Como manda a tradição

Em confrontos entre times brasileiros e bolivianos uma coisa é certa: se o jogo não é na altitude, o sacode é garantido. Portanto, vamos parar de frescura e medinho de índio e continuar no rumo da história.
Atropela Mengão! Assim como fez o time comandado pelo Galinho em 1983, a hora é de botar cada um no seu quadrado e, para não perder o costume, encher a bagagem deles de gols.

Flamengo 7 x 1 Blooming

22 de Abril de 1983 – Taça Libertadores da América
Estádio do Maracanã
Público: 13.658 pagantes
Árbitro: Elias Jacomes Guerreiro
Flamengo: Raul, Cocada, Marinho, Mozer, Júnior, Vitor (Elder), Adilio (Gilmar), Zico, Robertinho, Baltazar e Edson.Técnico: Carlos Alberto Torres
Blooming: Terrazas, Herrera, Gallardo, Castillo, Vaca, Villalon, Melgar (Roli), Taborda, Revelis (Davi Paniaga), Sánchez, Rojas. Técnico: Raul Piño
Gols: Sánchez 29s e Robertinho 5 e 25 do 1º tempo; Elder 20, Zico 25, Baltazar 35, Zico 39 e 42 do 2º tempo.

Quantidade e qualidade: Macaé 0×0 Flamengo

Umdia depois da rocambolesca apresentação de Vágner Love, o Flamengo foi a Macaécom o time, vamos dizer, alternativo para enfrentar os donos da casa. ComBottinelli e Camacho jogando bem menos do que na estreia contra o Bonsucesso, abola não chegou ao ataque no primeiro tempo. A entrada de Muralha no lugar deLuiz Antônio, nitidamente cansado, melhorou um pouco a movimentação ofensiva naetapa final. Com a bola rolando, as duas melhores chances foram de Camacho, queperdeu sozinho na cara do gol, e de Jael, que foi prensado na hora da virada.Bottinelli quase se redimiu da má partida no final, quando mandou uma falta noângulo esquerdo, bem defendida por Luís Henrique.
OMacaé esteve mais perto do gol. Um chute de Pipico de fora da área explodiu notravessão e em várias oportunidades Paulo Victor se virou para evitar aderrota. Assim como aconteceu com o time principal na última partida, o goleirofoi o melhor jogador rubro-negro em campo.
Oempate não chega a ser um problema. Provavelmente o Flamengo estará nassemifinais da Taça Guanabara, e mesmo que não chegue lá, espero que tenha umaLibertadores para se dedicar. O que me preocupa é a evidência de que não temosum bom elenco e desde o ano passado sofremos com peças de reposição. Masdiretoria e comissão técnica parecem estar preocupados com outras coisas quenão a formação de um time.
Para quem ficou empolgado com os 4×0 contra o Bonsucesso, e chegou a pedir o time alternativo no lugar dos titulares, fica a lição. Com a quantidade que temos, podemos fazer dois times. Com a qualidade, está difícil montar um.

Macaé0×0 Flamengo
28de janeiro de 2012 – Taça Guanabara
EstádioCláudio Moacyr de Azevedo – Macaé
Árbitro:Antônio Schneider
Cartãovermelho: André Gomes
Flamengo:Paulo Victor, João Felipe (João Vitor), Marllon, Gustavo e Magal; Maldonado, LuizAntônio (Muralha), Camacho e Bottinelli; Negueba e Jael (Lucas). Técnico:Antônio Lopes Júnior
Macaé:Luís Henrique, Edson, Ramon, Douglas Assis e Gérson (Valdir); Gedeil, Wagner,André Gomes e Wallacer; Pipico (Thiago Santos) e Alexandro (Charles Chad). TécnicoToninho Andrade

Ferimentos leves: a derrota em Potosí

Mauricio Neves de Jesus

Curioso esse jogo a quatro mil metros acima do mar. Poderíamos ter conseguido um resultado melhor, com um pouco mais de capricho nos passes de aproximação em geral e especificamente na desgarrada de Negueba, que ao invés de servir a Bottinelli deu uma raquetada que fez a bola se perder. Mas também poderia ter sido muito, muito pior. As defesas de Felipe e os erros de conclusão do pavoroso Real Potosí indicam que eles estiveram sempre mais próximos de qualificar a vantagem do que nós do empate.

Sim, a bola corre demais e adultera o jogo.  Mas algumas duras verdades nem o ar rarefeito consegue esconder. Uma, Gonzalez fora, não temos nenhum zagueiro decente. Duas, jogar com quatro volantes é para time pequeno. Três, Willians precisa curar seu TOC de perder a bola e recuperá-la para perder de novo. Pitbull? Parece mais um cachorro correndo atrás do próprio rabo. E quatro, a verdade que se confunde com um mistério: qual a função de Renato Abreu? Ontem, na transmissão da Globo, até Júnior se impacientou. Perdoem: não é “até Júnior”, é principalmente Júnior, que jogou naquela posição como ninguém.

