Mais do mesmo: empate medíocre e Mezengas fora da Copinha

Contra um time apenas esforçado, o Flamengo empatou na Copinha. Esta frase define qualquer um dos três jogos do Flamengo na Copa São Paulo de 2012. O de hoje, um 2×2 contra o São Carlos, eliminou Los Mezengas do torneio.
Os garotos até começaram pressionando, Muralha perdeu um gol incrível, mas logo aos 3 minutos, em uma falha coletiva da zaguinha, o São Carlos fez 1×0. O Flamengo virou com um gol sem querer de Muralha e uma cabeçada do zagueiro Samir, que hoje jogou no lugar de Pablo. Faltava mais um gol para se classificar no saldo, mas Lorran fez um pênalti bobo e novo empate.
O curioso é que mesmo com o 2×2 o Flamengo precisava de apenas mais um gol. A vitória por 3×1 daria a classificação no desempate pelo saldo de gols e a vitória por 3×2 daria a classificação no desempate por… cartões amarelos!
Embora tenham jogado o segundo tempo com mais posse de bola, Los Mezengas pouco criaram. A melhor chance foi aos 36, com Matheus-filho-do-Bebeto na pequena área. O chute saiu em cima do goleiro do São Carlos. Ainda houve um abafa final, com o goleiro Caio indo para a área em um escanteio, mas o golzinho salvador não saiu.
Depois de vencer o torneio em 2011, o Flamengo é eliminado da Copinha na primeira fase, com vários destaques do time que foi campeão. Desempenho lamentável de Lorran, Muralha e Adryan, especialmente deste último, e apenas razoável de Thomás. Dos que só conheci agora, nenhum destaque positivo. Os laterais Felipe Dias e Digão foram muito mal, e os zagueiros bateram cabeça em todos os jogos.Yguinho, até esforçado, é o típico jogador que justifica chamar os juniores rubro-negros de Los Mezengas.
Acabou.
Copinha, adeus.

Flamengo 2×2 São Carlos
9 de janeiro de 2012 – Copa São Paulo de Futebol Júnior
Estádio Luís Augusto de Oliveira – São Carlos
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Flamengo: Caio, Digão, Fernando, Samir e Felipe Dias (Rafinha); Victor Hugo, Muralha, Lorran e Adryan (Fernandinho); Yguinho (Matheus) e Thomás. Técnico: Paulo Henrique
São Carlos: Guilherme, Ryan (Ricardo Silva), Alexandre, Rodolfo e Maurício; William, Maicon e Stéfano; Paulo Henrique, Kennedy e Lucas Torres (Heuler). Técnico: Vardão
Gols: Paulo Henrique aos 3, Muralha aos 10, Samir aos 23 e Lucas Torres (pênalti) aos 29 do 1º tempo.

Mezenga

O empate com o União São João complicou a vida dos Mezengas, como passarei a chamar os juniores do Flamengo.
NOTA: Impressionante a capacidade do Flamengo em produzir jogadores à imagem e semelhança de Bruno Mezenga. Uma diferença ou outra, mas a mesma essência: Andrezinho, Fabiano Oliveira, Erick Flores, Kayke, Vinícius Pacheco, Negueba, Diego Mauricio e Yguinho, entre outros menos cotados.
O time até teve alguns momentos de lucidez e merecia ter acabado o primeiro tempo em vantagem – houve o chute na trave do Thomás e o gol que só foi só foi anulado porque Yguinho (ó o gene Mezenga aí!) tocou na bola que já ia entrar.
Com a chuva, ficou difícil tocar a bola e os Mezengas sempre procuravam o lado da maior poça d’água. Já no segundo tempo Lorran quase marca sem querer, ao alçar na área e acertar o travessão. Quando Paulo Henrique sacou Muralha para a entrada do Matheus-filho-do-Bebeto, pensei: perdemos o meio. Não que o Matheus seja mau jogador, mas o Muralha tem a cancha dos profissionais e segura a onda ali onde começa a armação. E no primeiro lance do Matheus, ele apanhou uma sobra e deixou com categoria para Yguinho abrir o placar.
O problema, amigos, é que de fato perdemos o meio. O USJ martelou até empatar com Clayson, que apareceu solto na frente do Caio, e poderíamos  ter perdido porque os caras tomaram conta.
Bom, também poderíamos ter vencido, na escapada de Thomás que foi o lance derradeiro da peleja, mas a pelota saiu dois palmos mais pra lá.

