28 Dias Sem Flamengo – Salve, Jorge! – Dia 01

Meu querido diário…
Querido é o escambau!

Desgraçado diário, ontem o Flamengo foi eliminado pelo Vasco na Taça Rio. De virada igual tínhamos sido eliminados na Taça Guanabara. Acontece que desta vez não foi o Deivid que errou um gol feito. Dizem que o Ronaldinho errou um. Na verdade mal vi o jogo. Estava brigando com a conexão do Rojadirecta.me olhando mais a tela do twitter que a do jogo.

O gol do Vagner Love vi ao vivo, dei um grito e asustei a Anna que estava no sofá vendo o reality show Mario y Alaska na MTV espanhola. Hoje ela se incomodou bastante com meus gritos, mas eu acho que gritei pouco. Já esperava o que estava por vir. O segundo gol do Vasco “vi” antes no twitter, de tão lento o streaming que peguei no Rojadirecta. Fui mudar de canal e perdi o golaço do Kleberson.

O Kleberson queimou a língua de todo mundo, incluida a minha. Mas o Joel ao invés de usar essa arma que caiu do céu pra ele, colocou o recém operado Renato no campo. Pobre Canelada, não fez nada certo. O Joel também insistiu no Negueba, fazia tempo que ele não entrava. Normalmente quando veja a cara do moleque já penso em derrota certa. Mas ontem tive um sentimento de esperança quando ele tentava se meter entre 4 zagueiros vascaínos. Esperança inútil.

Depois do jogo não fui capaz de ouvir a entrevista do Joel na CBN. Obrigado, Firefox! Antes de domir escutei “Apesar de você” do Chico Buarque em homenagem à Vossa Excelência, Patrícia Amorim.

Apesar de Você by Chico Buarque on Grooveshark Touradas Em Madrid by Carmen Miranda on Grooveshark

Daí acordei hoje com um mal humor do cão. Tinha que ter ido ao mercado, comprado um livro pra minha namorada, uma rosa… Pois é, o dia de Sant Jordi se celebra assim na Catalunha. E minha espanhola natural da cataluuuuuuunhaaaa não queria que eu tocasse castanhola e pegasse o touro a unha. Ela só queria um livro e uma rosa, como manda a tradição catalã.

Até quando esperaremos nosso príncipe encantado?

Acontece que meu ritual é outro. Costumo ouvir o rubro negro Jorge Ben (Salve, Jorge!) e pensar nos meu inimigos sem príncipe nem cavalo branco.

Jorge da Capadócia by Jorge Ben on Grooveshark

Por isso passei a manhã lendo notícias do Flamengo, revendo algum lance, tuiteando e trabalhando no nosso blog. Pois é, ontem inauguramos endereço e cara nova. Inauguramos também o @ADTRubroNegro. Aliás minutos antes do jogo eu e o Marcelo falávamos no Skype sobre os botões de compartilhar do blog. Pois eu fiquei muito feliz ao ver que esses botões foram bastante usados hoje.

Triste eu fico em ler mais notícias da Gávea. Quer dizer que agora querem contratar um zagueiro, um meia e um atacante? Que novidade hein? O num-sei-quem-lá Coutinho (o que importa é o sobrenome, não é verdade?), quer mesmo contratar aquele zagueiro que pôs fogo na própria casa? Fala sério, Cascão! Precisamos de mais um com ficha na polícia? Também li que para renovar o elenco iam emprestar Thomás, Camacho, Galhardo… Como assim renovar emprestando os mais jovens? Pra botar vários jogadores de mais de 30 no lugar deles? Porque não colocam logo o roupeiro Babão no lugar do Cascão? O cara já disse que tem labirintite e que odeia altura! Com ele não subimos nem no meio fio, imagina se conquistaremos o topo da América.

E Vossa Excelência Patrícia Amorim? Quer dizer que ela pode perder o salário do PSDB por traição? Quer dizer que ela na vida política é igualmente oportunista e inconsequente? Que se na hora de decidir alguma coisa ela sempre decide pelo lado mais forte? Que é igualmente improdutiva na câmara porque fez pouquíssimos e inúteis projetos de lei? Chama o dragão, nossa princesa é do mal!

Me desliguei o máximo que pude do noticiário. Só parei pra morrer de rir da fala do Joel se comparando ao Guardiola. Ainda bem que ele “erra muito pouco” senão o Flamengo estaria na segundona do Carioca.

Ih, rapaz. Quando vi era a hora de comer e eu não tinha nem almoço pronto, nem rosa nem livro. “quando o Flamengo perde não quero comer e não quero almoçar!” E hoje já não adianta “rezar ao São Jorge pro Mengo ser campeão”. Minha adorável catalã chegou em casa com o meu livro. “Un largo silencio” do Miguel Gallardo, uma novela gráfica contando a história do seu pai na Guerra Civil Espanhola. Achei que minha casa ia ter guerra civil também.

Mas acho que ela já se acostumou com o desastre total que eu sou. Assim como nós rubronegros que nos acostumamos com o desastre total que são os dirigentes da Gávea, e nunca fazemos uma “guerra civil”. Saímos pra comer (estava tão zonzo que fiz um pedido meio surreal), voltamos pra casa, fizemos a siesta, e voltei pro computador. Só saí de casa pra comprar o livro quando faltava meia hora pras lojas e barracas de rua fecharem.

