Pedra ou flores que mudam destinos

Depois da eliminação da Taça Guanabara e de ter aturado uma overdose de piadas com o gol perdido do Deivid, vem uma pergunta: qual será o comportamento da torcida em relação ao nosso “azarado” centroavante? Com a chegada do Vagner Love tenho levado fé nessa dupla de ataque. Até o fatídico lance de quarta-feira, o desempenho da dupla estava afinadíssimo. Deivid com precisos passes e Love sendo mais agudo.

Mas a torcida do Flamengo é sinistra e imprevisível. Tem histórico de endeusar pernas de pau e de vaiar craques. Estou curioso pra saber como irá se comportar com Deivid daqui pra frente. Esse mesmoque já foi muito perseguido, estava sendo poupado pela sua entrega em campo,mas e agora?
O vídeo abaixo ilustra o quanto a torcida rubro-negra é instável.Athirson foi o craque do Campeonato Carioca de 2000. Após perdermos a Guanabarapara o Vasco em uma humilhante goleada, o nosso lateral carregou o limitado timenas costas, fazendo gols em quase todos os jogos. Fomos campeões, ele foi convocado e virou xodó da torcida… Perfeita lua de mel.
Mas aí veio a janela de transferência e o Juventus da Itália investiu pesado na sua contratação, aproveitando também que Athirson queria ir para terras italianas. A torcida não perdoou a forçada de barra do lateral para mudar de clube. Insatisfeita, na primeira oportunidade despejou seu ódio. O jogo contra o Grêmio pela Copa João Havelange foi marcado não pela convincente vitória, mas pelo fim do caso de amor do até então ídolo com a Nação.
São situações totalmente diferentes, mas o comportamento datorcida pode não só influenciar diretamente no destino da equipe, mas principalmente no prosseguimento da carreira de muitos atletas.

Flamengo 3×0 Grêmio
02 de agosto de 2000 – Copa João havelange

Estadio do Maracanã
Flamengo: Clemer, Maurinho, Juan, Luís Alberto, Leonardo Inácio(Athirson), Leandro Ávila, Mozart, Lê, Petkovic, Camilo(Alessandro) e Reinaldo(Adriano). Técnico: Carlinhos
Grêmio: Darlei, Alex Xavier, Marinho, Roger, Patrício (Anderson Lima), Eduardo Costa, Jé (Itaqui), Zinho, Edinho, Ronaldinho Gaúcho, paulo Nunes (Amato). Técnico: Antônio Lopes
Gols: Camilo, Petkovic e Athirson.


Vasco 2×1 Flamengo: Me dei ao luxo de ser corneta!

Em quarta feira decinzas o clima ainda era de folia, nada melhor que assistir um Flamengo XVasco. E o jogo foi digno de espetáculo. Duas equipes dispostas a levar. Ederam todo gás. 
Dias antes euainda proferi: não me preocupo com a escalação de Joel, apenas porque oadversário é o vice! Pretensão? Ou costume de sempre levar em clássicos? 
Jogo iniciado e oFlamengo lindamente faz a festa. Logo de saída gol impecável do predestinadoLove. O cara chegou com toda raça, e diz a que veio!
Ele sabe qual ovalor e o peso do manto. Love é jogador do Rubro Negro. Nasceu pra estar ali.Faz parte de sua essência o amor ao Mengão. E isso dá gosto de ver. 
Flamengo atuandocom melhores jogadas… e Vasco atuando com melhores finalizações. 
Diante do primeirogol sofrido, a equipe cruzmaltina chamou a responsabilidade. 
Tivemos duasequipes jogando a todo vapor. 
Joel se eximiu dequalquer responsabilidade. Pois em campo tivemos diversas chances perdidas, porfalta de raça de ir lá buscar.  
Felipe apesar deboa atuação, me deixou boquiaberta com as defesas bizarras. Não apenas uma, maspor várias vezes espalmou a bola dando chance ao azar. O rebote erafácil. 
E na sucessão deerros, eis que Deivid comete o inacreditável. Ainda tem algo a comentar sobreeste assunto? Um jogador que sai aplaudido pela torcida adversária, nãocabe mais nada nessa resenha. 
Eu no lugar delesimularia um desmaio, permaneceria jogado no chão até a ambulância me retirarde campo. Vergonha é pouco. O ocorrido ali não tem nome. 

