Desde meu ingresso ao mundo corporativo eu conheci o ditado: Quem não tem competência não se estabelece!
E entendo que isso é valido em qualquer âmbito da vida já que ser competente é ser capaz e desenvolver capacidades e é um requisito básico a qualquer ser humano que se propõe a viver seus dias e exercer funções e atividades de maneira equilibrada e adequada.
Dizer que tivemos uma péssima partida no carioqueta , é querer exigir demais! Sabemos que temos um time basicamente composto por garotos oriundos da base, ainda em formação. A diferença está no objetivo de cada um deles. Na formação que cada um recebeu e vai desenvolver na vida.
A Competência vai muito além de, simplesmente, sabermos o que é o ideal para se viver bem. Não basta observarmos e reconhecermos nossas aptidões emocionais ou comportamentais. Antes, é necessário exercê-las!
Para mim, a competência vem de berço, de uma boa educação, de bons pais presentes, de bons conselhos, e acima de tudo de um caráter indestrutível, digno e honesto.
É preciso saber o que estes meninos querem? Qual caminho querem percorrer?
E carioca é serve pra isso, para testar, pra compor, para criar entrosamento e química entre os jogadores.
O que não podemos tolerar é comportamento como do Ibson, que por ter feito um gol vai lá chorar para imprensa diminuindo a instituição para qual presta serviço (bem mediano por sinal…) por se considerar um profissional desvalorizado.
Vamos falar em desempenho Ibson??? Acho que você não seria bem avaliado meu amigo. Vamos colocar a viola no saco e sambar miudinho, porque você ainda tem que comer muito feijão com arroz para causar tanto! Menos Ibson, bem menos, quase nada…
No mais, parabéns aos Rubro Negros que pagaram 40 mingau e encheram o maravilhoso campinho de madureira laia laiáaaa…
Sol no lombo, falta de refletores, horário péssimo… qual o critério para inscrever um estádio na competição?
Isso não importa mais, porque o torcedor Rubro Negro vai, comparece e faz a festa!
Um pontinho na conta, e uma oportunidade para Dorival se tocar que as substituições não foram das melhores. Alô Dorival, aquele abraço! E gente, tropeçar não é cair…é só um mal jeito que a perna dá! Aprendizado!
E alguém por favor me diga se em Bangu tem alguma musica para que possa tirar esse chiclete maldito da cabeça: em madureiraaaa lá laia…..
Um beijo!
#NadaImportaSemOFlamengo
Marcella de Miranda – @Marcellinharj
FICHA TÉCNICA:
MADUREIRA X FLAMENGO
Local: estádio Aniceto Moscoso, no Rio de Janeiro
Data: 23 de janeiro de 2013, quarta-feira
Hora: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés e Edney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
MADUREIRA: Már¬cio; Diego Renan, Zé Car¬los, Ro¬ber¬to Jú¬nior e Ga¬briel; Gil¬son, Ro¬dri¬go, Ramon e Índio; Jean e Der¬lei
Téc¬ni¬co: Ale¬xan¬dre Gama
FLAMENGO: Felipe, Leonardo Moura, Marcos González, Renato Santos e Felipe Dias; Cáceres, Ibson e Rodolfo; Nixon, Hernane e Rafinha
Técnico: Dorival Júnior
Incrível como o tempo passa, ditaduras e muros são derrubados, entretanto a presunção e arrogância de certas pessoas continuam agarradas ,como ostra na pedra, aos seus pequenos egos.
A tecnologia avança,as pesquisas científicas eclodem ,e os prepotentes continuam com sua “suposta” altivez decadente achando que são ,de fato e de direito ,donos do pensamento alheio.
Ei,você! É você aí ,que pretende encarcerar palavras e pensamentos. Você que ,ainda,não percebeu que o tempo passou e que,apesar de você, o amanhã já é outro dia.
Não se “tocou” que eleição (e qualquer outro tipo de pleito) já se faz com pluralidade de ideias e de ideais?
Que a liberdade se faz presente na imprensa,na oralidade , nas atitudes. Desde que estas não infrinjam regras ,não transgridam Leis?
Pessoa ,você precisa se atualizar. Continência ,agora,só nos quartéis,para quem opta por ela.
Estamos em pleno exercício da democracia ,onde nos expressamos, participamos,concordamos ou discordamos li-vre-men-te.
A era do medo acabou. Curtimos a era do respeito.
Convoco ,conclamo e ,por que não dizer : exijo; lisura ,presença ,opinião ,imparcialidade , honestidade, dignidade no julgamento das chapas que participarão do pleito à presidência do Mais Querido.
Tal exigência não configura , de modo algum ,que não confio nos que farão tal julgamento. Muito pelo contrário.Quem não deve ,não teme. Quanto mais instrumentos que testifiquem a clareza e transparência desse processo ,mais enaltecidos estarão nossos modernos ,inseridos no contexto e imparciais conselheiros.
Se temos em nosso passado fragmentos sombrios em nossa história política e social,algo assim tipo escravidão, ditadura , coisas que nos envergonham profundamente, temos agora o prazer (inenarrável) de não precisar dissimular nossas preferências ,nossas escolhas ,em textos com inscrições subliminares , usando da desfaçatez filha da monstruosidade ditatorial.
Nação Rubro-negra ,estamos à beira de escolhas que podem selar os caminhos do CRF por mais alguns anos. Portanto não se intimidem em exigir total transparência nesse evento.
Não engulam sapos ,porque seus estômagos não são um brejo.
Quem se sente incomodado com a exigência de luz sobre os fatos ,provavelmente é amante das trevas ou tem algo a esconder. O que ,com certeza , não nos pertence.
O CRF é uma agremiação abençoada. Teve/tem seus percalços (Porque nada é perfeito..) mas só pelo fato de podermos expressar nosso amor (e indignação ) livremente ,já concluímos que :Ser flamenguista é um privilégio.
E ,data vênia (porque sempre tem os ofendidos…),conclamamos a presença de todos os interessados nesse evento festivo ,transparente e democrático,que será a escolha(quiçá julgamento…) das chapas aptas a concorrer nas eleições à Presidência do CRF.