Uau! Que suspresa a minha ver movimento nessa cidade. Todo mundo atrás de um livro! Existe vida fora das telas! Que coisa linda. Que bela maneira de sobreviver a esses dias sem o Flamengo. Vá ler um livro! Não conseguia decidir e estava vendo a hora que a minha indecisão ia me deixar sem livro. Deixei de palhaçadinha e comprei também uma HQ: Habibi do Craig Thompson. Um baita livrão com uma protagonista feminina que não acredito que se faça de vítima. Saí correndo pela cidade atrás da rosa. Todo mundo tinha uma na mão mas era tarde demais pra comprar ou ganhar de presente nas lojas. Será que vou ter que robar de uma velhinha? Ufa! Consegui achar uma floricultura aberta. Me senti como se fizesse o gol que o Negueba não fez aos 45 do segundo tempo.

Jantamos crema de abobrinha em homenagem a Vossa Excelência. Assistimos ao Crackóvia, programa humorístico sobre futebol da TV3 catalã. Rimos bastante do Real Madrid apesar da desgraça do Barça. A sátira que fazem do Stars Wars é genial. Mas ri mais das piadas com o Rei Juan Carlos e sua escopeta o seu genro corrupto Iñaki Urdangarín (ex-jogador de Handbol do Barça).

Antes de dormir voltei ao computador. Tuitei mais que Marcellinha ontem! Como é possível isso? Caramba, o texto do Maurício bombou na internet! Que alegria! Mais de mil acessos. Obrigado ao Alex Triplex e Arthur Muhlemberg pela moral. Obrigado a todos que divulgaram o site. Vou feliz para cama.

Insônia. Estou há duas horas na cama e não posso dormir. Acendo o celular e olhos emails, estatísticas do blog. Já quero arrumar um celular que navegue melhor pra poder postar no blog direto. Medo. Estou com uma pergunta do @PrimeiroPenta na cabeça. Como um blog sobre Flamengo sobrevive sem jogos e sem falar de política? Resolvi começar esse diário. Para contar como sobrevivi aos 28 dias sem Flamengo no ano do centenário do futebol.

Boa noite e até amanhã.

Nota: Você está lendo meu diário de abistinência de Flamengo no futebol. Para ler os dias anteriores siga o marcador 28 Dias Sem Flamengo ou visite o índice em ordem cronológica.

Gigante adormecido

Um dia após a nossa lamentável eliminação para o Vasco, como é feriado de São Jorge aqui no Rio de Janeiro, tirei o dia para dar aquela faxina na casa. Não queria saber de noticiário esportivo, nem mesmo me envolver em discussões fervorosas sobre o futuro rubronegro. Resolvi iniciar a arrumação da bagunça por onde guardo revistas, recortes e jornais sobre o Flamengo. Meu projeto de arrumação acabou ali mesmo. Comecei a folhear os jornais e fiquei relembrando notícias e vitórias memoráveis. A raiva (sempre passageira) que tenho do Clube que amo nos momentos de derrota, esfarelava-se a cada notícia lida. Cara, como é bom ser Flamengo!

Mas ao me deparar com o jornal O Globo do dia 07 de dezembro de 1981, fiquei radiante. Era o dia seguinte da decisão do Estadual daquele ano. O famoso jogo do Ladrilheiro, onde sapecamos o Vasco.Trinta anos depois, vejam como as segundas-feiras são tristemente opostas. No jornal, a alegria do título e de ter derrotado o seu maior rival. Na realidade de hoje, a tristeza de ter no time um bando de pernas de pau, comandados por um técnico bisonho e uma Presidenta patética. Nesse momento fiquei triste de novo.

Mas aí veio a página seguinte que fez meus olhos lacrimejarem. Uma notícia sobre a preparação do Liverpool para a final do Mundial Interclubes, seis dias depois. Embarquei na notícia e comecei a viver a semana daquela decisão. Estava a poucos dias do jogo mais importante da história do Flamengo. Coração deu uma acelerada e me dei conta que estava em 2012. E pensei em como seria bom que algo parecido acontecesse com a gente de novo.

Esse breve texto não tem nada a ver com nada, e talvez nem deva ser oportuno… Deu vontade de escrever, só para tirar um pouco da angústia do meu peito. Para aqueles que não entendem meu lado corneta e mal humorado com o time atual, esses recortes talvez dêem a dimensão do que espero sempre do nosso clube. Desculpe a chatice, mas já fomos grandes. E quando falo grande, digo gigaaaaaante. E um gigante não mata sua fome com migalhas e nem pode encolher ano após ano. Temos que fazer algo, por favor! Está na hora de despertá-lo.

O nome (e o sobrenome) do inimigo

A (falta de) gestão de Patricia Amorim como presidente do Flamengo é um elogio ao absurdo. Patricia foi nadadora de feitos medianos e é vereadora. Como bem diz um amigo, o vereador é o contínuo da política. Eis Patricia Amorim: nadadora de uma Olimpíada sem classificar-se às finais e garota de recados na vida pública. Elegeu-se presidente de uma Nação.