Fica difícil nãocolocar na conta dele o fato de não ganharmos ontem. Mas a verdade é que estegol perdido não seria garantia de vitória. Pois a cada ataque nosso, o Vicereagia. 
R10 não me dáalternativas a não ser criticas. Ele é craque, sempre foi. Mas é jogador queprecisa de um time jogando para ele. Ele é jogador que faz graça, que éimportante, porém anda apático. 
Entra em campo enão faz a menor diferença. Não chama pra ele a responsabilidade. Custobeneficio não está legal. Qual foi o jogo que R10 fez a galera pirar naarquibancada? Que levantou o estádio? Se alguém lembrar me avise, porgentileza. 
Entrosamento não éa palavra que defina atual equipe do flamengo. E se antes, com Luxa,reclamávamos da falta de jogadores na base sendo iniciados no time principal,com Joel podem esquecer essa possibilidade. Nem ao banco ele trás os garotos.Se ele acha que Luis Antonio foi mal nos dois últimos jogos, qual a definiçãopara Deivid? 
Resumo da opera…ganhar do vice sempre é bom. Tem gostinho de deboche! Hoje eu estaria muitomais abusada! Mas fazer o Vasco vice do Botafogo ou Flu…não tem preço! Queassim seja. 
Que atire aprimeira pedra quem nunca cornetou!

Cella 
#NadaImportaSemOFlamengo

Vasco 2x1Flamengo
22 de fevereirode 2012 – Taça Guanabara
Estádio doEngenhão – Rio de Janeiro
Público: 18.305pagantes
Árbitro: LuísAntônio Silva dos Santos
Flamengo:Felipe Leo Moura (Galhardo), Gustavo,Welinton e Junior Cesar; Aírton (Negueba),Willians, Renato Abreu e RonaldinhoGaúcho; Vagner Love e Deivid (Bottinelli).Técnico: Joel Santana
Vasco: FernandoPrass, Fagner, Rodolfo (Renato Silva),Dedé e Thiago Feltri; Nilton, FellipeBastos, Juninho Pernambucano (Felipe) eWillian Barbio (Kim); Diego Souza eAlecsandro. Técnico: Cristóvão Borges
Gols: VágnerLove aos 2 e Alecsandro aos 14 do 1ºtempo; Diego Souza aos 32 do 2º tempo.

As lições nunca assimiladas: Resende 1×3 Flamengo

Dois acontecimentos me chamaram a atenção na vitória contrao Resende, sábado, em Volta Redonda. No primeiro tempo, o Flamengo alugou omeio-campo de modo avassalador: teve 61% de posse de bola, contra 39% doResende. Se fossemos computar os momentos que o adversário esteve encurralado efoi obrigado a rifar a pelota, o domínio passaria dos 70%.
No entanto, apesar de ficar muito tempo com a bola, o timenão sabia o que fazer com ela. Não criou nenhuma oportunidade que merecesseacabar em gol – vá lá, talvez a arrancada de Léo Moura –  e ainda viu o Resende mandar uma bola notravessão, nos minutos iniciais de bobeira, já tradicionais no Flamengo.
Era isso: um time que tinha a bola. E daí?
Os minutos iniciais de bobeira se repetiram no segundotempo. A trave, amiga na primeira etapa na cabeçada de Marcel, não aliviou abarra quando Valdeir bateu uma falta longa e a estática zaga rubro-negra sóassistiu a subida de Marcelo Régis.
Estávamos perdendo, mas o jogo havia mudado para melhor.Tudo porque Bottinelli no lugar de Luiz Antônio dava jogo pela direita. Não queEl Pollo seja um portento de armador, mas sabe o básico e vai bem na bolaparada, com a que caiu macia na cabeça de Ronaldinho Gaúcho.

