
Acho muito interessante o trabalho de levantar números, simular possíveis receitas, e todo o carnaval em torno do assunto consórcio maracanã. Mas nem é preciso de muita matemática para perceber o óbvio: o contrato fechado pelos flores é totalmente absurdo e descabido. Não obstante para quem é, tá muito bom. É um clube que se diz: “elite carioca”, que sequer cogita a possibilidade da construção de estádio próprio…e por isso prefere se ver refém da exploradora parceria sangue suga! Diferente do Rubro Negro que não cedeu às exigências paradoxais do consórcio modinha.
Apesar de ser carioca, e toda aquela história de nossa casa, o maraca é nosso, e tudo isso que sempre cantamos, porque não há torcida no mundo que faça a festa no maraca melhor que a magnética, a verdade é que seria no mínimo contraditório aceitar tais condições, diante do discurso de precisar de dinheiro para o clube. Parabéns aos envolvidos, e ponto pra torcida. Se não mostrarmos o nosso tamanho e a nossa força, permaneceremos no marasmo, e conquistas como estas não serão factíveis. Definitivamente não há vida no maraca sem o fervor Rubro Negro. Somos a corrente sanguínea que faz aquele estádio ter vida. Somos parte integrante daquela construção, possuímos uma história que nenhum outro time no Rio de Janeiro terá com o Maracanã… e isso, consórcio nenhum pode nos tirar. O Maracanã “é nosso” por direito adquirido. O Maracanã “é nosso” porque sem nós ele não sobrevive. O Maracanã “é nosso” porque o Flamengo pulsa, vibra, dá vida…sem nós, o que é o Maracanã?
E isso tudo faz com que eu esqueça meu objetivo principal? JAMAIS! Continuo querendo a MINHA casa, o meu espaço, o meu teto! Para que de uma vez por todas não sejamos reféns de consórcio nenhum, Brasil a fora. Quero ter a minha casa, porque um clube com a história do Flamengo, já passou do tempo de ser independente e produzir renda 100% Rubro Negra.
Que estes 6 meses sejam de festa! Que possamos entrar lá e lotar, mostrando quem é a maior torcida do mundo e do que somos capazes! Tá aí um grande exemplo de resgate de valores, que a atual diretoria está nos proporcionando! Unidos somos mais fortes!
“…o maraca é NOSSO…vai começar a festa!!!”
Vai pra cima deles mengo! #NadaImportaSemOFlamengo
Marcella Miranda – @MarcellinhaRJ
Comparação entre o contrato do Flamengo e o do Fluminense
O Flamengo receberá mais R$ 11,6 milhões, só em bilheteria, por não ter assinado contrato nas condições aceitas pelo Fluminense. O Flamengo será responsável por 70% da Renda gerada pela dupla Fla-Flu e tem que fazer valer a sua força. O contrato assinado por 6 meses com o consórcio é MUITO melhor do que o assinado pelo Fluminense, mas os números mostram que pode melhorar. O consórcio ainda tem gordura para queimar. A única coisa que fica evidente é que o contrato assinado pelo Fluminense foi muito ruim. Bola dentro da nova diretoria que não se afobou e assinou um contrato teste antes de assinar o definitivo. Leia aqui toda a análise.
Consórcio 13 x 3 Fluminense, uma parceria CARACU
Na última quarta-feira, o Fluminense convocou a imprensa para anunciar a assinatura de um contrato de 35 anos com o consórcio Maracanã S.A. Os blogs Sou Fla e o Acima De Tudo Rubro-Negro levantaram os dados divulgados, para fazer uma análise sobre os valores envolvidos no contrato e estimar quanto cada um estaria levando. Enquanto o consórcio ficaria com 79% da renda líquida, o Fluminense ficaria com 21%, número muito diferente do que vem circulando na imprensa, que seria de 56%. O consórcio arrecadaria R$ 13 milhões, enquanto o Fluminense arrecadaria R$ 3 milhões. Leia a análise completa aqui.
CRF abre as portas!