Não podia mesmo dar certo.


No primeiro ano, Patricia viu o Flamengo ganhar as páginas policiais, fez o time chegar atrasado a um jogo decisivo de Libertadores porque queria um lugar no ônibus e mostrou-se perdida diante do Flamengo do futebol, um tanto maior do que aquele das piscinas. Perdida: semeou a discórdia entre Braz e Andrade no primeiro semestre, trouxe Zico no segundo. Trouxe para traí-lo, expondo o ídolo maior ao escárnio em praça pública. O Flamengo flertou com a segunda divisão.

No segundo ano, Patricia usou de um dinheiro que o Flamengo não tinha para contratar um ícone em decadência e entregou o futebol, de porteiras fechadas, a Luxemburgo. Venceu campeonatos pequenos, a Copa São Paulo e o campeonato estadual. Aproveitou o brilhareco e saiu em todas as fotos. Mas deixou o clube à deriva, sem patrocínio, sem lenço, sem documento.

No terceiro ano, Patricia demitiu Luxemburgo horas depois de garantir ao vivo na Rádio Tupi que o técnico seria mantido, só mais um ato da crise iniciada antes mesmo de o ano futebolístico começar, feito notável até mesmo para uma ignorante em futebol como ela. Tentou apagar a fogueira da crise com gasolina: contratou o abominável Joel Santana que abandonara covardemente o Flamengo em 2008. O time foi eliminado de modo constrangedor na primeira fase da Libertadores e não disputou sequer uma final de turno no estadual.

Ignoremos os detalhes de histórias como fazer do lamentável e omisso Luiz Augusto Veloso diretor de futebol, de escrever cartas abertas dizendo-se boa presidente porque os parquinhos estão cheirando à tinta e de deixar claro que o presidente de fato é o seu marido, torcedor do Fluminense. Ignoremos, porque não precisamos dos detalhes para entender que Patricia Amorim vem esbulhando o Flamengo nos últimos três anos.

Essa derrota para o Vasco ocorrida há pouco não é nada perto de todas as demais derrotas impostas ao Flamengo por Patricia Amorim e sua trupe. Aliás, vencer o estadual seria fazer uma cirurgia plástica em paciente com metástase.

A derrota no estadual será assim combatida por Patricia Amorim: demitirá Joel Santana (não é mérito, posto que jamais deveria ter sido contratado) e desviará os tiros a ela endereçados a quem até merece ser atingido, mas merece menos.

Não esqueça, amigo rubro-negro, o nome do maior inimigo do Flamengo hoje.

É Patricia.

E o sobrenome é falta de vergonha na cara.

Bacalhau à moda Rubro Negra

 

Sou ateu, graças a Deus, mas confesso que gosto das fábulas da páscoa. A do cara que é crucificado e ressuscita, a do amigo-da-onça que trai o cara com um beijo maldito por trinta dinheiros, o daquele povo perdido em busca da terra prometida, a do velhote da táboa com idéias polêmicas que atravessa o mar vermelho a pé… Deve ser culpa das sessões da tarde e da mistura psicoestimulante de chocolate com aqueles efeitos especiais tão maneiros. E vocês, vão me dizer que não vibram cada vez que o velho Moisés abre o mar em dois?!?

Pois minhas aulas de religião serviram para alguma coisa foi para saber que todos essas fábulas falam da mesma coisa. Conforme a própria origem da palavra páscoa são histórias de transformação, de superação, de sacrifício e de passagem. Histórias de gente que rala e consegue o impossível. Pergunta pro tal coelho que conseguiu botar um ovo de chocolate.

Não é difícil usar esses mitos milenares e universais pra fazer analogias. Se Deus existisse seria a Patrícia Amorim: não tem a menor idéia do que está fazendo, manda menos que o Diabo e ainda é capaz de mandar o próprio filho para cruz se o coitado for mais famoso e amado do que ela. O Judas sem dúvida seria o Ronaldinho, aquele que se vendeu por trinta dinheiros e que esteve presente na ressurreição do crucificado Deivid. E o velhote Moisés? Acho que é o Joel mas nossa ida à terra prometida (as oitavas da Libertadores) parece mesmo precisar de um milagre.

O primeiro milagre Joel já fez. Ele conseguiu dividir o Mar Vermelho e Preto em dois. Os que no sábado de aleluia torciam pelo Flamengo e os que torciam contra, com a esperança de com a derrota as mudanças se farão mais urgentes. Ora, amigos rubro negros, é nessas horas apocalípticas que devemos estar unidos e ter coragem. Isso mesmo, coragem. Na língua oficial da Libertadores da América, un par de huevos. E na língua do Rondineli catalão, Carles Puyol, um par de pebrots (pimentões). Ovos ou pimentões são portanto ingredientes impescindíveis das , aquelas que acontecem exatamente quando tudo parece estar perdido.