To incomodando? Presumo que não ,flamenguista é um povo “bão” ,sensato ,conhecedor das Leis e,acima de tudo, prima pela dignidade nos momentos cruciais do Clube.
Saudações Rubro-Negras.
#NadaImportaSemOFlamengo
Marcella de Miranda – @MarcellinhaRJ
E o dia amanheceu Rubro Negro. Posso perceber, apesar da noite em claro, sorrisos debochados, olhares marrentos e o jeito abusado de ser. Adjetivos que apenas soam como qualidade na espécie Rubro Negra.
Mas sejamos honestos, o jogo de ontem nada mais foi que um “duelo” plantado por nossa oportunista gestão, que fez de um jogo com um time pequeno, porque time que não ganha brasileiro desde 1971 não pode ser considerado grande, parecer que era o jogo de nossas vidas. Tudo isso apenas porque no elenco adversário tínhamos um desafeto da mandatária, um caroço que ficou entalado, e ela não poderia deixar de providenciar o revide, e o pior, fazendo parecer que o desafeto pessoal, é algo ligado entre torcida x jogador. Inverdade!
E ai pudemos observar uma torcida que lota um estádio, que promove um movimento dos apitos, que faz um show na arquibancada, aquela torcida que faz arrepiar, que faz o coração bater mais forte, a minha velha e fantástica torcida de sempre porra! Fomentada pela redução de preço dos ingressos estrategicamente nesta partida. Alguém explica?
Tudo isso poderia ter sido feito antes, se os interesses de nossa gestão estivessem voltados para nós torcedores, se tivessem como objetivo valorizar o time, diferente disso o espetáculo de ontem foi patrocinado pelo orgulho e vaidade de nossa Patricinha.
O que vale é que trouxemos o resultado, fizemos uma linda festa. Todo time entrosadinho, com vontade de nos proporcionar esta alegria. E ai não importa se existem interesses pessoais, mostramos nossa alegria e nosso prazer em curtir o nosso Flamengo, o Flamengo que queremos de volta. O Flamengo que nos tira do caminho de casa mesmo em uma quarta feira chuvosa, após um dia de trabalho, e nos faz vestir o manto e torcer, independente de que posição estaremos na tabela. Nosso objetivo é único: vestir a 12ª camisa, e entrar em campo com eles. Porque o futebol Rubro Negro movimenta a maior torcida do mundo. A torcida mais espetacular e apaixonada.
Sendo assim, o que podemos esperar daqui pra frente como incentivo aos torcedores? Ou teremos que aguardar mais uma vontade da mandatária em satisfazer seus brios? O mínimo que merecemos, são ingressos mais baratos, porque atitude tão ínfima converte em apoio incondicional e que dá resultados. Pena que resultado no futebol nunca foi prioridade, não nesta gestão.
Vamos unir forças para mais uma vez lotar o engenhão domingo, porque até lá ainda teremos a galinhada que perdeu a linha, a compostura e o bom senso passando recibo. Alô STJD agressão em campo só vai a julgamento se for verbal? Vamos acompanhar o que será julgado pelo mau comportamento em campo ontem.
E já que ontem o Galo virou galinha, domingo o pó de arroz vira purpurina!!!
Beijos debochados da mulamba mais abusada que conheço, EU!
A nau está alerta para os limites rubro-negros. Foto: Otije (otije.tumblr.com)
O Flamengo já nasceu no limite. Para ser mais exato no limite entre as águas do Oceano Atlântico e as terras da Guanabara. Ali na praia do Flamengo, que herdou seu nome dos piratas flamengos (holandeses) que tentaram em vão invadí-la. Assim, estranhamente, o nosso amado clube foi batizado com a alcunha dos fracassados invasores.
Foi nessa praia que o Flamengo deu seus primeiros passos no remo. Foi nessa praia que o futebol deu seus primeiros chutes, pela falta de um campo para treinar, algo que contribuiu para o sucesso do clube, com seus trainnings abertos à vizinhança. Na época a praia do Flamengo era a mais frequentada pelos cariocas, pelas excelentes condições de banho e proximidade com o centro. E os fracassados invasores? Pois fundaram Recife, cidade do fracassado rubro-negro genérico que pirateia troféus no tapetão.
Antes da invasão fracassada a Praia do Flamengo foi chamada de Uruçumirim (que significa abelha pequena) pelos tupinambás, Aguada dos Marinheiros, Praia do Carioca e Praia do Sapateiro. Isso quer dizer que por ali sempre teve um zumzumzum, uma fonte de água pura para multidões de trabalhadores braçais, que vinham de todas partes e fizeram dessa a sua praia, tudo isso no sapatinho.
E teve que passar um século dessa boa convivência de mar e terra flamenga, com suas marés de títulos e glórias, para que uma mulher abrisse a caixa de todos os males, e que com seus inúmeros pecados fosse praticamente capaz de separar terra e mar. Sim, estou falando de nossa nadadora presidenta. Aquela mesma que disse que o futebol é perverso. Sejamos perversos e comparemos os esportes aquáticos com o futebol. Se uns foram criados pelo instinto a sobrevivência e podem ser praticados até por amebas o futebol é tão complexo, abstrato e caótico que não encontra similitude na natureza. Daí vem a paixão de milhões de torcedores que seguem seus heróis a cada 4 dias, e não apenas a cada 4 anos.
E por falar em tempo o último mês foi o mês do cão-chupando-manga-embarcado-num-esquife-furado. Só um atleta teria fôlego para rebater todas as palhaçadas que vieram da Gávea. Vimos um desempenho medíocre dos atletas olímpicos, vimos como nosso time descia tabela abaixo com a senhora vereadora dando declarações infelizes, vimos a chegada do cabo eleitoral Adriano e sua enésima última chance desperdiçada. Sinceramente, os que ainda esperam sua triunfante volta e redenção me lembram os pobres coitados de Canudos que esperavam a volta do Dom Sebastião de Portugal e dos Algarves, daquém mar e d’além mar em África, o Imperador adormecido. Esse Imperador não voltou jamais e deixou muita gente com saudades.