Em uma manhã muito agradável, eis que o CRF abre as portas para um grupo de formadores de opinião nas redes sociais. Pessoas, que vem atuando num novo modelo de transmitir informação, e que tem ganhado mais espaço e credibilidade do que a imprensa convencional. A oportunidade de estar diante do mandatário Rubro Negro, ao mesmo tempo que foi descontraído, colocou sob responsabilidade daqueles que ali estavam a missão de representar a voz de 40 milhões. Que igualmente tem o direito de emitir suas opiniões e sugestões. O tempo foi curto para falarmos de Flamengo, isso era papo que poderia durar tranquilamente um dia inteiro. E ainda faltaria tempo!
Dentre os temas abordados, falamos sobre a situação Rubro Negra e os estádios. O Presidente foi questionado sobre a possibilidade de construímos nosso próprio estádio. Ele foi muito transparente, falando sobre as dividas existentes na instituição, e que é o hoje o foco principal para construirmos um clube sólido. E que este tema é pauta principal dentro do clube, que assim como a torcida, também entende que o Flamengo precisa do seu próprio espaço. Por enquanto as negociações com o Maracanã precisam ser vantajosas, principalmente para o clube, já que somos a torcida de maior publico presente.
Falamos também que o fato de jogar em outros estádios é visto como uma oportunidade para torcedores de todo o Brasil, que estão tendo a chance de ver o Flamengo de perto. Sobre contratações, Bandeira foi muito ético e disse que de acordo com a realidade financeira atual, as contratações serão feitas, mas que não é possível dar nomes, sem que se tenha algo fechado. Postura elogiada por alguns presentes, já que não vivemos mais a era das especulações vazias e infundadas. E esta postura apenas reforça de que o torcedor deve aguardar o posicionamento do clube, que preza pela igualdade no direito de receber informações tanto imprensa, quanto torcedor.
Falamos também do trabalho que vem sendo realizado pela comunicação do clube, sobre a postura de jogadores em redes sociais, já que a postura do jogador remete diretamente a formação da identidade do clube. Existe todo um trabalho já sendo realizado, inclusive contratualmente com novos jogadores, e um trabalho para acertar com os jogadores que já são de casa.
Alguns pontos de melhorias sinalizadas sobre a página do clube (site) como por exemplo a divulgação sobre todos os esportes de todas as categorias. A importância de recebermos estas informações atualizadas pelo clube e não em sites paralelos. Queremos saber da vida do clube na sua totalidade. O clube se comprometeu em estudar a forma desta comunicação. Vamos acompanhar! E cobrar!
Assunto que não poderia passar batido, foi a postura da comunicação do clube com a torcida no programa de ST. Foi importante falar sobre o tema, apenas com o foco de que não poderia se repetir. Pois um dia antes do café, o Diretor de Marketing – Fred Luz – já tinha dado oficialmente um entrevista, se retratando e informando que foi um caso isolado.
Esta postura de ir a publico e pedir desculpas é o que faz a diferença. Pois sabemos que durante o percurso, erros são aceitáveis. Desde que reconhecidos e corrigidos. A torcida rubro Negra merece acima de tudo, respeito!
Se quisermos de fato uma gestão eficaz, é necessário construir confiança, e confiança só se constrói com uma comunicação adequada e transparência. Pergunto aos administradores: será mesmo que você já perguntou ao seu torcedor o que o faz confiar em você? E ao seu torcedor insatisfeito por que ele não confia mais em você?
São duas questões primordiais para entender como podemos fazer da torcida, parceiros potenciais.
O Presidente foi questionado sobre o contrato com a Adidas, e se o clube já havia se posicionado sobre o problema com a distribuição de materiais. E fomos esclarecidos de que o clube esteve com o presidente da adidas, que reconheceu as falhas e que estão trabalhando fortemente para atender a demanda Rubro Negra… eles não entenderam que não somos Top Five…somos TOP ONE!
Com o tempo corrido, muitos assuntos ficaram guardados para uma próxima oportunidade. E a conversa com sabor de queremos mais!