Três minutos depois do empate, a melhor jogada da tarde.Pela raça insistente de Ronaldinho, pelo bom passe de Bottinelli, pelo ótimocruzamento de Léo Moura, pela excepcional antecipação de Vágner Love.  Mais tarde, Negueba fechou a conta.
Valeu pelo domínio e pelo bom segundo tempo de Ronaldinho,como bem registrou Lédio Carmona. Mas a principal lição, que foi o time subirde produção sem Renato Abreu e com dois meias no segundo tempo, não parece tersido assimilada por Joel Santana, que anuncia a volta do intocável paraenfrentar o Vasco.
Valei-nos, São Judas Tadeu.
Resende 1×3 Flamengo
18 de fevereiro de 2012 – Taça Guanabara
Estádio Raulino de Oliveira – Volta Redonda
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Flamengo: Felipe, Leo Moura, Welinton, David Braz e JuniorCesar; Aírton, Willians, Luiz Antônio (Bottinelli) e Ronaldinho Gaúcho; VagnerLove (Maldonado) e Deivid (Negueba). Técnico: Joel Santana
Resende: Mauro, Wellington, Facundo Gomez, Filipe Machado eKim (Emerson); Léo Silva, Iuri, Marcel (Hiroshi) e Valdeir (Léo); Elias eMarcelo Regis. Técnico: Paulo Campos
Gols: Marcelo Regis aos 2, Ronaldinho Gaúcho aos 13, VágnerLove aos 17 e Negueba aos 38 do 2º tempo.

Adeus ao herói esquecido

Hoje amanheceu com cara de carnaval… É a sexta feira profana. Mas por incrível que pareça não consigo exibir meu melhor sorriso ao me deparar com a noticia da morte de Jordan. Tricampeão carioca de 1953/54/55 e campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1961, foi o quarto jogador que mais vestiu a camisa do Rubro Negro na história: 608 vezes! Ficando atrás apenas de Junior, Zico e Adílio.
Aos 30 nos não tenho conhecimento de causa para declinar sobre o jogador que ele foi. Tendo atuado no Flamengo entre os anos de 1952 e 1963 tenho apenas a oportunidade de conhecer sua história na internet. Lateral com excelente atuação, raçudo e determinado. Era o que parecia ser Jordan. Jogador de dar gosto de assistir a uma partida.
Diante dessa perda, paro para analisar: como pode um jogador com a história do Jordan terminar em uma mesa fria de um hospital público? Como pode o principal marcador de Garrincha ser esquecido?
Diante de um novo modelo de gestão, onde o futebol é uma grande indústria, que se fabricam “craques”, vejo uma perda de valores.
O futebol, assim como outra profissão deve ser exercido por quem tem o dom. Pra quem sabe qual o valor de entrar em campo e conseguir atingir o coração de milhões de pessoas apaixonadas pelo esporte. O futebol é unânime. Todos possuem um time de coração.
Na fabrica de “pseudo craques” o dinheiro fala mais alto. Não existe o craque de verdade. Que entra em campo com graça, dominando o assunto. Que sabe qual sua função. Para que está ali, e dá conta do recado.
O Futebol corria nas veias. Era feito por amor! O dinheiro… esse não falava mais alto.
Me indigna assistir Weligntons e Fernandos, e tantos outros com salários fabulosos e nada de jogo no pé. Me envergonha ser torcedora dos anos 90 e 2000. Eu quero o valor do futebol do Jordan.
Parafraseando Jorge Aragão: “Respeite quem pode chegar aonde a gente chegou” por “respeite quem pode jogar o que ele jogou!”
Essa garotada deveria assistir diariamente partidas de jogadores como Junior, Zico, Jordan e tantos outros que fizeram história, não só no Flamengo, mas em todos os times. Jogadores que tinham ginga, raça, que faziam graça.
Dava gosto torcer…
Desculpem minha indignação. Mas hoje meu lado torcedora está de luto.
Sem mais.