Outro que não deixou saudades foi o Presidente Edmundo Santos Silva, o pior presidente da história do Flamengo. Pois olha que curioso, na época, ele recebeu uma condecoração das mãos da Vereadora Patrícia Amorim. Deve ter algo de cabalístico porque os dois foram presidentes que encerraram os centenários do clube e do futebol. Pode ser coincidência ou não mas ambos deixaram rombos nas contas do clube. E atualmente na página da campanha da Patrícia Amorim você pode ver a mulher do Edmundo Santos Silva dando o seu apoio. Como pode um cidadão, rubro-negro ou não, votar nela?
Pois quem vota nela espera qualquer coisa em troca, menos resultados esportivos. Isso ficou claro na reportagem da ESPN que desmascara a prática de clientelismo no gabinete da vereadora. É descarada a troca dos gordos salários de assessor por apoio dentro do Flamengo. E é gritante que o presidente do Conselho Fiscal, Capitão Leo tenha sido um desses assessores, atualmente substituído pelo seu laranja, quer dizer, sócio. Ora, se ele deve a ela essa indicação e uma bolada em salário, como esperar que o Conselho fiscal investigue as contas do clube? E o Capitão Leo ainda sai acusando candidatos a presidência do clube de querer privatizar o Flamengo. Ora, quem privatizou foi ele com sua seção de futebol de areia e de showbol.
E o pior é que os casos extrapolam a câmara de vereadores e chega à Gávea onde ela é acusada de nomear a dedo filhos de conselheiros para cargos aos quais não tem a mínima competência. Se o eslogan da campanha da Patrícia Amorim é “construindo o futuro através do esporte”, certamente a frase se refere ao futuro da própria Patrícia Amorim. Se você tem alguma dúvida basta ver essa foto da inauguração do muro dos tijolinhos no inacabado Centro de Treinamento.
Esse agosto também vivi uma experiência trágica. Cheguei à bela Cala S’almunia, uma praia de rochas, na companhia inesperada de um carro de polícia e uma ambulância. Um rapaz tinha se atirado do acantilado e teria morrido afogado. Já seria trágico se isso não fosse um hábito aqui, se jogar dos acantilados para se refrescar no mar. Acontece que o rapaz calculou mal ou subestimou a força do mar. Segundo uma moradora do local todo ano morre um ali. Eu, que já tinha me atirado ali mesmo dentro de um poço natural de água salgada, fiquei chocado. Às vezes uma atividade de ócio pode terminar trágicamente, e o sujeito morre no paraíso, por um passo em falso, um erro de cálculo, o azar, ou quem sabe a mãe de todas as desgraças: a irresponsabilidade.
Esse sentimento de luto é o que me corrói quando vejo que pretensos “torcedores” matam a um torcedor rival. Essa tristeza também me inunda quando vejo a Patrícia Amorim reconhecer que dá ingressos às torcidas organizadas e depois lava suas mãos para violência. É claro que quem dá ingresso está financiando esses grupos criminosos que deviam ser banidos dos estádios. E não sou só eu que digo isso, é a própria PM do Rio! O fato é que dentro do clube a própria Patrícia empregou ex-integrantes de torcidas organizadas. Além disso é clara a diferença de trato. Patrícia e cia suspendem sumariamente um sócio pelo que ele diz no twitter, sem dar direito a defesa, enquanto outro que pertence a uma organizada e agrediu um conselheiro dentro da Gávea tem livre trânsito até aos treinamentos para pedir “respeito para o papai Joel”.
Pois agora aconteceu o que não imaginávamos, o Flamengo desceu ainda mais na tabela com o Dorival. No fim de semana passado o Flamengo confirmou que Curitiba é a última fronteira do seu futebol e caiu pela enésima vez. Mas o que nos preocupa não é esse tabu, ou que o time seja limitado, mas que esse grupo não esteja jogando ao limite. O Flamengo, que ficou na zona média da tabela celebrando a mediocridade dessa diretoria por um bom tempo, resolveu afundar e passar o limite que separa os times grandes (12º lugar) do resto e já se aproxima da Zona. E temos sim que nos preocuparmos com a missão de fazer 45 pontos, pela segunda vez em três anos, Patrícia! Porque se tem um limite que jamais podemos cruzar é o que separa os “times grandes” brasileiros dos realmente grandes (os que nunca pisaram na série B). Por isso é bom esse barco pegar o prumo ou vamos afundar. Qualquer presepadinha agora pode ser fatal, e pra piorar estamos navegando pelos revoltosos mares (ou seriam pântanos?) eleitorais.
E eu que também jurava “que pior que com o Joel não fica” agora estou louco para pegar em armas e fazer um motim rubro-negro. E o pior é que eu vivi um em Pollença. É a festa de Moros i Cristians que revive a guerra santa em terras mallorquinas. Na festa eles encenam as batalhas entre os pagès (camponeses cristãos) e os piratas sarracenos (mussulmanos) que vieram saquear a ilha. Os piratas, portam uma bandeira amarela com a lua crescente e vem armados de cimitarras e trabucos. Os componeses defendem sua bandeira rubro-negra e respondem com seus ancinhos, foices, paus e algum trabuco.
A turba rubro-negra toma as ruas de Pollença, Mallorca. Foto: Gustavo Berocan
A batalha só é vencida pelos cristãos porque eles são maior número. E no fim a bandeira dos piratas dá lugar a bandeira esquartelada em gules e sable. Rubro e negro. Rubro e Negro que com amarelo não se mistura. Ouviu, Olimpikus? Tal qual nossa camisa papagaio de vintém. Eu vi ali a luta entre os milhões de rubronegros que são apaixonados pelo seu futebol e uma elite de mercenários que a toda custa tenta saquear as nossas arcas. Desejei com todas minhas forças que essa mulher que fotografei na sacada fosse a Patrícia Amorim e que a horda de farrapos rubro-negros armados de paus e pedras a levasse à guilhotina política. Como uma Maria Antonieta sem grife que extrapolou os limites de nossa paciência, da mediocridade, da manipulação, da gestão temerária. E essa revolta aconteceu faz um dias nas redes sociais de onde a Patrícia Amorim foi expurgada pelos rubro-negros indignados. Agora nos cabe materializar essa revolta nas ruas. Nós mesmos, os verdadeiros torcedores, e não os mercenários assalariados, milicianos do Império da Mediocridade.