Para finalizar, perguntei se estava nas diretrizes do clube, o trabalho social de buscar e dar oportunidade à meninos de comunidades carentes, que hoje, não podem estar nas escolinhas. Foi usado como exemplo a história de Uri Geller e Adilio, que tiveram a oportunidade e tornaram-se ídolos, literalmente pulando os muros da gávea. Falamos sobre a importância de criarmos os nossos craques. E ficamos felizes com a resposta de que projetos como estes, estão sim dentro dos planos da nova gestão. E de que as peneiras, que dão estas oportunidades voltarão a ter prioridades.
Que este bate papo seja o primeiro de muitos outros, e que outros formadores de opiniões digitais, apaixonados pelo Flamengo assim como eu, possam levar suas propostas, e perguntas. Somos uma imensa nação, que por amor ao CRF difundimos diariamente nosso amor Rubro Negro!
Desejo que o Presidente tenha sempre o interesse de saber: se estivessem em meu lugar, o que fariam como presidente do CRF?
Saudações Rubro Negras / Nada Importa Sem O Flamengo
Marcella Mello – @MarcellinhaRJ
Reclamo porque estou vivo
Ontem não tinha intenção de ver a pelada do Flamengo. Mas acabei ficando acordado, apesar do péssimo horário e das 5 horas de diferença, para ver o jogo. Não resisti ao intervalo. Fui dormir. Acordei asustado por um pesadelo onde havia uma revolta social que aproveitavam para invadir minha casa, destruir tudo e me ameaçar. Muito real e assustador. A primeira coisa que fiz foi ler as notícias do Flamengo ainda na cama, no celular. Não imaginava que acordaria na zona de rebaixamento, com o técnico demitido e mais polêmica burbulhando na Fla-Twitter. Virei pro lado e resolvi voltar pro pesadelo.
Então veio a crise ao Flamengo. No roteiro um treinador demitido, o time dando vexame em campo, indisciplina de jogador e péssimas escolhas da diretoria. Mas a polêmica maior não vinha das cenas às quais, infelizmente, estamos acostumados nos últimos 3 anos e meio. Infelizmente vinha de uma mensagem reproduzida fora do campo.
[ TEM GENTE QUE SÓ RECLAMA, RECLAMA... NA HORA DE AJUDAR CADÊ? ]
Infelizmente esse modelo de comunicação agressivo e arrogante ignora muitas coisas. Primeiro ignora que o torcedor que leu essa mensagem pagou 60 reais para ver esse jogo. Provavelmente pagou mais 200 reais para ir de manto novo ao estádio. Portanto é provável que em uma semana ele tenha gasto com o Flamengo um valor superior ao que ele pagaria pelo plano mais barato do Nação Rubro-Negra.
Ao ver essa mensagem no placar de leds eu me lembrei imediatamente do filme “They Live” do John Carpenter. A diferença é que no caso do filme a mensagem era subliminar.
Esse discurso “reclame só depois de pagar o dízimo” ignora que quem já é sócio, sócio-torcedor e sócio-sócio-torcedor (valeu, por fazer as coisas simples, Flamengo) também pode se sentir atingido. É óbvio que ficar bravo e deixar de pagar suas quotas não resolve nada nem para o clube nem pra você. Mas é complicado ignorar os maus sentimentos que esse tipo de discurso geram nos corações mais apaixonados. Eu por exemplo, sou sócio Off-Rio, apesar de uma situação econômica. Pago sem disfrutar do clube, apenas pela possibilidade de quem sabe votar nas próximas eleições. Não fui incluído nos benefícios do sócio-torcedor. Ainda não fiz o sócio-torcedor porque estou esperando a possibilidade de pagar com cartão internacional. Também não vou poder usufruir dos benefícios do ST. Comprei um manto novo, com a maior dificuldade, porque a Adidas também não aceitava meu cartão. E fica parecendo que não posso reclamar. Que eu não tenho esse direito.
Jogar na cara do torcedor, pela segunda vez essa mensagem é criar um cisma na Nação Rubro-Negra. É separar em castas a torcida. Agora temos que nos separar entre os que pagam o dízimo e os que não?
Não basta a os castas dentro do programa de sócio-torcedor, com suas categorias separadas segundo o poder econômico? É um esquema que pode gerar desagradáveis distorções que não premiam ao trocedor fiel, mas ao torcedor que tem grana. Exemplo: o cara paga um ano inteiro do plano Raça (240 reais) que vai ao estádio em todos os jogos, mas em dezembro ele perde a prioridade de compra para um sócio-torcedor recém ingressado no plano Paixão. Até agora a final do NBB foi a única prova da real importância das prioridades de compra, portanto não sabemos muito bem como funciona esse sistema.