Por isso é um pecado desperdiçá-los. Jamais o faça, irmão rubro negro. Jogar um ovo, símbolo da vida, para agredir a nossos soldados só pode ferir a alma da nossa enorme Família Urubu. Ainda mais quando tem tanto rubro negro esfomeado por aí. (Vagner Love, deixa de ser fominha!) Esse ovo podia estar alimentando o grito de mais um rubro negro, e empurrando o time a mais uma vitória impossível. E são essas vitórias as que reúnem as famílias para comer bacalhau num domingo qualquer como o da Páscoa.

Por isso eu criei uma receita especial para a família rubro negra, feita com bacalhau destroçado. Em homenagem ao nosso rival Vasco, sempre de molho, pronto para o consumo. É uma receita típica catalã adaptada ao gosto rubro negro. Além de serem a terra do F. C. Barcelona, a Catalunya tem uma culinária especializada em fazer grandes maravilhas com o uso minimalista de seus ingredientes mediterrâneos. Nada muito diferente, nem muito elaborado, mas tudo delicioso. Que sirva de inspiração para o gourmet Joel Santana, especialista em macarrão com salsicha. Que mantenha fechada a boca do vomitivo Zé (Marín) das Medalhas, nem que seja por alguns minutos, afinal saber cozinhar deveria ser motivo de orgulho para todos os homens e mulheres. E que sirva para a Nação se purificar, se unir e repor as energias para o desafio de quinta-feira.

Se você não acredita no time, está de saco cheio com a diretoria, com a nossa presidenta, vá ao estádio. Sim, vá ao estádio por mim, que estou a mais de 9 mil quilômetros do meu Mengão. Sim, vá ao estádio pela Nação Rubro Negra. Afinal seus irmãos rubro negros sofrem os mesmos flagelos que você nesse momento e estão loucos para cantar ao teu lado. E que Zico todo poderoso nos traga mais um delicioso milagre.
Bon profit, Nació Vermella i Negra!

O Pavoroso Joel e suas criaturas, os volantes híbridos

Quando o apego por volantes híbridos (cabeças-de-bagre compernas-de-pau) parece já ter esgotado todas as suas variações, Joel Santana,cujo nome escrevi pela última vez e doravante será chamado apenas de O Pavoroso,se superou. Willians, volante híbrido juramentado, foi escalado como meia deligação.
O mundo muda em velocidade alarmante, é fato. Todavia, meiade ligação ainda deve ser o sujeito capaz de acertar passes ofensivos, derevezar com os laterais e de se aproximar dos atacantes com algo a ofereceralém da baba viscosa do cansaço provocado pela correria estéril. Willians não éum meia de ligação. Willians machuca a bola. Willians tranca o jogo. Willians éum erro, um ponto-e-vírgula que separa sujeito e predicado.
Quando Willians é escalado como volante híbrido, roubaalgumas bolas. Só. Willians não sabe o que fazer com as bolas que rouba e entãotoca para seu superior, Renato Abreu Arantes do Nascimento ou, na falta dele,para o Júnior César. Aí o Júnior César perde a bola e Willians tem a chance dedar mais alguns carrinhos e iludir os desatentos que pensam: puxa, Willians nãodesiste.
Não parecia haver algo pior do que esse Willians que rouba,passa mal e rouba de novo, até O Pavoroso escalá-lo como meia de ligação, àfrente de Muralha e Luiz Antônio. Como não estava em posição de tentar bloquearo jogo do adversário, Willians passou a tarde bloqueando o jogo de Muralha eLuiz Antônio. Os garotos tentavam sair para o jogo, mas morriam nesse obstáculocamuflado chamado Willians Armador. Era como se houvesse um muro separando otime do Flamengo ao meio. Tudo morria em Willians.
Ao escalar dois ou três volantes híbridos, o mau treinadoresconde sua incompetência porque passa a falsa impressão de que a culpa não ésua – afinal, o que fazer com jogadores que não sabem passar a bola? Porém,quando os volantes sabem jogar, como é o caso de Luiz Antônio e Muralha, ficaescancarado que o time é mal treinado, que não tem opções táticas, que não temuma mísera jogada ensaiada.
O jogo de ontem escancarou a verdade sobre Willians. Quandoé escalado como volante, ele apenas não joga, não produz, não tem serventiaalém de alguns carrinhos cenográficos. Porém, quando escalado mais avançado,Willians atrapalha o próprio time e anula essa grata surpresa que é o jogo deMuralha e Luiz Antônio.
A partida contra o Friburguense era tão fácil de ser vencidaque o gol da vitória veio em passe de Paulo Sérgio e conclusão de Kléberson. Oproblema é que essa partida só foi jogada a partir da entrada de Kléberson. Atéentão, a partida era do Flamengo contra Willians e O Pavoroso, uma atrocidadeque ainda que se estendesse pela eternidade estaria condenada ao 0×0.
Friburguense 0×1 Flamengo
18 de março de 2012 – Taça Rio
Estádio Cláudio Moacyr – Macaé
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Flamengo: Felipe, Galhardo, González, David Braz e JúniorCésar; Muralha, Luiz Antônio, Willians (Kléberson) e Bottinelli (Negueba);Thomás (Paulo Sérgio) e Diego Maurício. Técnico:Joel Santana
Friburguense: Marcos, Sérgio Gomes, Cadão, Diego Guerra eFlavinho; Zé Victor, Lucas, Marcelo (Diego Santos) e Jorge Luiz; Ziquinha(Marquinhos) e Rômulo. Técnico:GérsonAndreotti

Gol: Kléberson aos 35 do 2º tempo.