Desce daí, vereadora! Pra você ver o que é perverso! Foto: Gustavo Berocan
A minha revolta se materializou em agosto. Foi o mês em que finalmente fiz minha carteirinha de sócio do clube. E ao ver uma foto de outro novo sócio e ver seu número de inscrição e o meu calculei que só em agosto o Flamengo ganhou ao menos uma centena de novos sócios. E realmente a secretaria do clube disse que esse mes foi recorde de filiações. Com certeza um efeito Patrícia levou a outros rubro-negros indignados como eu a se associarem. Vejo vocês na Gávea, em dezembro de 2015! Isso só pode encher um rubro-negro de esperanças quanto ao futuro. Se o torcedor rubro-negro comprar essa briga não haverá limites para o Flamengo.
No passado 15 de agosto também perdemos o Altamiro Carrilho, genial músico, compositor e flautista, que faleceu aos 87 anos. Ele perdeu a batalha do câncer mas nos deixou essa certeza de que quando um rubro-negro “chora”, na verdade ela está fazendo música com alegria. Deixo vocês com sua belíssima intepretação do chorinho Flamengo de 1912, de autoria do Bonfiglio de Oliveira. Escutem atentamente a melodia e viagem por onde o Altamiro brinca com o limite entre os hinos mais queridos do mundo e esse clássico do choro. Um choro da época em que terra, mar, remo, futebol, jogadores, dirigentes e torcida eram tudo a mesma coisa: Flamengo.
Saudações Rubro-Negras!
PS: Por falar em 87, Rogério Ceni, devolve a minha Taça!!!
PS2: E para você que ainda não fez sua carteira, faça já. Nunca é tarde para ser rubro-negro de carteirinha.
Eis que em meio a tempestade, a bonança! E finalmente pude constatar um novo momento. É notória a mudança de atitude.
O que pudemos ver ontem é o inicio do que esperamos para o Rubro Negro, um time com vontade de vencer. Sintonia que vem sendo orquestrada por Dorival, que me parece adotar uma postura disciplinadora. Porém, determinação e comprometimento são características individuais e depende tão e somente de cada jogador. Eu diria que Dorival esta realizando um trabalho de evidenciar o melhor de cada um em campo e fora dele. O trabalho coletivo, testando as possibilidades e dando oportunidade a todos que ali estão motiva e promove notoriamente a melhora do grupo como um todo.
A chegada de Cáceres agregou muito ao time. Ele entrosou bem, com boas jogadas, e foi muito bem improvisado na zaga. Vamos acompanhar! O tão criticado Negueba fez muito bem seu trabalho, mostrou a alegria de suas pernas e foi importante para a vitoria. Love finalmente voltou às boas. Depois de um 1º tempo em que demonstrou muito nervosismo e insegurança, acabou desencantando, jogou a inhaca fora e foi decisivo na partida.
Tirando o infeliz lance da expulsão do ex-atleta em atividade, Léo Moura, diria que todo o time jogou com o mesmo propósito, olhando na mesma direção.
Usando um termo tão conhecido entre nós torcedores Rubro Negros, treinar uma equipe é como desenvolver um “Pojeto” (sic). Sim, Luxa tinha razão quando usava o termo. Apenas não sabia como implementar. A meta principal quando se inicia um projeto, é avançar na pratica, com metodologia, aplicação de conhecimentos, habilidades e padronização com objetivo de alcançar resultados contínuos. Gerenciar um projeto (time) eficaz é indispensável para converter estratégias em resultados positivos.
Para realizar isso, é preciso estabelecer prazos, definir funções, identificar itens de caminho crítico, e ver possibilidades para agregar valores. A postura de Dorival, remete ao gerenciamento de um grande projeto. Naturalmente que ele não possui esta visão de forma corporativa, mas se traçarmos um paralelo, podemos perceber que seu trabalho tem grandes chances de ser convertido em obtenção de resultados positivos.
O problema é que no Flamengo de hoje, a mudança que queremos é organizacional, mudança de cultura, visando incrementar a qualidade por meio da melhoria contínua, na estrutura Rubro Negra como um todo, não sendo factível toda esta mudança desde o topo da pirâmide até sua base, que ao menos o pilar principal seja gerido desta forma por Dorival. Definitivamente estamos diante de um novo momento!
Meu deboche Rubro Negro está assegurado. Ao menos resguardamos a integridade do torcedor apaixonado, que acompanha e fomenta o Flamengo. Enquanto não se pode mudar o todo. Seguiremos firmes até dezembro, concentrando esforços para promover mudanças definitivas. Arrancando o mal pela raiz. Mas isso só para 2013.
#NadaImportaSemOFlamengo
Marcellinha Miranda
@MarcellinhaRJ
FICHA TÉCNICA FIGUEIRENSE-SC 0 X 2 FLAMENGO-RJ
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data: 8 de agosto de 2012 (Quarta-feira)
Horário: 21h50(de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: Tatiana de Freitas (Fifa-RS) e Rafael Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Jackson e Loco Abreu (Figueirense); Thiago Medeiros, Vagner Love e Luiz Antônio (Flamengo)
Cartões vermelhos: Anderson Conceição (Figueirense); Leonardo Moura (Flamengo)
GOLS: FLAMENGO: Vagner Love, aos 17 e 41min do segundo tempo
FIGUEIRENSE: Wilson, Léo (Fernandes), Fred, Anderson e Marquinhos (Guilherme Lazaroni); João Paulo, Jackson, Claudinei e Ronny (Julio Cesar); Caio e Loco Abreu
Técnico: Hélio dos Anjos
FLAMENGO: Felipe, Leonardo Moura, Thiago Medeiros (Muralha), Marcos González e Ramon; Cáceres, Luiz Antonio, Renato Abreu, Thomás (Adryan) e Negueba (Ibson); Vagner Love
Técnico: Dorival Júnior
Nem sei mais falar de pós jogo. Parece um assunto tão repetitivo, sem minha tradicional, marra, deboche e arrogância. Assim fica difícil de resenhar sobre o tal Rubro Negro.