Cella
#NadaImportaSemOFlamengo
@MarcellinhaRJ

Jardim Escola Flamengo

Depois de uma noite mal dormida, de chances desperdiçadas, de um empatezinho deselegante…eis que acordei com a dúvida: como manter minha cara de debochada?

Deu ruim pra mim hoje… desde a escalação de Joel, um frio na barriga que me rondava, foi esquecido diante de meu jeito foca de ser. Acreditar é um lema…que anda difícil de ostentar!
E ai começa o jogo… e uma chuva de criticas e novos cornetas! Estamos diante da pelada da escola. Aquela que vale apenas uma zuação no final do recreio. Coisa de time pequeno. Mas não estamos falando do MAIOR DO MUNDO?
Concordo em partes com as criticas a R10. Tá certo que ele é o jogador mais sem sal da história. Empatia e amor zero pelo Manto. Ele é bem do clã Patricinha Amorim, do que defende apenas seus interesses pessoais. Porém não há como negar que ele é craque! Craque que está perdendo sua referência. Dentro de um time que não sabe dar suporte.
Que não permite que ele exponha sua graça, suas jogadas e o futebol bonito que sempre apresentou por onde passou.
Ao menos é bem remunerado para levar fama de mau jogador.
Joel ta velho. Esclerosado. Ele deveria ser técnico de futebol de botão. Antiquado. No mínimo estava com foco no grande jogo que faremos contra o Resende no sabadão profano de carnaval. 


Sucessão de erros, de bicudas, de gente batendo cabeça. Tenho medo do que pensa o Gonzalez ao assistir ao jogo de ontem: o que faço aqui?
A estratégia do Flamengo é covarde. Jogar um craque aos leões. É a técnica do desaprendizado! Não tem uma jogada. Não tem uma sintonia. As peças não se encaixam. Como ser feliz desse jeito?
Assistir a uma partida como a de ontem, é para quem tem resistência. Foi porrada do inicio ao fim…e o pior: apanhar do time do primário! Jogar com time pequeno e ter a sensação de que está apanhando do Barcelona! Ô joguinho!
Um jogador que antes mesmo de entrar em campo declara: o empate é um bom resultado!!!
Ô Willians: porque não te calas???
Digito esta parte do texto de pé apenas ao cara que vem numa crescente desde o inicio do ano. Que vem mostrando um futebol mais decidido, acredito que queira resgatar sua identidade com uma torcida que sempre exaltou seu nome: Leo Moura. O problema é que uma andorinha só não faz verão…meus aplausos também dedico ao Paredão. Digno de todo meu respeito. O resto? O resto ta bem enquadrado: é apenas o resto!
Ou resgatamos nossa moral, nossa fama de mau, e encontramos a receita pra dar certo, ou será ladeira a baixo.
Minha fé, motivação, apoio incondicional, não é nada se não encontrar em campo aqueles que estão na mesma energia , no mesmo barco na mesma sintonia que eu.
Que Love possa mexer com a vaidade de R10, que a partir daí passe a dar todo o sangue. Que o time entenda de uma vez por todas que estamos falando de  Libertadores, que Joel queira se desculpar dos erros cometidos com uma nação e a partir daí faça mágica para reconquistar. E que a torcida…ah a torcida…que a torcida não desista jamais.
Porque podemos perder, podemos empatar…mas não podemos jamais deixar de apoiar!
Como ser um time grande, se quem ta no comando não entende sua grandeza?
Cella
#NadaImportaSemOFlamengo
@MarcellinhaRJ