Um pequeno milagre e duas vitórias

Enquanto o Flamengo penava para fazer 1×0 no Emelec e atorcida vaiava Ronaldinho, a transformação mais importante do time passavaquase despercebida. Sem Airton, Willians e Renato Abreu, a bola foi mais bemtratada. Mesmo com Bottinelli claudicante como segundo volante a bola foi maisbem tratada, e a melhoria no tratamento a levou para os flancos, para osespaços certos, para a vitória magra, mas tranquila – depois de perder um golno início, o Emelec não ameaçou mais.
Welinton e seu talento para ser driblado

É primário: o time que arma melhor também se recompõe melhorquando perde a bola, eis que se bagunça menos quando sai para o jogo. OFlamengo de Luxemburgo era um desarranjo, uma disritmia, uma repartição públicade anedota, burocratizada pelo carimbo obrigatório de Renato Abreu. Não queJoel tenha feito algo para mudar, foi obrigado ao óbvio pelo infortúnio pessoaldos três cabeças-de-área-e-de-bagre que acabaram sendo a fortuna do time.

Com Bottinelli suspenso, o time foi mais escangalhado aindapara o Fla-Flu, a ponto de assistirmos a ressurreição de Kléberson. O horror seespalhou pelas redes sociais assim que foi confirmada a escalação do Penta.Ora, ninguém em sã consciência defende a titularidade de um jogador como Kléberson,já longe na curva descendente de sua carreira, mas era absolutamente certo queo jogo fluiria mais com ele do que com os botinudos que lhe antecederam.
Kléberson, mas pode chamar de Jason
O fato de Kléberson e Magal renderem mais do que seusconcorrentes não significa que são bons jogadores. Significa só que sãomelhores do que Renato Abreu e Júnior César. Nada demais, mas o time agradece.
Ronaldinho demonstrava um tanto mais de vontade até dar umacotovelada e uma solada no mesmo lance. Certo, o primeiro amarelo foiequivocado, mas ele poderia ser expulso só pelo segundo lance mesmo e estariatudo certo. Já falei de sua fraqueza mental, estado que compreende essasexpulsões esdrúxulas – foi assim contra Inglaterra em 2002, se você estiver compreguiça de ver outros exemplos neste link.
Só o que me importa, por enquanto, é o jogo de quinta-feira.Desprezo a Taça Rio e me preocupa a Libertadores. O grupo está embolado e umavitória contra o Olimpia permite ao Flamengo ir mais tranquilo para os doisjogos fora de casa. Para vencer o Olimpia será preciso jogar mais do que contrao Emelec, a julgar pelo que vimos na partida Olimpia 2×1 Lanús.
Talvez Joel opte pelo quadrado Luiz Antônio, Muralha, Bottinellie Ronaldinho, eis que a formação com três zagueiros se mostrou um risco contrao Emelec. González é bom e pode diminuir as deficiências de David Braz, masesperar que ele faça isso com Braz e ainda com o Welinton é atribuir-lhepoderes improváveis.
Meio na marra, o time vai ficando simples. Menospretensioso, mais funcional. Parece pouco, mas para quem começou o ano comAirton, Willians e Renato Abreu, é um pequeno milagre.
Flamengo 1×0 Emelec
8 de março de 2012 – Taça Libertadores da América
Estádio do Engenhão – Rio de Janeiro
Público: 27.826 pagantes (31.859 presentes)
Árbitro: Dario Ubriaco
Cartão vermelho: Marlon Jesús
Flamengo: Paulo Victor, Welinton (Deivid), González, DavidBraz; Léo Moura (Negueba), Muralha, Luiz Antônio, Bottinelli e Júnior César;Ronaldinho Gaúcho e Vágner Love. Técnico: Joel Santana
Emelec: Esteban Dreer, José Quiñónez (Carlos Quiñónez),Gabriel Achilier e Oscar Bagui; Pedro Quiñónez, Fernando Giménez, FernandoGaibor, Enner Valencia e Marcos Mondaini (Walter Iza); Luciano Figueroa (Vigneri)e Marlon Jesús .Técnico: Marcelo Fleitas
Gol: Vágner Love aos 3 do 2º tempo.
Flamengo 2×0 Fluminense
11 de março de 2012 – Taça Libertadores da América
Estádio do Engenhão – Rio de Janeiro
Público: 10.534 pagantes
Árbitro: Eduardo Cordeiro Guimarães
Cartão vermelho: Ronaldinho Gaúcho
Flamengo: Paulo Victor, Galhardo, González, David Braz eMagal; Luiz Antônio, Muralha (Rômulo), Kléberson e Thomás (Diego Maurício);Ronaldinho Gaúcho e Vágner Love (Deivid). Técnico: Joel Santana
Fluminense:
Diego Cavalieri,Jean (Lanzini), Leandro Euzébio, Anderson e Thiago Carleto; Edinho (Wallace),Diguinho, Souza e Wagner; Rafael Sobis (Samuel) e Rafael Moura. Técnico: AbelBraga
Gols: Ronaldinho Gaúcho (pênalti) aos 22 e Kléberson aos 24do 2º tempo.

