinária especializada em fazer grandes maravilhas com o uso minimalista de seus ingredientes mediterrâneos. Nada muito diferente, nem muito elaborado, mas tudo delicioso. Que sirva de inspiração para o gourmet Joel Santana, especialista em macarrão com salsicha. Que mantenha fechada a boca do vomitivo Zé (Marín) das Medalhas, nem que seja por alguns minutos, afinal saber cozinhar deveria ser motivo de orgulho para todos os homens e mulheres. E que sirva para a Nação se purificar, se unir e repor as energias para o desafio de quinta-feira.

Se você não acredita no time, está de saco cheio com a diretoria, com a nossa presidenta, vá ao estádio. Sim, vá ao estádio por mim, que estou a mais de 9 mil quilômetros do meu Mengão. Sim, vá ao estádio pela Nação Rubro Negra. Afinal seus irmãos rubro negros sofrem os mesmos flagelos que você nesse momento e estão loucos para cantar ao teu lado. E que Zico todo poderoso nos traga mais um delicioso milagre.
Bon profit, Nació Vermella i Negra!

Pedra ou flores que mudam destinos

Depois da eliminação da Taça Guanabara e de ter aturado uma overdose de piadas com o gol perdido do Deivid, vem uma pergunta: qual será o comportamento da torcida em relação ao nosso “azarado” centroavante? Com a chegada do Vagner Love tenho levado fé nessa dupla de ataque. Até o fatídico lance de quarta-feira, o desempenho da dupla estava afinadíssimo. Deivid com precisos passes e Love sendo mais agudo.

Mas a torcida do Flamengo é sinistra e imprevisível. Tem histórico de endeusar pernas de pau e de vaiar craques. Estou curioso pra saber como irá se comportar com Deivid daqui pra frente. Esse mesmoque já foi muito perseguido, estava sendo poupado pela sua entrega em campo,mas e agora?
O vídeo abaixo ilustra o quanto a torcida rubro-negra é instável.Athirson foi o craque do Campeonato Carioca de 2000. Após perdermos a Guanabarapara o Vasco em uma humilhante goleada, o nosso lateral carregou o limitado timenas costas, fazendo gols em quase todos os jogos. Fomos campeões, ele foi convocado e virou xodó da torcida… Perfeita lua de mel.
Mas aí veio a janela de transferência e o Juventus da Itália investiu pesado na sua contratação, aproveitando também que Athirson queria ir para terras italianas. A torcida não perdoou a forçada de barra do lateral para mudar de clube. Insatisfeita, na primeira oportunidade despejou seu ódio. O jogo contra o Grêmio pela Copa João Havelange foi marcado não pela convincente vitória, mas pelo fim do caso de amor do até então ídolo com a Nação.
São situações totalmente diferentes, mas o comportamento datorcida pode não só influenciar diretamente no destino da equipe, mas principalmente no prosseguimento da carreira de muitos atletas.

Flamengo 3×0 Grêmio
02 de agosto de 2000 – Copa João havelange

Estadio do Maracanã
Flamengo: Clemer, Maurinho, Juan, Luís Alberto, Leonardo Inácio(Athirson), Leandro Ávila, Mozart, Lê, Petkovic, Camilo(Alessandro) e Reinaldo(Adriano). Técnico: Carlinhos
Grêmio: Darlei, Alex Xavier, Marinho, Roger, Patrício (Anderson Lima), Eduardo Costa, Jé (Itaqui), Zinho, Edinho, Ronaldinho Gaúcho, paulo Nunes (Amato). Técnico: Antônio Lopes
Gols: Camilo, Petkovic e Athirson.


Vasco 2×1 Flamengo: Me dei ao luxo de ser corneta!

Em quarta feira decinzas o clima ainda era de folia, nada melhor que assistir um Flamengo XVasco. E o jogo foi digno de espetáculo. Duas equipes dispostas a levar. Ederam todo gás. 
Dias antes euainda proferi: não me preocupo com a escalação de Joel, apenas porque oadversário é o vice! Pretensão? Ou costume de sempre levar em clássicos? 
Jogo iniciado e oFlamengo lindamente faz a festa. Logo de saída gol impecável do predestinadoLove. O cara chegou com toda raça, e diz a que veio!
Ele sabe qual ovalor e o peso do manto. Love é jogador do Rubro Negro. Nasceu pra estar ali.Faz parte de sua essência o amor ao Mengão. E isso dá gosto de ver. 
Flamengo atuandocom melhores jogadas… e Vasco atuando com melhores finalizações. 
Diante do primeirogol sofrido, a equipe cruzmaltina chamou a responsabilidade. 
Tivemos duasequipes jogando a todo vapor. 
Joel se eximiu dequalquer responsabilidade. Pois em campo tivemos diversas chances perdidas, porfalta de raça de ir lá buscar.  
Felipe apesar deboa atuação, me deixou boquiaberta com as defesas bizarras. Não apenas uma, maspor várias vezes espalmou a bola dando chance ao azar. O rebote erafácil. 
E na sucessão deerros, eis que Deivid comete o inacreditável. Ainda tem algo a comentar sobreeste assunto? Um jogador que sai aplaudido pela torcida adversária, nãocabe mais nada nessa resenha. 
Eu no lugar delesimularia um desmaio, permaneceria jogado no chão até a ambulância me retirarde campo. Vergonha é pouco. O ocorrido ali não tem nome. 

Fica difícil nãocolocar na conta dele o fato de não ganharmos ontem. Mas a verdade é que estegol perdido não seria garantia de vitória. Pois a cada ataque nosso, o Vicereagia. 
R10 não me dáalternativas a não ser criticas. Ele é craque, sempre foi. Mas é jogador queprecisa de um time jogando para ele. Ele é jogador que faz graça, que éimportante, porém anda apático. 
Entra em campo enão faz a menor diferença. Não chama pra ele a responsabilidade. Custobeneficio não está legal. Qual foi o jogo que R10 fez a galera pirar naarquibancada? Que levantou o estádio? Se alguém lembrar me avise, porgentileza. 
Entrosamento não éa palavra que defina atual equipe do flamengo. E se antes, com Luxa,reclamávamos da falta de jogadores na base sendo iniciados no time principal,com Joel podem esquecer essa possibilidade. Nem ao banco ele trás os garotos.Se ele acha que Luis Antonio foi mal nos dois últimos jogos, qual a definiçãopara Deivid? 
Resumo da opera…ganhar do vice sempre é bom. Tem gostinho de deboche! Hoje eu estaria muitomais abusada! Mas fazer o Vasco vice do Botafogo ou Flu…não tem preço! Queassim seja. 
Que atire aprimeira pedra quem nunca cornetou!

Cella 
#NadaImportaSemOFlamengo

Vasco 2x1Flamengo
22 de fevereirode 2012 – Taça Guanabara
Estádio doEngenhão – Rio de Janeiro
Público: 18.305pagantes
Árbitro: LuísAntônio Silva dos Santos
Flamengo:Felipe Leo Moura (Galhardo), Gustavo,Welinton e Junior Cesar; Aírton (Negueba),Willians, Renato Abreu e RonaldinhoGaúcho; Vagner Love e Deivid (Bottinelli).Técnico: Joel Santana
Vasco: FernandoPrass, Fagner, Rodolfo (Renato Silva),Dedé e Thiago Feltri; Nilton, FellipeBastos, Juninho Pernambucano (Felipe) eWillian Barbio (Kim); Diego Souza eAlecsandro. Técnico: Cristóvão Borges
Gols: VágnerLove aos 2 e Alecsandro aos 14 do 1ºtempo; Diego Souza aos 32 do 2º tempo.