Lanús 1×1 Fla: grande resultado, método pavoroso

As limitações de Joel Santana estão cada vez maisconstrangedoras. Era um técnico tosco, hoje é um técnico tosco em decadência.Acredita em fórmulas de pelada: recuar para sair em contragolpes, encher devolantes para liberar os laterais. Herança de 2007, quando os dois lateraisvoavam. Hoje um dos laterais está velho e o outro é um rascunho mal-acabado dejogador de futebol.
A idéia de que Willians e Renato Abreu irão defender sem abola e armar com ela seria ótima, fossem eles Xavi e Iniesta. Não são,chegam atrasados na marcação e erram passes de três metros.
Como o futebol não é uma ciência exata, o Lanús desperdiçousuas chances e Léo Moura, o único lúcido, cravou 1×0. Joel pensou: - Rá,entendo muito disso aí. Funcionou!

Quando Airton, o menos constrangedor dos volantes, saiulesionado, o acaso foi rubro-negro e Bottinelli foi ao jogo. Na sequência oLanús empatou em uma das 14 (contadas) falhas de Júnior César e Joel pensou: -Isso que dá tirar um volante! Pior do que um cretino é um cretino que pensa quesua teoria cretina se confirmou.
Com Bottinelli, melhorou um tantinho de nada. Abriu amarcação que estava encaixada em Ronaldinho e os espaços apareceram. A ponto deRonaldinho entrar duas vezes pelo bico da área, mas só o que via era Deividimpedido, então ele recuava para um dos volantes-armadores que por sua veztocava para o Deivid impedido. A ponto de a bola da vitória se oferecer redondae macia para Bottinelli que de La Fortaleza mandou-a ao seu saudoso Nuevo Gasómetro.
 
Li muitas críticas ao Ronaldinho por sua omissão. Pois elesempre foi assim, brilhou quando havia um time em sua função e não quatrovolantes cegos batendo cabeça a seu lado. Em nenhuma circunstância, nem no augede sua carreira, Ronaldinho superou com seu talento as deficiências de suasequipes, fossem times ou seleção. Ele precisa de Bottinelli como precisava deThiago Neves, como precisará de Love criando espaços na frente, como no golcontra o Nova Iguaçu.
Eu já sabia que Joel iria encher o time de volantes e issonão me surpreende. O que é surpresa é o nível de sua decadência, constatado nacoletiva, quando cunhou a seguinte pérola: - Fomos dominados? Fomos dominados,mas com o jogo controlado.
Ó Natalino, se fomos dominados, o jogo estava controlado.Pelo adversário.
Por isso digo, que grande resultado, que método pavoroso.
Lanús 1×1 Flamengo
15 de fevereiro de 2012 – Taça Libertadores da América
Estádio La Fortaleza Ciudadde Lanús-Néstor Díaz Pérez – Lanús
Árbitro: RobertoSilvera
Flamengo: Felipe,Léo Moura, Welinton, David Braz e Júnior César; Aírton (Botinelli), Maldonado,Willians e Renato Abreu (Luiz Antonio); Ronaldinho e Deivid (Negueba)
Técnico: Joel Santana
Lanús: Marchesín, Araujo, Goltz, Braghieri (Isquierdoz) eLuciano Balbi; Mauricio Pereyra (César Carranza), Matías Fritzler, EduardoLedesma, Juan Neira e Diego Valeri; Mariano Pavone
Técnico: Gabriel Schurrer
Gols: Léo Moura aos 45 do 1º tempo; César Carranza aos 29 do2º tempo.

Que os granates estejam certos

O Lanús não é um time qualquer. O excelente artigo de JozaNovalis no Futebol Portenho bem o demonstra, e não sei se Joel conhece algo doque está no texto. No final da semana passada assisti à goleada dos granates sobre o San Lorenzo e aliestavam os meias que municiam atacantes velozes. Frio na espinha ao imaginarWelinton saindo para o combate em uma ensandecida e cantante La Fortaleza.
O Flamengo não sabe quem é o Lanús e será apresentado aorolar da bola.
Eles sabem quem somos nós. Schurrer mandou um observador aoEngenhão no jogo contra o Potosí e havia espiões no treino de hoje. Além disso,o volante el Polaco Matías Fritzler trata o Flamengo como nós gostaríamos queo próprio Flamengo se tratasse: “O Flamengo é o maior time do Brasil e tem a maior torcida do mundo”.
Eis o fato: o Lanús se preparou para enfrentar o Flamengocomo se estivéssemos no auge, como se R10 ainda fosse o assombro do Camp Nou,como se houvéssemos nos preparado para a Libertadores como deve se preparar umtime da grandeza do Flamengo.
O Lanús espera amanhã um Flamengo à altura da históriarubro-negra.
Queira São Judas Tadeu que eles estejam certos.