O pior é que ignora é que todos somos consumidores do Flamengo. Por acaso, se alguém ligar para o SAC da SKY para se queixar de alguma coisa ele escutará: não reclame, compre um plano mais caro?
JÁ DIZIA MCLUHAN: O MEIA (RENATO) É A MENSAGEM
Somos conscientes das melhoras com a atual diretoria. Devemos reconhecer a chegada de patrocínios, celebrar as CNDs e fazer uma grande festa por terem finalmente implementado um sistema fácil para se associar on-line, isso para citar apenas algumas melhoras. Também entendo os desafios e a importância da torcida nessa missão. Porém é claro que se as mensagens não são positivas fica muito mais difícil vender o Nação Rubro-Negra. Não se vende nada com palavras de rancor. Essa mensagem em si é uma reclamação, a diferença é que ela vem de cima para baixo. A mensagem deveria ser generosa, amigável, horizontal, estusiasta, clara, direta… Mas a melhor maneira de convencer os torcedores não è com palavras. É com ações e criatividade.
O que é a reclamação do torcedor? É um aviso que algo vai mal. Assim como acontece com nosso corpo, nem sempre ele vem de uma doença real. Somos passionais por natureza e isso é básico no negócio do futebol. Isso está até no livro “a bola não entra por acaso” que se supõe que é a bíblia dos nossos dirigentes. O que alguns parecem ter saltado é a parte na qual Ferran Soriano fala dos anseios dos “aficcionados culés”. Nossa reclamação é o feedback, imprescindível para o bom funcionamento da Nação Rubro-Negra. E nesse feedback os blogs e as redes sociais tem um papel muito importante. Principalmente os blogs, afinal o compromisso da Blogosfera Rubro-Negra é com a opinião. Nossa paixão está intimamente ligada ao nosso senso crítico. Eu diria que é quase Pathos 1 x 1 Krisis.
Não gosto da forma como está constituído o Nação Rubro-Negra. Sua separação por castas e seus benefícios opacos. Isso funcionou bem nos dois primeiros meses. Em uma análise que fiz no primeiro mês de programa eu estava otimista com as perspectivas do programa. Diferente do que eu pensei que podia acontecer com o começo do Brasileirão, o programa estancou. O que deixa em evidência que esgotamos as possibilidades do discurso de dízimo. É preciso ganhar. E queremos ganhar juntos.
Além disso, fazer projeções comparando com os planos do Inter e do Benfica é ridículo. Primeiro porque os dois clubes tem planos muito mais baratos. Depois porque os dois clubes tem estádio. A boa notícia é que com pouco mais de um décimo do número de sócios do Benfica nós já alcançamos metade da renda do sócio-torcedor dos portugueses. Portanto, o número de sócios talvez importe menos. Muito mais importante é saber explorar bem esse potencial enorme que temos.
Até pouco tempo metade dos sócio-torcedores estavam fora do Rio de Janeiro. O que talvez se explique pelo jogo Santos x Flamengo em Brasília, onde infelizmente os sócio-torcedores não tiveram nenhum benefício. Mas isso nos traz duas notícias. A primeira é que apesar de poder disfrutar muito menos do programa os rubro-negro Off-Rio aderiram em bom número. A outra é que a tendência é que o Flamengo cresca ainda mais quando finalmente jogar no Rio de Janeiro.
Porém, por quanto tempo se sustentará isso? Até quando o sócio-torcedor do Flamengo vai viver de vender o gol do Nunes em tóquio? Está claro que a contrapartida tem que vir já! E infelizmente aqui entra uma serie de fatores, como a ausência de um estádio no Rio de Janeiro, por exemplo. Se não sabemos onde vamos jogar, como o torcedor pode saber que terá seu benefício assegurado? Como lidar com os jogos como visitante, nos quais os benefícios não são aplicados e a renda gerada pela torcida rubro-negra off-Rio vai parar no bolso de algum cambista de colarinho branco?