Jogo que começa com nível técnico baixíssimo, sem criação, oportunidades, e sob uma pressão sem fim do Baêa. Paulo Victor foi decisivo nesta partida, mesmo com minhas resistências ao franzino goleiro flatulento, que sai afobado, se joga, e não intimida ninguém. Também fica difícil nivelar por baixo, quando se tem no passado como base de comparação o imponente Bruno.
Observei alguns jogadores do Baêa que eram uma pedra no sapato, tava incomodando. Os caras entraram especialmente enjoados ontem. Meu destaque para Gabriel, Kleberson (nosso Klebershow) e Mancini que tem bagagem visão e experiência. Isso diante de um Flamengo que não possui um armador, não possui entrosamento e assim é melhor parar por aqui.
Nem vale a pena comentar se foi ou não pênalti, e se a expulsão de Luiz Antonio foi ou não justa. Estamos falando de um garoto em desenvolvimento, que sem gestão faz aquilo que ele entende ser o melhor para o time, e isso naturalmente remete a excessos. Indiscutível. E mesmo sem jogar um futebol alto nível, fazendo o feijão com arroz, saímos na frente e levamos a partida. Ficamos felizes?
Não posso preconizar o elenco de hoje. Está longe de ser o melhor, e mais uma vez digo que sofremos em campo reflexo da gestão.
Parabéns a torcida que compareceu, que incentiva, e que não deixa de crer num Flamengo melhor. Torcedores que não merecem o Flamengo que vem sendo usurpado, maltratado e diminuído.
Mas tudo isso é mais do mesmo. Já que nossa mandatária e os seus aliados evidenciam um clube de sócios satisfeitos, mesmo que pareça o contrário para nós que estamos de fora, e ela segue correndo por fora garantindo sua candidatura, mesmo após sua infidelidade partidária, quando trocou de legenda durante a atual legislatura. É essa Patricia que comanda o SEU Flamengo.
Não podemos ser duas pessoas. Você já procurou saber as realizações de Patricia enquanto vereadora? No mínimo deve ter assegurado a limpeza de parques e jardins aos arredores da Gávea.
Ela foi eleita pelo povo, está em seu terceiro mandato consecutivo. Quem é este povo que elege Patricia?
Já tive algumas oportunidades de estar no mesmo ambiente que ela, e lhes asseguro, ela tem uma qualidade: excelente em seu marketing pessoal. Eh vida de gado, eu não faço parte dessa massa que crê em suaves palavras e o papel de moça frágil. Está muito longe de me convencer. Pena que minha força não movimenta o mundo.
Até dezembro sobreviveremos bravamente a eminência do Primeiro Marido anti Rubro Negro, que fez do Flamengo seu brinquedo, sua batalha naval. Deixaremos que o barco afunde?
Sem mais palavras…
#NadaImportaSemOFlamengo
Cella Miranda – @MarcellinhaRJ
FICHA TÉCNICA BAHIA-BA 1X2 FLAMENGO-RJ
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador (BA)
Data: 15 de julho de 2012 (Domingo)
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (Fifa-AL)
Assistentes: Fabiano Ramires (ES) e Otávio Araújo Neto (AL)
Publico – 29.234 presente
Cartões amarelos: Fahel, Danny Morais e Júnior (Bahia); Luiz Antonio e Renato Abreu (Flamengo)
Cartão vermelho: Luiz Antonio (Flamengo)
Gols: BAHIA: Kléberson, aos 37 minutos do primeiro tempo FLAMENGO: Hernane, aos 30 minutos do primeiro tempo, e Renato Abreu, aos 26 minutos do segundo tempo
BAHIA: Marcelo Lomba, Fabinho (Vander), Danny Morais, Titi e Hélder; Fahel (Jones), Diones (Júnior), Kleberson, Mancini e Gabriel; Souza – Técnico: Paulo Roberto Falcão
FLAMENGO: Paulo Victor, Luiz Antonio, Marllon, Arthur Sanches e Ramon (Magal); Aírton, Ibson, Renato Abreu e Adryan (Diego Maurício); Deivid (Negueba) e Hernane – Técnico: Joel Santana
Essa semana fui ao museu ver uma exposição do ilustrador alemão George Grosz. Lá vi um quadro que me fez pensar no Flamengo. Nesse mal-cheiroso Flamengo com o qual temos que nos confrontar hoje em dia. E a imagem me incomodou. E olha que o artista, contemporâneo aos primeiros passos do futebol rubronegro, retratou os horrores da primeira e segunda guerra mundial. Mas o que me incomodou mesmo foi essa imagem. Talvez porque as guerras já acabaram e fazem parte do passado. Diferente do Flamengo que tem suas feridas abertas, expostas para todo mundo ver na TV na hora do almoço e do jantar.
Observei o quadro sabendo que tínhamos um Fla-Flu centenário para celebrar. Não sou supersticioso, isso é coisa de botafoguense. Mas pude sentir o cheiro da derrota que viria domingo. Diga-se de passagem, mais uma bola fora do calendário da CBF. Afinal, já que fez o Flamengo jogar tantos sábados, o que custava colocar o clássico no dia do seu centenário: sábado, dia 7 de julho??? Mas é provável que os deuses do futebol me quisessem poupar de um desgosto no dia do meu aniversário.
Na mesma semana que descobriram a “Partícula de Deus” houve quem descobrisse também uma sub-atômica melhora no time do Flamengo. Ora, deixamos de perder a posse de bola para um time como o Atlético Goianiense e dominamos o meio campo contra o Fluminense. Que ilusão. O Abel, que pelo jeito odeia a história do centenário Fla-Flu, fez questão de dar a bola de presente pro Flamengo e contava com uma pixotada da zaga rubronegra pra ganhar o clássico. E veio logo num erro do Gonsalez, o gringo que chegou pra arrumar nossa zaga. Numa jogadinha pra lá de manjada, só ele não sabia que ia ser gol né? E tinha que sair dos pé do Thiago Neves, que mal apareceu no jogo. Apenas um pequeno retrato de Patrícia e Cia e sua capacidade de atirar bumerangues de merda em todas as direções. E o Flamengo do Joel?