Fla 2×0 Nova Iguaçu: melhorou

Melhorou. Não foi nada de outro mundo, o caminho é longoaté se tornar um time organizado e compacto, mas jogador com dois atacantes fezum bem danado ao Flamengo. Ronaldinho jogou ali onde se pensa o jogo e amarcação se deslocou atrás dele, abrindo espaços para Love e Deivid. Setivéssemos um lateral esquerdo funcional, teria dado jogo. O problema é que nadireita, onde o lateral é funcional, não há meia. Na esquerda, onde há meia,não há lateral. Mas a bola ficou mais na frente e por isso digo: melhorou.
Com Love, é possível cogitar um time. Acompanhem.
Felipe. De goleiro estamos bem servidos. Não é uma releiturade Yashin, um Dasaev negro, um Zoff aprimorado, mas é um ótimo goleiro. Acimada média.
Os laterais. Léo Moura já passou do auge? Azar, não temcoisa muito melhor no mercado. Até fiquei esperançoso com as atuações diante doPotosí. Ele não manteve o nível depois, é verdade, mas ainda pode render.Júnior César é fraco, quase uma piada de português: nos desfizemos de JuanMarrentinho porque ele nos irritava e aí contratamos o jogador que seriareserva dele no São Paulo. É um demérito do elenco, três laterais pela esquerdaque não valem por um.
A zaga. González, de qualquer maneira. A dúvida é melhor doque a certeza de que Welinton, Gustavo e David Braz são pavorosos. E eucolocaria ao lado de González o Airton. É, o Airton. Tem estatura eenvergadura, está sobrando volante e o Airton é o que mais tem atributos dezagueiro.
Dois volantes. Dois, Joel, só dois. Williams porque saberoubar a bola e Muralha porque sabe passar.
Dois meias. Bottinelli pela direita chamando Léo Moura,Ronaldinho pela esquerda para municiar os avantes.
Vágner Love, flutuando, e Deivid na referência. 
Deu. Felipe, Léo Moura, González, Airton e Júnior César;Willians, Muralha, Bottinelli e Ronaldinho; Love e Deivid. Eu iria assim.
Claro que é impossível, qualquer Flamengo passa peloinexplicável e interminável Renato Abreu e me recuso a pensar uma escalação comele.
Que fique a ideia. É simples. É um 4-4-2 honesto.Jogando assim, mesmo que 3 dos 4 do meio tenham sido volantes, vencemos o NovaIguaçu sem sustos. Como eu disse, melhorou.
Flamengo 2×0 Nova Iguaçu
12 de fevereiro de 2012 – Taça Guanabara
Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo – Macaé
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Flamengo: Felipe, Léo Moura, Wellinton, David Braz e JúniorCésar; Willians, Luiz Antônio (Maldonado), Renato Abreu e Ronaldinho Gaúcho;Vágner Love (Negueba) e Deivid (Bottinelli)
Técnico:
Joel Santana
Nova Iguaçu: Jefferson, Marcelinho, Naylhor, Vagner Eugenio eChiquinho (Uallace); Filipe Alves, Amaral, Mossoró (Otávio) e Dieguinho; Zambie Leandrão (Jones)
Técnico:
Leonardo Condé
Gols: Deivid aos 13 do 1º tempo; Renato Abreu (falta) aos 14do 2º tempo.