QUAL É O PREÇO DO TEU DINHEIRO?
Convido a todos os torcedores a conhecer de cor os preços das principais ligas do futebol europeu. A talela, foi retirada dessa matéria do The Guardian sobre preços de ingressos de “season tickets”. É imprecindível que o torcedor brasileiro conheça o valor do seu dinheiro. O ingresso no Brasil já pode ser considerado o mais caro do mundo. E se não ficarmos espertos e nos sujeitarmos aos preços das novas arenas teremos no futebol um reflexo do que passa em outras áreas de nossa economia. Teremos preços abursurdamente ridículos de tão mais caros para um serviço infinitamente pior. É como pagar pela final da Champions e ter um tratamento da quinta divisão do Zimbábwe.
| Clube | FLAMENGO | BAYERN | Santos x Flamengo |
|---|---|---|---|
| Ingresso mais barato | 60 R$ | 37 R$ | 160 R$ |
| Ingresso mais caro | 80 R$ | 167 R$ | 400 R$ |
| Clube | FLAMENGO | BAYERN |
|---|---|---|
| Sócio-torcedor mais barato (por ano) | Raça: 480 R$ | Season Ticket 207 R$ |
| Principais vantagens | Desconto em ingressos e produtos | Todos os jogos da temporada de Copa/Liga/Champions no Alianz Arena |
| Sócio-torcedor mais caro (por ano) | Paixão+: 2388 R$ | Season Ticket 1669 R$ |
| Principais vantagens | Desconto em ingressos e produtos | Todos os jogos da temporada de Copa/Liga/Champions no Alianz Arena |
| País | BRasil | Alemanha |
|---|---|---|
| Renda média mensal | 2042 R$ | 6813 R$ |
Por que isso é possível? Com a palavra o presidente do Bayer, Uli Hoeness. Leia aqui a matéria inteira no Daily Mail.
“Poderíamos cobrar mais de 104 libras. Digamos que cobrássemos 300 libras. Teríamos 2 milhões de libras a mais de lucro. Mas o que são 2 milhões para nós? Numa negociação de jogador esse valor se discute em cinco minutos. Mas para o torcedor a diferença entre 104 e 300 libras é enorme. Não vamos os torcedores como vacas leiteiras. O futebol tem que ser para todos.
Qual é a consequência disso? O Bayern atualmente é o clube com marca mais valiosa, deixando para trás Manchester, Real Madrid e Barcelona. Além disso a Bundesliga, que possui preços mais baratos tem a marca de 22 clubes entre os 100 clubes com maiores médias de público do mundo. Os espanhóis do Real Madrid e Barcelona reconheceram que a arquibancada alemã fez a diferença na semi-final da Champions. Por outro lado o Borussia está numa cidade (Dortmund) com apenas 580 mil habitantes é o clube com melhor média de público. 80 mil pessoas por jogo. Alucinantes 100% de ocupação do estádio o ano inteiro. Repito, Dortmund tem 580 mil habitantes. Já o Rio de Janeiro, que tem pelo menos 730 mil domicílios na classe A e B segundo o censo de 2010, e já nos acostumamos a médias de público inferiores a 15 mil. Um dos motivos é que no Brasil, antes mesmo que se apliquem os exorbitantes preços das “novas arenas”, já tinha o ingresso mais caro do mundo, se levamos em conta a renda da população.

Protesto dos torcedores do Schalke 04 em partida da Europa League, na Espanha, contra o Athletic Bilbao. Ingresso a 90 euros = 1 euro por minuto. Futebol não é tele-sexo.
Agora, muito mais importante que a posição atual do Flamengo na tabela é a negociação pelo Maracanã. Um passo mal dado pode hipotecar o futuro do Flamengo por 35 anos. Felizmente as notícias nos revelam que a diretoria está negociando com louvável valentia até agora. Esperamos que siga assim, sem dar de presente ao consórcio o enorme lucro potencial da nossa torcida. Infelizmente o jogo é duro e involve muitos interesses e a conta pode ficar altíssima.
Eu vejo muitos muitos mais motivos para o Flamengo ter o estádio próprio do que se render ao Maracanalha.