Ficou difícil. Na última rodada, segunda-feira, precisamos torcer para o USJ não atropelar a (o?) Aquidaunaense e depois vencer o São Carlos, dono da casa e líder da chave. Mas o que me intriga não é isso: se era pra clonar um jogador e reproduzir em massa, não dava pra ser um Arthur ou um Leovegildo? Pô, logo o Mezenga?

Flamengo 1×1 União São João
6 de janeiro de 2012 – Copa São Paulo de Futebol Júnior
Estádio Luís Augusto de Oliveira – São Carlos
Árbitro: Luciano Rodrigo Lealdini
Flamengo: Caio, Digão, Fernando, Pablo e Felipe Dias; Victor Hugo, Muralha (Matheus), Lorran e Adryan (Leandro); Thomás e Yguinho (Pedrinho).
Gols: Yguinho aos 17 e Clayson aos 35 do 2º tempo.

O começo foi o mesmo. Tomara que o final também.

O Flamengo estreou na Copinha em 2011 no dia 4 de janeiro, empatando com o Mogi Mirim em 0×0. A partida em São José dos Campos foi marcada por estéril domínio rubro-negro, que teve mais domínio de bola, mas demorou para levar o jogo a sério. Quando trocou a soberba e a firula pela bola no chão e pelos toques objetivos, até criou algumas chances, mas o jogo não tinha mais 90 minutos.
Foi parecido com o que aconteceu há pouco, em São Carlos, onde o Flamengo fez sua estreia na Copinha 2012 contra a brava Aquidaunaense. Os jogadores que já atuaram pelo time profissional demoraram a trocar a pose pelo proveito, achando que o currículo resolveria o jogo a qualquer momento. Não resolveu. Quando quis jogar, o time criou boas chances, mas outra vez não havia mais 90 minutos de jogo.
Foram duas partidas parecidas. E uma curiosidade: em 2011, o meio de campo na estreia foi Victor Hugo, Muralha (Thomás), Lorran e Negueba. Em 2012, foi Victor Hugo, Muralha, Lorran e Thomás.
O começo foi parecido com o do ano passado. Tomara que o final também.

Flamengo 0×0 Aquidaunaense
3 de janeiro de 2012 – Copa São Paulo de Futebol Júnior
Estádio Luís Augusto de Oliveira – São Carlos
Árbitro: Pedro Paulo Simão de Moura
Flamengo: Caio, Digão, Fernando, Pablo e Felipe Dias (Jonas); Victor Hugo, Muralha, Lorran e Thomás; Yguinho (Fernandinho) e Pedrinho (Adryan). Técnico: Paulo Henrique.
Aquidaunaense: Juninho, Cristian, Thalysson, Cláudio e Bob; Arnaldo, João Artur, Danilo e Wendel; Brandão (Matheus) e Felipinho (Erick). Técnico: Mauro Marino.

Foto: Celio Messias/Vipcomm/Divulgação

Lá vem 2012

Acabou o período de férias. A bola vai rolar na Copinha, logo em seguida o time profissional se apresenta e o Flamengo vai outra vez dominar os assuntos entre nós.
Copinha. Não sei quando a competição começou a ser chamada assim. Quando eu era criança, tinha nome e sobrenome: Taça São Paulo de Futebol Júnior. Minhas lembranças alcançam uma época em que o campeonato não era um pegue-e-pague para os empresários. As melhores delas estão em três posts antigos, dois no Flamengo NET (aqui e aqui) e um no História do Futebol (bem aqui).

Amanhã, dia 3, o Flamengo começa a defesa do título conquistado ano passado encarando o Aquidauanense, em São Carlos, às 21 horas. Diferente dos anos 80 e começo dos 90, quando nem as rádios transmitiam os jogos dos clubes cariocas nas primeiras fases, a peleja será transmitida por quatro canais: Sportv, ESPN Brasil, Band Sports e Rede Vida.
No meio, temos vários jogadores do time campeão no ano passado. Na defesa e no ataque, me parece que é uma rapaziada nova. O técnico ainda é o Paulo Henrique, ponta-esquerda dos profissionais em 1985, contestado pelo pessoal que acompanha as divisões de base mais de perto. Eu só vi o trabalho dele na Copinha do ano passado, e gostei.
Não há como fazer apostas, é um campeonato imprevisível. Tenho esperanças de uma boa campanha, já que alguns jogadores são bem experientes apesar da pouca idade – gente como Adryan, Thomás e Muralha, e alguns remanescentes do time bicampeão.
Até amanhã.