Lembranças eternas de um jogo mixuruca

Acompanho o Flamengo emestádios desde 1981. Sendo de uma família de rubro-negros fanáticos, sempretinha um parente para me levar ao Maracanã. Graças a isso, vi incontáveispartidas no maior do mundo, como a final da Libertadores contra o Cobreloa, a goleada no Corinthians em 1983, a caçada de Marajás do Bujica em 1989, a final do Brasileiro de 1992… Mas até a data de ontem, ou seja, 30 anos acompanhandomeu time de perto, só havia conhecido 4 estádios: Maracanã, Gávea, Rua Bariri eEngenhão. Nunca em todos esses anos nessa industria vital (como diria o desenho do Pica-Pau) viajei para ver meu time jogar fora da cidade do Rio de Janeiro.Para muitos um pecado. Para outros, desleixo. Para mim era falta de tempo,grana e até mesmo coragem (morro de medo de confusão e sempre ouvia históriasde baderna nas estradas).

Há alguns meses já estavapensando seriamente em parar de frescura e encarar um jogo fora. Sábado à tarde,estava eu curtindo um bloco de carnaval, quando recebo uma mensagem no celularda minha companheira de blog Marcellinha. Uma mensagem singela: “Caraaaaalho, ganhei quatro convites do BrahmaFla para ver o jogo em Macaé! Não poderei ir. Você quer?”. Acho que por causa do efeito do sangue que corre na minha corrente etílica, aceitei de primeira. Chegando em casa é que fui ver a encrenca em que havia me metido. Agora não poderia amarelar. Era hora de quebrar tabus.

Conforme combinado, cheguei para buscar os ingressos em Botafogo. Para minha surpresa, as entradas nãoestavam lá. Não havia nenhuma notificação que a Marcella havia ganhado apromoção. Pronto, acabou a aventura. Avisei a minha amiga barraqueira que,assim que soube, mobilizou o Twitter com gritos histéricos e palavras derevolta contra @BrahmaFla. Fiquei esperando das 11 às 13 horas. Não estavafazendo muita questão, mas tinhas meus companheiros de viagem que iriam mematar, pois havia prometido as entradas para a estréia do Love. Mas aí surgiu o Guilherme, que não sei se pelos ecos do Twitter em polvorosa, apareceu com osingressos e, enfim, podíamos encarar a estrada. Lanchamos rapidamente e partimos rumo a Macaé.

No carro, cincoflamenguistas iam relembrando jogos inesquecíveis e fazendo previsões para2012. Surpreso e cansado, descobri que Macaé era longe, mas enfim quandofaltavam mais ou menos 40 minutos para o início do jogo, chegamos ao Moacyrzão.O Estádio é pequeno, mas muito aconchegante. Dentro dele, guloseimas que não sevê no Maraca e nem no Engenhão. Sacolé de frutas (que naquele sol escaldante desceu redondo), deliciosos salgados recheados de gordura saturada (realmenteestava gostoso) e aquele refrigerante gelado. Tudo com preços bem em conta.

Assim como era no velho Maracanã, como é bom um ver o jogo em uma arquibancada de cimento! As pessoas deslocam-semelhor e caso queiram ficar em pé, não sofrem lesões de tornozelo ou hematomascausadas por barras de ferro, como no Engenhão. A proximidade do gramado com aarquibancada foi algo que também me encantou. Nunca xinguei o Léo Moura tão deperto, mas nem foi tão alto, pois ontem o nosso lateral jogou bem, além de que o sol na minhacara me incomodou demais.

Bola rolando e a torcida seempolgava a cada toque de bola do estreante Vagner Love. O jogo foi transcorrendo de maneira aprazível e sem sustos. Ao fim do primeiro tempo já estávamos vencendo com o gol do Deivid (ou podemos chamá-lo de Seu Barriga,pois não recebe há 14 meses). No segundo tempo, veio a bomba de Renato quequase não consegui filmar direito. 