A proposta de encurtar o jogo, aproximando os jogadores em triângulos, foi uma ótima ideia. O problema é que dois vértices eram sempre Renato Abreu e Willians e coitado do terceiro vértice. Piorou no segundo tempo, quando o ar faltou de vez e os triângulos se transformaram em formas geométricas indefinidas.

Os pontos positivos foram o gol, Luiz Antônio, Ronaldinho e a destemida magnética. O gol porque muito bem construído e é qualificado para o desempate. Luiz Antônio porque voltou com a mesma desenvoltura. Ronaldinho porque esteve ligado o tempo todo e não jogou mais porque não havia bola nem parceria. E a magnética fazendo história no fim do mundo, o velho Moraes como um elo de ligação entre o Flamengo campeão mundial e garotos que sequer viram Zico jogar, representando quarenta milhões de fiéis.

Perdemos, mas são ferimentos leves. Jogando com seriedade, venceremos no Engenhão. E aí é bom repensar a quantidade de volantes, a vitaliciedade de Renato Abreu e encaixar Gonzalez e Vágner Love. Dá até para sonhar com um time. (fotos: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

Real Potosí 2×1 Flamengo
25 de janeiro de 2012 – Taça Libertadores da América
Estádio Victor Agustín Ugarte – Potosí
Árbitro: Liber Prudente
Flamengo: Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz e Junior Cesar; Airton (Bottinelli), Luiz Antônio, Willians (Camacho) e Renato Abreu; Ronaldinho Gaúcho e Deivid (Negueba). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Real Potosí: Henry Lapczyk, Rony Jiménez, Claudio Centurión, Alberto Alarcón e Rosauro Rivero; Roly Sejas, Eduardo Ortiz, José Michelena (Nicolas Tudor) e Victor Hugo Angola (Mario Ovando); Sebastian Pol e Edgardo Brittes (Pastor Torres). Técnico: Victor Zwenger
Gols: Luiz Antônio aos 28 e Claudio Centurión aos 31 do 1º tempo; Edgardo Brittes aos 12 do 2º tempo.

As coisas já foram piores para nós

No dia 26 de janeiro de 2005, o Flamengo voltava a campo para a sua segunda partida no Estadual daquele ano. Após um vexame histórico na estreia, uma derrota de 3 a 0 para o Olaria em pleno Maracanã, o time superou as deficiências técnicas de seus jogadores e, de forma sofrível, superou o Madureira. Destaque para o ataque dos sonhos: Marcos Denner e Dimba.

Madureira 0×1 Flamengo
26 de janeiro de 2005 – Campeonato Carioca
Estádio Aniceto Moscoso, no Rio de Janeiro
Árbitro: Guttemberg de Paula
Madureira: Cléber; Wilson (Boiadeiro), Paulo César, Léo Fortunato e Victor Boleta; Dé, Marquinhos, Marcelo e Valdomiro (Maicon); Josafá (Túlio) e Sorato. Técnico: Gaúcho
Flamengo: Diego; Fábio, Júnior Baiano, Fabiano e André Santos; Da Silva, Jônatas, Adrianinho (Márcio Guerreiro) e Zinho (Júnior); Marcos Denner e Dimba (Bruno). Técnico: Júlio César Leal
Gol: Marcos Denner, aos 11min do primeiro tempo

♪ Vai começar a festa ♫

Alegria, Alegria!

Dia de felicidade e empolgação! Mengão em seu primeiro jogo da Libertadores e estréia do Acima de Tudo Rubro Negro!