O Flamengo, vestido de luto, com calções negros, e dois logotipos horrorosos no manto sagrado, para celebrar a incompetência, seguiu o roteiro traçado pelo Abel. Tocou a bola de lado, sem criar perigo e esperou a derrota. 100 anos atrás quando o os dois times se enfrentaram pela primeira vez nas Laranjeiras não se havia inventado ainda os técnicos retranqueiros. O responsável por escalar o time era o capitão do time. No caso o pioneiro Alberto Borghert, que saiu do Fluminense e fundou o nosso futebol centenário.
Os times se armavam no anacrônico e romântico 2-3-5.
Fluminense:
Laport; Bello e Maia; Leal, Mutz e Pernambuco; J. Calvert, E. Calvert, Berhucan, Bartholomeu e Oswaldo.
Flamengo: Otto Baena; Píndaro e Nery; Cintra, Gilberto e Gallo; Bahiano, Arnalgo, Amarante, Gustavo e Borghert.
Na Gazeta de Notícias fariam a resenha do match disputado no ground da Rua Guanabara, nas Laranjeiras.
“O jogo foi dos melhores a que temos assistido e, com surpresa geral, o Fluminense derribou o seu competidor por 3 goals a 2. O Flamengo não esteve nos seus melhores dias, tendo o seu jogo, em conjuncto, deixado muito a desejar. O ataque não foi dos melhores e emos que, as contínuas modificações que nelle operaram, foram mais prejudiciais do que aproveitaveis; mencionamos, todavia, Arnaldo, que muito se esforçou…”
…
“Dos halves mereceu especial destaque, pela sua brutalidade e nenhum jogo, o Sr. Gilberto, que até segundos nos parece, foi chamado à ordem pelo juiz.”
Sobre o ataque do Flamengo o Jornal do Brasil faria a seguinte análise:
“A linha de forwards esteve infeliz, Amarante e Borghert marcadíssimos pouco fizeram e Gustavo nunca o vimos jogar tão mal. Arnaldo foi o melhor da linha. Apesar da sua pouca edade fez passes precisos e marcou admiravelmente o primeiro goal, varando em uma escapada a linha de backs do Fluminense. Bahiano esteve regular como center-forward e pensamos que Arnaldo nesse lugar faria muito mais.”
Qualquer semelhança com o jogo de ontem é mera coincidência. O que o Flamengo de 1912 aprendeu foi que não bastava meia-dúzia de campeões para armar um time. Era preciso muito trabalho.
Trabalho que não vemos na Gávea. Basta lembrar que o último Fla-Flu foi em março. Apesar de termos ganho de 2 a 0 tampouco tínhamos nada a comemorar. E o fatídico empate com o Olímpia, que viria a seguir, não deixa dúvidas quanto a isso. O Flu veio com time reserva por causa da Libertadores e o Flamengo entrou com Paulo Victor, Rafael Galhardo, Marcos Gonzalez, David, Magal, Muralha (Romulo), Luiz Antonio, Kleberson, Thomas (Diego Mauricio), Ronaldinho Gaucho, Vagner Love (Deivid). Apesar do gol de pênalti do Ronaldinho Gaúcho, o primeiro em clássicos, ele acabaria expulso de maneira ridícula. E há quem diga que o Flamengo sente sua falta. De lá pra cá demos de presente Galhardo e David, e mandamos pra geladeira Muralha, Romulo (o queridinho do Joel) e Thomas. E ainda liberamos o Kleberson (pseudo-herói daquele jogo) e abduzimos o Deivid, talvez pra nos livramos dos milhões que devemos a ele. Se você vê alguma gestão de elenco nisso tudo me diz que vou te inscrever pro prêmio Nobel de Física.
Ah, sim! Mas veio o Ibson! O grande xodó da presidente, Patrícia Amorim. Que não jogou porcaria nenhuma ontem e já entrou na mira da imprensa e o “grande bombeiro” Joel Santana. Mas criticar o Ibson, é complicado, né? É mais fácil bater no Botinelli, que chutou duas bolas na lua e dizer que ele é o argentino mais sem sangue que existe. Depois disso a gente pede o Riquelme. Que carajo, Riquelme! La concha de tu hermana! Riquelme es un pelotudo! Me chupa un huevo y la mitad del otro!
Um garoto de 17 anos vai à fogueira e sai mais cascudo.
Vejam só o problema não é perder. Mas fazer apologia à derrota. Sim porque ao contrário do que o Joel Santana delira, não há nada de louvável nessa derrota. O Flamengo não jogou como o Barcelona. Os garotos foram entregues às feras. É um absurdo colocar Adryan e Luiz Antônio fora de posição e tendo que resolver. Ibson? Fora da posição. Botinelli, idem. Matheus? Na fogueira… Ora, logo logo o papai Joel vai por o Neguebinha no gol. Pobres das crias do urubu que são obrigados a comer a pior parte da carniça.
Mas o que mais me revolta é o Joel dizer que o Flamengo jogou bem. Como assim?! Zinho que se cuide, o Joel já está travando uma guerra pra receber a multa dele. Só pode ser isso. Só levamos perigo ao gol deles com uma cabeçada do Adryan, outra do Arthur Sanches (quem?), e um chute do Canelada. Meu amigo, se tivemos a bola durante quase 90 minutos isso me parece muito pouco. Quem vê qualidade nessa derrota que assine um atestado de mediocridade. Porque no Flamengo, meu amigo, devíamos odiar derrotar hediondas como essa. Como com certeza odiaram a derrota Alberto Borghert e cia pro clube que deixaram, cem anos atrás! Mas é notório que o Joel está mais vivo do que morto. E nós estamos loucos pra comer os restos dele. Claro, porque nunca atacaríamos a mamãe urubu que, com seus altos vôos de incompetência, nos condenou a mais vil das misérias: a mediocridade.