O acaso e a coragem

Havia uma réstia de luz no início da partida contra o Duquede Caxias. Bola de pé em pé sem a ensebada protocolar de Renato Abreu, sem ostropeções de Willians. É um jogo mais límpido, mais fluente, mais simples. Semaquela bola que Renato Abreu prende, gira o corpo, olha para o meio e não vêninguém e então volta para passar para Júnior César, que corre, corre, correaté perder. 
Muralha joga de cabeça em pé. Quando toca em diagonal, tocacerto, um pouco à frente da passada de quem se desloca para receber. Com isso, otime poupa tempo e ganha espaço. Luiz Antônio guarda bem a subida do lateral etem fôlego para ir ao apoio. Também toca melhor e mais rápido que Renato Abreu.E Camacho fez o simples, toque ligeiro, porque estava ali pra isso e não paraimpregnar o jogo com um pretenso estilo, como faz Abreu.
Calma. Não estou dizendo que Muralha e Luiz Antônio são Xavie Iniesta. Apenas são promissores, e se tivermos que optar entre jovenspromissores e velhos decadentes, há alguma dúvida? Os dois sofrem com o mesmoproblema. São da base do Flamengo e, logo, se acham. Mal existem no mundo dabola e já metem um moicano, tranças e dreadlocks, imensos cordões dourados no pescoço.Isso atrapalha muito, mas é assunto para outro texto. E Camacho, bem, Camachosó não atrapalha. Eu jogaria com Bottinelli em seu lugar, mas o gringo não seajuda.
A réstia de luz brilhou mais quando Love fez 1×0 e teriailuminado mais se o mesmo Love não perdesse cara a cara o 2×0. Aí os carasempataram no segundo tempo, os garotos acusaram o golpe e foi um drama arrancaro 2×1, que só veio com Ronaldinho e para isso peço outro parágrafo.
Ronaldinho. No segundo tempo ele correu mais, bateu duasfaltas, deu uma finta bonita e chutou mal de canhota. Na hora do pênalti,chutou seco na costura, a melhor cobrança desde que chegou ao Flamengo. Ele temdefeitos, não é mais o mesmo, não vale 14 milhões para um clube que não temdepartamento de marketing, mas o problema não é ele. Bom, isso também é assuntopara outro texto.
O que quero dizer é que os desfalques e o acaso obrigaramJoel a pensar um time mais solto. Se esse time mais solto vencer o Emelec, podeser uma mudança de modelo que aumente a nossa vida na Libertadores. É tristeisso, me lembra Parreira na Copa de 2006 dizendo que a trilha sonora da seleçãoera “o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído”. Cazzo, o acaso? Comtantas maneiras de formar um time, nós temos que contar com o acaso?
Bom, o acaso tirou os volantes do Flamengo da parada. Talvezaté com mais força do que o desejável, porque eu gostaria de ver uma zaga comGonzáles e Aírton, mas o fato é que abriu espaço para quem trata a bola umpouco melhor. Com um pouco de coragem do distribuidor de camisas e de quem asreceber, haveremos de ter um Flamengo melhor já na quinta.
O acaso ajudou. Mas chega de distração e vamos jogar bola.Chegou a hora de dizer até onde esse time pode ir.
Duque de Caxias 1×2 Flamengo
4 de março de 2012 – Taça Rio
Estádio Cláudio Moacyr – Macaé
Árbitro: Péricles Bassols Cortez
Flamengo: Felipe (Paulo Victor), Galhardo, Marcos González,David Bráz e Junior Cesar; Muralha, Luiz Antonio, Camacho e Ronaldinho Gaúcho;Deivid (Negueba) e Vágner Love. Técnico: Joel Santana
Duque de Caxias: Fernando; Arilson, Paulão, Jorge Fellipe eRodrigues; Romário, Juninho, Raphael Augusto (Danilo Rios) e Jefinho; Watthimem(Rafinha) e Gilcimar (Laio). Técnico: Eduardo Allax
Gols: Vágner Love aos 15 do 1º tempo; Rodrigues (falta) aos17 e Ronaldinho Gaúcho (pênalti) aos 37 do 2º tempo.

Diga não a Botafoguização do Flamengo!

O Blog Acima de tudo Rubro Negro abre espaço para a Nação soltar o verbo!
Hoje quem manda a letra é o Jornalista, sarcástico e debochado Rubro Negro Bruno Cazonatti  o Cazô, colunista do FlamengoNet.