Não consigo conter minha alegria e meu sorriso debochado! Mas pensam que foi fácil chegar até aqui? Não chegamos a um acordo tão facilmente! E criar este blog foi uma novela!
Com sabedoria, parceria e amor ao Flamengo conseguimos conciliar o que cada um tinha de melhor para formarmos o nosso time! Temos o mesmo objetivo, e a mesma paixão!
Acreditamos no potencial de cada um, que jogando na posição correta, vai dar samba!
Quisera eu que o FLAMENGO fosse meu blog… Formado por pessoas que aqui estão pelo amor ao manto!
Porém em meio a “Crises”, “novelas”, ou seja lá que nome atribuírem, estamos em dia de estréia, e meus jogadores estão lá no alto, pra enfrentar o Real Potosi, na raça! E meu papel de torcedora e integrante da maior nação do mundo é apoiar, e impulsionar meu time! Temos representantes Rubro Negros por lá, e aproveitando que o jogo será nas alturas, convoquei por email São Judas Tadeu. Que poderá assistir ao espetáculo da varanda do céu!
Não estou me eximindo do papel de cobrar e exigir do meu clube mais transparência, mais atitude, e mudanças para um Flamengo melhor! Mas as insatisfações não podem dar lugar ao distanciamento e a falta de apoio.
É factível mudanças, mas isso depende de todo um trabalho de quem está na gestão. Vivemos hoje inversão de papeis na diretoria. Se cada um se limitasse a executar bem sua função, no final teríamos uma direção forte. Mas é preciso resgatar valores!
Paralelo a isso, temos o Carioca acontecendo, e uma estréia importante. Ano de Libertadores. E eu acredito na minha equipe. Com garra, determinação e com o décimo segundo jogador em campo, somos capazes de mudar esse rótulo de novela mexicana que não nos cai bem. Somos a Nação que apóia, que chega junto, e que na alegria ou na tristeza não abandona o barco!
Vamos vestir o manto e mostrar mais uma vez que a torcida Rubro Negra é a nação que faz a terra girar! Sempre fazendo a diferença!
Sejam Bem vindos! O blog é para você, torcedor, corneta, foca, Amélia, tem para todo gosto!
E muitas novidades vêm por aí!

Cella

@MarcellinhaRJ
#NadaImportaSemOFlamengo

 
Visite noso Blog, deixe seu comentário em qualquer um post até o dia 30/01, diga o que achou do blog no Twitter, acompanhado da TAG #BlogAcimaDeTudoRubroNegro e concorra a um livro: 1981 – o Primeiro ano do resto de nossas vidas – de Mauricio Neves.

Os últimos também foram os primeiros



Há exatos 28 anos, no dia 23 de janeiro de 1983, o Flamengoestreava no Campeonato Brasileiro. A equipe do Santos foi a primeira (tambémseria a última) vítima desse esquadrão. Contando com a estreia do”cobiçado” Artilheiro de Deus, a equipe rubro-negra não encontrouresistência para impor seu domínio e encher de expectativas a  sua imensatorcida. Zico e Baltazar foram os autores dos gols do primeiro triunfo daqueletemporada.
A epopéia do Tri Campeonato Brasileiro estava só começando.





Flamengo 2×0 Santos

23 de janeiro de 1983 – Campeonato Brasileiro
Estádio do Maracanã – Rio de Janeiro
Público: 68.169 pagantes
Árbitro: Tito Rodrigues
Flamengo: Raul, Leandro, Figueiredo, Marinho e Júnior; Vitor (Edson), Andrade,Zico; Robertinho, Baltazar e Lico. Técnico: Carpegiani
Santos: Ademir Maria, Toninho Oliveira, Joãozinho, Márcio Rossini e Gilberto;Toninho Vieira (Sérgio), Dema, Paulo Isidoro e Pita; Serginho e Camargo.Técnico: Formiga
Gols: Baltazar aos 13 do 1º tempo; Zico aos 26 do 2º tempo.

Boa, urubuzinhos

Para um time que treinou pouco junto, é curioso que o maiormérito da vitória tranquila na estreia da Taça Guanabara seja coletivo. Setoresbem próximos, boa recomposição e saída de bola rápida impediram o Bonsucesso deser a zebra que, aqui e ali, se anunciava. Poderia ter sido até mais fácil, seWagner Nascimento houvesse marcado o pênalti em Bottinelli.
O único susto da noite foi quando Frauches deu uma deWelinton e deixou Adriano Magrão de frente pro crime. O chute saiu torto, mas afalha desestabilizou um pouco o time que só retomou o pleno controle quandoCamacho tomou uma bola de Gomes e tocou para Bottinelli dominar mal e mesmoassim servir a Jael, que empurrou para o gol vazio.
Pouco depois, Jael dominou uma bola tocada por Lucas quepedia o prosseguimento com Magal pela esquerda. Porém, o que é a desgraça deJael também é o que às vezes lhe redime. Trata-se um jogador mediano comauto-estima de super craque. Ele soltou a bomba que desviou em Gomes (valeu,parceiro) e matou o goleiro Saulo.
Jael: ele corre mais rápido do que pensa, mas faz suas graças