Fluminense 1 X 0 Flamengo
Local: Estádio João Havelange, Rio de Janeiro
Data: 8 de julho de 2012 (Domingo)
Árbitro: Wagner Magalhães (RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa (Fifa-RJ) e Rodrigo Joia (Fifa-RJ)
Cartão Amarelo: Fred, Deco, Bruno e Carlinhos (Fluminense); Marcos González, Ibson, Botinelli (Flamengo)
Gol: Fluminense: Fred, aos dez minutos do primeiro tempo
Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco (Valencia) e Thiago Neves (Wagner); Wellington Nem e Fred (Samuel)
Técnico: Abel Braga
Flamengo: Paulo Victor, Luiz Antonio, Marllon, Marcos González (Arthur Sanchez) e Magal; Amaral (Matheus), Renato Abreu, Ibson e Bottinelli; Diego Maurício (Adryan) e Vagner Love
Técnico: Joel Santana
PS: Os textos de jornais sobre o Flamengo de 1912 foram extraídos do livro “Uma Viagem a 1912 – Surge o Futebol do Flamengo” de Marcelo Abinader.
Não há palavras para descrever o absurdo que é Joel Santana ser treinador do Flamengo em 2012. Nenhum time do primeiro escalão que se pretenda sério pode ser liderado por um profissional obsoleto. É mais absurdo se o time for o Flamengo, clube para o qual Joel Santana devia ser persona non grata desde 2008.
Joel Santana tem lugar em times pequenos, em comerciais que o ridicularizem e no passado, quando os estaduais tinham alguma importância. Só.
Como era de se prever, Joel Santana expôs o Flamengo outra vez ao ridículo. A entregada vergonhosa para o Olimpia e a eliminação na Libertadores, um período de 28 dias de treinamento jogado no lixo e um time patético no campeonato brasileiro.
E no meio do caos, surge outro personagem de ópera bufa: Renato Abreu. Ex-jogador em atividade, apelidado pelos torcedores nas redes sociais de Canelada, Renato sequer acerta os chutes de sua primeira passagem pelo Flamengo. É uma inutilidade em campo.
Renato devia ficar quieto. Aproveitar o dinheiro que recebe ou louvar os atrasos de salário que futuramente cobrará com juros generosos. Percebe salários para fazer algo que não é capaz: jogar futebol de primeiro nível. Mas não. Renato falou.
A um, falou que todos os times querem um camisa dez, mas que o Flamengo tem jogadores (sim, no plural), que podem fazer essa função, “só que de um jeito diferente”. Bota diferente nisso: perdendo a bola, errando passes e recuando até a posição que menos lhe evidencia a falta de aptidão, a de volante. De um jeito diferente, diz Renato. Causa-me náuseas.
Não contente, Renato Canelada Jeito Diferente Abreu saiu em defesa de Joel Santana. É o atestado definitivo de que o Flamengo foi tomado por posseiros. Renatos e Joéis. Dirigentes lamentáveis. Gente que quer fazer o Flamengo de 2012 entrar para a história.
Só que de um jeito diferente. Indo para a segunda divisão.
A língua portuguesa é rica e vasta. Na última atualização do dicionário Aurélio, foram computados mais de 30 mil verbetes. E ano após ano são incorporados novos vocábulos ao nosso linguajar. Corre o risco de vermos na próxima edição desse conceituado dicionário o verbo flamengar. E viria com a seguinte definição: flamengar é a capacidade de entregar confrontos aparentemente decididos. Só na nossa história recente foram diversas as flamengadas. As derrotas para o América do México e Santo André; o empate com o Goiás em 2008, após estar vencendo por 3 a 0; empate com o Olímpia na Libertadores desse ano. Tiveram algumas flamengadas mais antigas como a derrota para o Bonsucesso em 1968, onde poderíamos empatar para sermos campeões da Taça GB; a derrota para o Serrano que nos arrancou o tetra estadual de 1980; empate com o Botafogo em 1989, que nos tirou a chance de liquidar o campeonato estadual daquele ano. Com certeza, vocês devem lembrar de outros micos históricos.
Apesar do time atual não me despertar mais nenhum sentimento nobre, muito menos confiança, resolvi comparecer ao duelo contra o Internacional. Só que depois que cheguei ao Engenhão, começou a bater depressão. O Estádio é bonito, mas estranho demais. Não tem acústica, o gramado fica longe da arquibancada e é desconfortável. Com ingressos caros, a classe média é maioria dos que comparecem aos jogos. E isso é prejudicial demais a um clube de massa como o nosso. Não me recordo a última vez que ouvi no Estádio o tradicional grito de Meeeeeeeeengo. Por que as Torcidas Organizadas só cantam músicas com gosto duvidoso e esquecem de gritar isso? E o cante comigo Mengão? Por essas e outras, visitar o Engenhão me entristece cada vez mais.
O jogo em si foi esquisito. Abrimos 2 x 0 em poucos minutos e parecia que íamos dar uma enfiada histórica na gauchada. Não pelo futebol apresentado pelo nosso time, mas pela fragilidade da defesa colorada. Engraçado que em nenhum momento, mesmo após abrir vantagem, a torcida empolgou. Ninguém mais confia no time do Joel e seus comandados. Isso ficou gritante quando o Inter diminuiu o placar ainda no primeiro tempo. Muitos palavrões já eram balbuciados entre os torcedores.
Veio a segunda etapa e logo no início, Love acalmou a torcida, fazendo 3 x 1. Até eu mesmo, que sou pessimista toda vida, já estava imaginando uma goleada. Como sou tolinho… Tomamos o empate e mais uma vez ficamos atônitos no estádio. Não se jogou mais e muito menos se ouviu incentivos. Não tínhamos mais força. A apatia tomou conta até de nossa torcida. Acabou o jogo e nenhum protesto. Uma vaia apenas. E o Engenhão foi-se esvaziando silenciosamente, triste e melancólico.
É… o Flamengo flamengou de novo.
Flamengo 3 x 3 Internacional 26 de maio de 1992 – Campeonato Brasileiro Estádio: Engenhão – Rio de Janeiro Público: 14.238 Árbitro: André Luiz de Freitas Castro Flamengo: Paulo Victor, Léo Moura, Welinton, González e Magal; Aírton (Amaral), Luiz Antonio (Renato Abreu), Kleberson e Ibson; Ronaldinho Gaúcho (Deivid) e Vagner Love. Técnico: Joel Santana. Internacional: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Indio e Fabricio; Elton, Guiñazu, Josimar (Maurides) e Dátolo; Gilberto (Marcos Aurélio) e Dagoberto (Bollati). Técnico: Dorival Junior. Gols: Airton, aos 8, Ronaldinho Gaúcho, aos 16 e Gilberto, aos 33 do 1º tempo. Vagner Love, aos 3, Fabricio, aos 21 e Dátolo 24 do 2º tempo.