O Flamengo se acovardou em sua tática de prancheta. Fez um gol cedo, diminuiu o ritmo e armou aquela velha retranca escrota, típica dos que esperam o bicho após o apito final. Mas o que deu foi zebra. Ou foi apenas lógica? Sim, porque, pra mim, time pequeno é aquele que não consegue manter a posse de bola, erra passes bisonhos e não acerta a saída de bola. Exatamente como o Flamengo de ontem, que é o mesmo de 2010. Só que o deste ano tem uma diferença básica: desperdiça muito mais dinheiro com alto salário de jogador que não passa de fraude. E o que eu vi ontem foi, mais uma vez, aquele Flamenguinho que é agora do Joel SantAnta, mas que já foi do Silas e do Rogério Lourenço.
Não vou tapar o sol com a peneira ou tirar o sofá da sala. Nem apontar, como culpado, esse assoprador-de-apito. Claro que esse árbitro de merda foi conivente com a violência e, para compensar o pênalti não marcado por Galhardo, deixou o lance correr e permitiu que o jogador do Boavista fizesse um gol de handebol. Mas, será mesmo que juizinho é o culpado por Maldonado agir como Júnior Baiano, ou por David Braz e Welinton serem mais grossos do que corda de amarrar navio? Ah, e nem vale citar novamente aquele papo batido de muitos volantes, né? É muito mimimi pra time que se diz grande, mas não age como tal.
E, como sabiamente disse o amigo Marcelo Espíndola, o Fla Museu, Nada justifica perder para o Boavista. Não me venham com chororô de arbitragem. Diga não a Botafoguização do Flamengo!”. Enfim, o enredo do time se resume ao Renato Abreu que, pela experiência, deveria dar o exemplo, mas agiu como um destemperado. Ser marrento em Estadual é mole, quero ver é ser brabo com os hermanos na Libertadores, com catimba, juiz gringo e a torcida rival empurrando o tempo todo.
Ah, e falando na mais importante competição do continente, vale lembrar que é com esta mesma equipe que se arrasta no Carioquinha, e com esta mesma bosta de treinador, que vamos disputar esta bagaça. E do jeito que a coisa está, a gente só conquista este Bi se tirarem a 10 do Ronaldinho e entregarem para São Judas.
Bruno Cazonatti
Twitter: @cazonatti 

Fla 2×0 Nova Iguaçu: melhorou

Melhorou. Não foi nada de outro mundo, o caminho é longoaté se tornar um time organizado e compacto, mas jogador com dois atacantes fezum bem danado ao Flamengo. Ronaldinho jogou ali onde se pensa o jogo e amarcação se deslocou atrás dele, abrindo espaços para Love e Deivid. Setivéssemos um lateral esquerdo funcional, teria dado jogo. O problema é que nadireita, onde o lateral é funcional, não há meia. Na esquerda, onde há meia,não há lateral. Mas a bola ficou mais na frente e por isso digo: melhorou.
Com Love, é possível cogitar um time. Acompanhem.
Felipe. De goleiro estamos bem servidos. Não é uma releiturade Yashin, um Dasaev negro, um Zoff aprimorado, mas é um ótimo goleiro. Acimada média.
Os laterais. Léo Moura já passou do auge? Azar, não temcoisa muito melhor no mercado. Até fiquei esperançoso com as atuações diante doPotosí. Ele não manteve o nível depois, é verdade, mas ainda pode render.Júnior César é fraco, quase uma piada de português: nos desfizemos de JuanMarrentinho porque ele nos irritava e aí contratamos o jogador que seriareserva dele no São Paulo. É um demérito do elenco, três laterais pela esquerdaque não valem por um.
A zaga. González, de qualquer maneira. A dúvida é melhor doque a certeza de que Welinton, Gustavo e David Braz são pavorosos. E eucolocaria ao lado de González o Airton. É, o Airton. Tem estatura eenvergadura, está sobrando volante e o Airton é o que mais tem atributos dezagueiro.
Dois volantes. Dois, Joel, só dois. Williams porque saberoubar a bola e Muralha porque sabe passar.
Dois meias. Bottinelli pela direita chamando Léo Moura,Ronaldinho pela esquerda para municiar os avantes.
Vágner Love, flutuando, e Deivid na referência. 
Deu. Felipe, Léo Moura, González, Airton e Júnior César;Willians, Muralha, Bottinelli e Ronaldinho; Love e Deivid. Eu iria assim.
Claro que é impossível, qualquer Flamengo passa peloinexplicável e interminável Renato Abreu e me recuso a pensar uma escalação comele.
Que fique a ideia. É simples. É um 4-4-2 honesto.Jogando assim, mesmo que 3 dos 4 do meio tenham sido volantes, vencemos o NovaIguaçu sem sustos. Como eu disse, melhorou.
Flamengo 2×0 Nova Iguaçu
12 de fevereiro de 2012 – Taça Guanabara
Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo – Macaé
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Flamengo: Felipe, Léo Moura, Wellinton, David Braz e JúniorCésar; Willians, Luiz Antônio (Maldonado), Renato Abreu e Ronaldinho Gaúcho;Vágner Love (Negueba) e Deivid (Bottinelli)
Técnico:
Joel Santana
Nova Iguaçu: Jefferson, Marcelinho, Naylhor, Vagner Eugenio eChiquinho (Uallace); Filipe Alves, Amaral, Mossoró (Otávio) e Dieguinho; Zambie Leandrão (Jones)
Técnico:
Leonardo Condé
Gols: Deivid aos 13 do 1º tempo; Renato Abreu (falta) aos 14do 2º tempo.