O segundo tempo valeu porque o time não deixou o Bonsucessoesboçar nenhuma reação e não se retrancou. Camacho já ia sair quando recebeu umpasse e chutou seco de fora da área, 3×0. Sim, Camacho foi bem, mas a roubadado primeiro gol e a autoria do terceiro deixam a sensação de que jogou umpartidaço. Muita calma nessa hora: uma boa partida, mais do que eu esperava,mas por enquanto é isso.
O quarto gol foi o mais legal de todos. Primeiro porqueMagal ganhou bem a linda de fundo e olhou para a área antes de tocar (captou,Junior César?). E lá na área estava o Adryan, que saiu da marcação e apontou para o lugar onde queria a bola.Magal viu, tocou e Adryan esculachou com um toque de craque, primeiro gol delecomo profissional.
Parágrafo para Adryan: garoto, você sabe jogar. Não caia natentação da marra, de achar que já é um super craque, que não precisa maistreinar e suar e ralar muito. Torço para que as armadilhas que engoliram outrosbons garotos não o alcancem, mas pela bolinha diminuta que você jogou desde quevoltou do Mundial Sub-17, tenho receio. Não seja mais um  dos mezengas.
Valeu pela vitória. Bottinelli ganhou mais ritmo, seráimportante na Bolívia. Os garotos ganharam confiança. Jael é artilheiro da TaçaGuanabara, vejam vocês. E por mim iríamos com o time de aspirantes até o finaldo estadual, porque ganhar com o time principal já não tem muita graça.
Flamengo 4×0 Bonsucesso
21 de janeiro de 2012 – Taça Guanabara
Estádio do Engenhão – Rio de Janeiro
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Flamengo: Paulo Victor, João Felipe (Digão), Marllon, Frauches e Magal; Maldonado, João Vitor, Camacho (Adryan) e Bottinelli; Lucas (Thomás) e Jael. Técnico: Antônio Lopes Júnior
Bonsucesso: Saulo, Eduardo Ratinho (Felipe) (Dráuzio), Admilton, Gomes e Diego; Bruno Ferreira, Márcio Guerreiro, Marco Goiano (Jeferson) e Palermo; Diogo e Adriano Magrão. Técnico: Wilson Gotardo
Gols: Jael aos 27 e aos 30 do 1º tempo; Camacho aos 27 e Adryan aos 43 do 2º tempo.

¡cómo me alegras la vida!

Lá vai oFlamengo, dividido em dois: um nas alturas dos morros bolivianos, em busca defôlego para encarar o Potosí próximo ao céu; outro no Carioquinha com garotos embusca de um lugar ao sol. Para nós é uma coisa só, chamada Flamengo, em buscade uma coisa só: a paz perdida.
Ontem tevejogo-treino no estádio Patria, em Sucre, contra o Universitario – La U para osbolivianos. Uma multidão foi ao estádio para comprovar o que todos sabemos: o Flamengopoderia fazer fortuna explorando R10 e não consegue nem os trocados que seganha estampado a camisa. Vinte e cinco mil pessoas pagaram como ingresso umquilo de alimento não perecível em benefício do Hogar de Niños Tata San Juan deDios.
R10 e el Patria lotado para o treino em Sucre: quanto vale um astro?
Em campo,aconteceu o esperado: o Flamengo perdido em seus passos incertos e sem tempo debola viu um adversário limitado levar perigo. Experiência inédita para todosnós, foi possível acompanhar os lances de um jogo-treino pela Rádio Encuentrode Sucre, cujo narrador empregava à transmissão um entusiasmo de final de Copado Mundo.
Impulsionadopelo ar que mal chegava aos pulmões rubro-negros, La U quase marcou com ErickMelgar, que chutou rente ao travessão. - ¡Un zapatazo que se perdió!, pirou onarrador. Depois, Marcelo Gomes, Luis Liendo e Boris Alfaro estiveram pormarcar, mas não passaram por Felipe. Nada que diminuísse a empolgação donarrador-torcedor: ¡Cómo me alegras la vida, La U! 
Findo oprimeiro tempo de 45 minutos, o Flamengo voltou modificado para etapa final de25 minutos, com Muralha e Negueba nos lugares de Airton e Deivid. Melhorou um tantoe Leonardo Moura serviu a bola para Renato Abreu fuzilar aos 9 minutos: Fla1x0. La U pressionou, ¡Madre de Dios!, dizia o narrador, e nada de gol. Acaboumesmo com o resultado que será uma benção se repetido contra o Potosí.
Daqui apouco, Flamengo x Bonsuça no Engenhão.

Universitario0x1 Flamengo
20 dejaneiro de 2012 – Jogo-treino
EstádioPatria – Sucre
Flamengo:Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz e Júnior César; Airton (Muralha),Willians, Luiz Antônio e Renato Abreu; Ronaldinho Gaúcho e Deivid (Negueba).Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Universitario:Marcelo Robledo, Oscar Añez, Marcos Barrera, Jefferson Lopes e Leonel Morales;Ronald Gallegos, Erick Melgar, Luis Liendo e Freddy Chispas; Marcelo Gomes e BorisAlfaro. Técnico: Eduardo Villegas
Gol: RenatoAbreu aos 9 do 2º tempo.