Desgraçado diário, ontem o Flamengo foi eliminado pelo Vasco na Taça Rio. De virada igual tínhamos sido eliminados na Taça Guanabara. Acontece que desta vez não foi o Deivid que errou um gol feito. Dizem que o Ronaldinho errou um. Na verdade mal vi o jogo. Estava brigando com a conexão do Rojadirecta.me olhando mais a tela do twitter que a do jogo.
O gol do Vagner Love vi ao vivo, dei um grito e asustei a Anna que estava no sofá vendo o reality show Mario y Alaska na MTV espanhola. Hoje ela se incomodou bastante com meus gritos, mas eu acho que gritei pouco. Já esperava o que estava por vir. O segundo gol do Vasco “vi” antes no twitter, de tão lento o streaming que peguei no Rojadirecta. Fui mudar de canal e perdi o golaço do Kleberson.
O Kleberson queimou a língua de todo mundo, incluida a minha. Mas o Joel ao invés de usar essa arma que caiu do céu pra ele, colocou o recém operado Renato no campo. Pobre Canelada, não fez nada certo. O Joel também insistiu no Negueba, fazia tempo que ele não entrava. Normalmente quando veja a cara do moleque já penso em derrota certa. Mas ontem tive um sentimento de esperança quando ele tentava se meter entre 4 zagueiros vascaínos. Esperança inútil.
Depois do jogo não fui capaz de ouvir a entrevista do Joel na CBN. Obrigado, Firefox! Antes de domir escutei “Apesar de você” do Chico Buarque em homenagem à Vossa Excelência, Patrícia Amorim.
Por isso passei a manhã lendo notícias do Flamengo, revendo algum lance, tuiteando e trabalhando no nosso blog. Pois é, ontem inauguramos endereço e cara nova. Inauguramos também o @ADTRubroNegro. Aliás minutos antes do jogo eu e o Marcelo falávamos no Skype sobre os botões de compartilhar do blog. Pois eu fiquei muito feliz ao ver que esses botões foram bastante usados hoje.
Triste eu fico em ler mais notícias da Gávea. Quer dizer que agora querem contratar um zagueiro, um meia e um atacante? Que novidade hein? O num-sei-quem-lá Coutinho (o que importa é o sobrenome, não é verdade?), quer mesmo contratar aquele zagueiro que pôs fogo na própria casa? Fala sério, Cascão! Precisamos de mais um com ficha na polícia? Também li que para renovar o elenco iam emprestar Thomás, Camacho, Galhardo… Como assim renovar emprestando os mais jovens? Pra botar vários jogadores de mais de 30 no lugar deles? Porque não colocam logo o roupeiro Babão no lugar do Cascão? O cara já disse que tem labirintite e que odeia altura! Com ele não subimos nem no meio fio, imagina se conquistaremos o topo da América.
E Vossa Excelência Patrícia Amorim? Quer dizer que ela pode perder o salário do PSDB por traição? Quer dizer que ela na vida política é igualmente oportunista e inconsequente? Que se na hora de decidir alguma coisa ela sempre decide pelo lado mais forte? Que é igualmente improdutiva na câmara porque fez pouquíssimos e inúteis projetos de lei? Chama o dragão, nossa princesa é do mal!
Me desliguei o máximo que pude do noticiário. Só parei pra morrer de rir da fala do Joel se comparando ao Guardiola. Ainda bem que ele “erra muito pouco” senão o Flamengo estaria na segundona do Carioca.
Mas acho que ela já se acostumou com o desastre total que eu sou. Assim como nós rubronegros que nos acostumamos com o desastre total que são os dirigentes da Gávea, e nunca fazemos uma “guerra civil”. Saímos pra comer (estava tão zonzo que fiz um pedido meio surreal), voltamos pra casa, fizemos a siesta, e voltei pro computador. Só saí de casa pra comprar o livro quando faltava meia hora pras lojas e barracas de rua fecharem.
Uau! Que suspresa a minha ver movimento nessa cidade. Todo mundo atrás de um livro! Existe vida fora das telas! Que coisa linda. Que bela maneira de sobreviver a esses dias sem o Flamengo. Vá ler um livro! Não conseguia decidir e estava vendo a hora que a minha indecisão ia me deixar sem livro. Deixei de palhaçadinha e comprei também uma HQ: Habibi do Craig Thompson. Um baita livrão com uma protagonista feminina que não acredito que se faça de vítima. Saí correndo pela cidade atrás da rosa. Todo mundo tinha uma na mão mas era tarde demais pra comprar ou ganhar de presente nas lojas. Será que vou ter que robar de uma velhinha? Ufa! Consegui achar uma floricultura aberta. Me senti como se fizesse o gol que o Negueba não fez aos 45 do segundo tempo.
Jantamos crema de abobrinha em homenagem a Vossa Excelência. Assistimos ao Crackóvia, programa humorístico sobre futebol da TV3 catalã. Rimos bastante do Real Madrid apesar da desgraça do Barça. A sátira que fazem do Stars Wars é genial. Mas ri mais das piadas com o Rei Juan Carlos e sua escopeta o seu genro corrupto Iñaki Urdangarín (ex-jogador de Handbol do Barça).
Antes de dormir voltei ao computador. Tuitei mais que Marcellinha ontem! Como é possível isso? Caramba, o texto do Maurício bombou na internet! Que alegria! Mais de mil acessos. Obrigado ao Alex Triplex e Arthur Muhlemberg pela moral. Obrigado a todos que divulgaram o site. Vou feliz para cama.
Insônia. Estou há duas horas na cama e não posso dormir. Acendo o celular e olhos emails, estatísticas do blog. Já quero arrumar um celular que navegue melhor pra poder postar no blog direto. Medo. Estou com uma pergunta do @PrimeiroPenta na cabeça. Como um blog sobre Flamengo sobrevive sem jogos e sem falar de política? Resolvi começar esse diário. Para contar como sobrevivi aos 28 dias sem Flamengo no ano do centenário do futebol.