Fim de jogo, vencemos e todos saíram satisfeitosdo estádio, principalmente eu, eufórico pela primeira experiência off Rio. Agoraera curtir a volta com meus companheiros de viagem Nayra, Pedro, Andrezinho e Beni. Resumo da viagem: saí às10 horas da manhã de casa e cheguei as 23:30. Tudo isso para assistir um jogode futebol.

Esse confronto contra o Nova Iguaçu, que certamente sumiria da minha memória em algumas semanas se fosse realizado no Engenhão, tornou-se inesquecível. Pode parecer estranho para boaparte da torcida, principalmente para quem já viajou o mundo acompanhando o Flamengo. Talvez achem boba essa história, pois Macaé é logo ali, mas temcoisas que a lógica não explica. O Flamengo tem esse poder em nossas vidas.Transformar pequenos acontecimentos em verdadeiras epopéias que ficam eternizadas.Fui dormir feliz e sonhando com outra oportunidade de viajar para ver meu timede coração.
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Obrigado à generosidade da minha amiga Marcellinha que viabilizou o meu sonho!
Desculpem, mas quis compartilhar essa historinha com vocês. 

Vestiu rubro-negro não tem pra ninguém: Alexandre Tavares

O blog Acima de Tudo Rubro Negro é um veículo criado para celebrar o Clube de Regatas do Flamengo. Além da análise dos jogos e do cotidiano do clube, resgatamos fatos históricos através de textos, fotos e vídeos. Um de nossos objetivos é dar voz a todos os rubro-negros que são famosos por suas atividades profissionais, para que falem de sua paixão pelo clube. Acreditamos que a relação de amor dos torcedores com o Flamengo é um dos maiores patrimônios da Nação Rubro-Negra e todas as histórias merecem ser conhecidas.

Locutor, apresentador das manhãs da Rádio JB FM do Rio de Janeiro. Voz comercial dos canais Globosat. Mestre de cerimônias, humorista do programa esportivo Pop  Bola (http://www.popbola.com.br) e pai da Tainá, Alexandre Tavares é rubro-negro de corpo e alma! Sem meias palavras, ele é objetivo quando o assunto é o Flamengo e respondeu as perguntas de Marcellinha.  Twitter: @TavaresFlamengo

Ø  Marcellinha:  Qual a sua lembrança mais antiga do Flamengo?

Tavares: O primeiro Manto Sagrado que ganhei do meu padrinho quando tinha uns 8 anos, que me fez despertar esse amor pelo Mengão!!

Ø  Marcellinha:  Como é sua vida de torcedor? Ainda vai ao estádio?

Tavares: Agora tá meio difícil! Vou, mas só nos jogos imprescindíveis, como sou locutor da JB as 06 da matina, não dá pra ir nos jogos de meio de semana por causa da hora. Nos finais de semana vou mais nos jogos de sábado porquê no domingo tenho que escrever a coluna pro Jornal Extra logo após o jogo.

Ø  Marcellinha: Qual seu freguês preferido no Rio, e por que?

Tavares: O Vasco deixou de ser rival e virou o melhor freguês

Ø  Marcellinha: Como vê o momento atual do clube? Acredita ser factível mudanças?

Tavares:  Acredito sempre que as coisas podem melhorar! O momento político do Flamengo é complicado, mas acho que a Patrícia acertou em demitir o Luxa, acabou dando “sorte” em perder o Thiago Neves, contratou bem o Gonzales e trouxe de volta o Love! Joel é malandro e vai chamar os líderes do grupo pra fechar com ele! 
  
Bate Bola:
Ídolo: Zico é incontestável, mas eu tive o prazer de ver Leandro jogar muito na lateral do Mengão, pra mim foi o maior de todos!
Jogo inesquecível: Fla 3×0 Liverpool
Título favorito: Pela importância, o Mundial de Clubes! Pela emoção, o tri em cima do Vasco com o gol do Pet
Ser Flamengo é… Orgulho!
Cella
#NadaImportaSemOFlamengo
Acima de Tudo Rubro Negro