Lembranças eternas de um jogo mixuruca

Acompanho o Flamengo emestádios desde 1981. Sendo de uma família de rubro-negros fanáticos, sempretinha um parente para me levar ao Maracanã. Graças a isso, vi incontáveispartidas no maior do mundo, como a final da Libertadores contra o Cobreloa, a goleada no Corinthians em 1983, a caçada de Marajás do Bujica em 1989, a final do Brasileiro de 1992… Mas até a data de ontem, ou seja, 30 anos acompanhandomeu time de perto, só havia conhecido 4 estádios: Maracanã, Gávea, Rua Bariri eEngenhão. Nunca em todos esses anos nessa industria vital (como diria o desenho do Pica-Pau) viajei para ver meu time jogar fora da cidade do Rio de Janeiro.Para muitos um pecado. Para outros, desleixo. Para mim era falta de tempo,grana e até mesmo coragem (morro de medo de confusão e sempre ouvia históriasde baderna nas estradas).

Há alguns meses já estavapensando seriamente em parar de frescura e encarar um jogo fora. Sábado à tarde,estava eu curtindo um bloco de carnaval, quando recebo uma mensagem no celularda minha companheira de blog Marcellinha. Uma mensagem singela: “Caraaaaalho, ganhei quatro convites do BrahmaFla para ver o jogo em Macaé! Não poderei ir. Você quer?”. Acho que por causa do efeito do sangue que corre na minha corrente etílica, aceitei de primeira. Chegando em casa é que fui ver a encrenca em que havia me metido. Agora não poderia amarelar. Era hora de quebrar tabus.

Conforme combinado, cheguei para buscar os ingressos em Botafogo. Para minha surpresa, as entradas nãoestavam lá. Não havia nenhuma notificação que a Marcella havia ganhado apromoção. Pronto, acabou a aventura. Avisei a minha amiga barraqueira que,assim que soube, mobilizou o Twitter com gritos histéricos e palavras derevolta contra @BrahmaFla. Fiquei esperando das 11 às 13 horas. Não estavafazendo muita questão, mas tinhas meus companheiros de viagem que iriam mematar, pois havia prometido as entradas para a estréia do Love. Mas aí surgiu o Guilherme, que não sei se pelos ecos do Twitter em polvorosa, apareceu com osingressos e, enfim, podíamos encarar a estrada. Lanchamos rapidamente e partimos rumo a Macaé.

No carro, cincoflamenguistas iam relembrando jogos inesquecíveis e fazendo previsões para2012. Surpreso e cansado, descobri que Macaé era longe, mas enfim quandofaltavam mais ou menos 40 minutos para o início do jogo, chegamos ao Moacyrzão.O Estádio é pequeno, mas muito aconchegante. Dentro dele, guloseimas que não sevê no Maraca e nem no Engenhão. Sacolé de frutas (que naquele sol escaldante desceu redondo), deliciosos salgados recheados de gordura saturada (realmenteestava gostoso) e aquele refrigerante gelado. Tudo com preços bem em conta.

Assim como era no velho Maracanã, como é bom um ver o jogo em uma arquibancada de cimento! As pessoas deslocam-semelhor e caso queiram ficar em pé, não sofrem lesões de tornozelo ou hematomascausadas por barras de ferro, como no Engenhão. A proximidade do gramado com aarquibancada foi algo que também me encantou. Nunca xinguei o Léo Moura tão deperto, mas nem foi tão alto, pois ontem o nosso lateral jogou bem, além de que o sol na minhacara me incomodou demais.

Bola rolando e a torcida seempolgava a cada toque de bola do estreante Vagner Love. O jogo foi transcorrendo de maneira aprazível e sem sustos. Ao fim do primeiro tempo já estávamos vencendo com o gol do Deivid (ou podemos chamá-lo de Seu Barriga,pois não recebe há 14 meses). No segundo tempo, veio a bomba de Renato quequase não consegui filmar direito. 




Fim de jogo, vencemos e todos saíram satisfeitosdo estádio, principalmente eu, eufórico pela primeira experiência off Rio. Agoraera curtir a volta com meus companheiros de viagem Nayra, Pedro, Andrezinho e Beni. Resumo da viagem: saí às10 horas da manhã de casa e cheguei as 23:30. Tudo isso para assistir um jogode futebol.

Esse confronto contra o Nova Iguaçu, que certamente sumiria da minha memória em algumas semanas se fosse realizado no Engenhão, tornou-se inesquecível. Pode parecer estranho para boaparte da torcida, principalmente para quem já viajou o mundo acompanhando o Flamengo. Talvez achem boba essa história, pois Macaé é logo ali, mas temcoisas que a lógica não explica. O Flamengo tem esse poder em nossas vidas.Transformar pequenos acontecimentos em verdadeiras epopéias que ficam eternizadas.Fui dormir feliz e sonhando com outra oportunidade de viajar para ver meu timede coração.
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Obrigado à generosidade da minha amiga Marcellinha que viabilizou o meu sonho!
Desculpem, mas quis compartilhar essa historinha com vocês.