Se não ficou claro eu repito são milhões e milhões de reais de motivos. E não por questão de gosto. Sou consciente que o Maracanã que conheci é passado e que o novo tem suas qualidades. É pela diferença enorme da receita que podemos gerar com um estádio próprio em comparação com outro onde somos apenas o conteúdo. Porém será preciso muta sabedoria para equacionar a ausência de um estádio, o programa de sócio-torcedor, o rendimento do time e a expectativa da torcida.
Convenhamos que essa difícil tarefa será mais leve se o clube jogar com a torcida e não contra ela. Motivos para reclamar, nós temos muitos. É preciso que nos dêem melhores motivos para nos associarmos ao Nação Rubro-Negra. Quando pedimos ajuda não podemos impor a maneira como vão nos ajudar. Nem se a ajuda vier de nossa própria mãe. Por isso, só posso dizer uma coisa para diretoria do Flamengo…
[ POR FAVOR, FLAMENGO! ME AJUDA A TE AJUDAR! ]
Saudações Rubro-Negras!
Gustavo Berocan
@rubrunegru
O Maraca 2013 é bem melhor que o de 2010.
Fui ver o amistoso entre Brasil e Inglaterra. Não por causa de Neymar, Lucas, Fred e companhia limitada. Queria mesmo era rever o Maracanã. Se o jogo fosse Bragantino x Goytacaz iria com o mesmo entusiasmo, afinal, foram tempos de agonia. Ficar sem ir ao Maracanã é torturante demais! Durante esses três anos de fechamento para obras, raros foram os dias em que não busquei notícias e fotos sobre o estádio. E a cada formato novo que ia surgindo, cada nova imagem pensava que o mesmo tinha ido pro beleléu. Assim como a maioria de fanáticos que conheceram o antigo Maraca, imaginava que a magia tinha acabado, que bom mesmo eram os tempos de cimentão da arquibancada…
Claro que se compararmos com o Maraca do século XX, muitos irão concordar que, apesar do pouco conforto, presenciar um jogo com mais de 100 mil pessoas era algo fantástico, mas se compararmos com o estádio que foi fechado em 2010, esse novo Maracanã é muito melhor.
Quando você olha o atual, facilmente reconhece como o Maracanã, ao contrário do que pudéssemos achar. Você visualiza a velha arquibancada que, principalmente na parte mais alta, está praticamente igual ao antigo formato, mas só que ela agora vai até a beirada do campo.
A capacidade continuou a mesma ou até aumentou um pouco, tendo em vista que não eram mais vendidos nem 70 mil ingressos nos últimos anos que ficou aberto. Outra melhora é que, um dos pontos fracos do antigo palco, a parte das cadeiras azuis que ficavam cobertas pela arquibancada (onde não se ouvia o som ambiente e nem se via uma bola chutada um pouco mais alta pelo goleiro) não existe mais. Agora todos compartilham o mesmo ambiente, não havendo mais pontos cegos.
Outros fatores que melhoraram foram o aumento de rampas de acesso, facilitando o escoamento da galera, os corredores que estão muito bem iluminados, além do número de bares e banheiros terem tido aumento satisfatórios. O telão passou o jogo com as imagens da Rede Globo, só que os replays não eram exibidos. Bem melhor que antes, já que a imagem que passava antigamente era só de uma câmera que ficava filmando das cabines de rádio, sem nenhuma variação de ângulo. Ontem, quando não víamos quem havia chutado a gol, logo após era dado um close no autor do lance. Achei bem bacana isso, pois imaginava que o telão seria de novo mal aproveitado. Outra coisa legal foi o fato de serem exibidos alguns episódios do Canal 100, no intervalo e antes do jogo. Nota 10 para quem teve a idéia.
As cadeiras são confortáveis, talvez incomodando só o fato de que ela se fecha quando você levanta. Torcedor que gosta de levantar a cada lance de perigo, corre risco de cair de bunda se não lembrar de baixar a cadeira. O espaço entre as fileiras é pequeno, dificultando a passagem de pessoas que queiram deixar seu lugar para ir ao bar ou banheiro (impossível passar se a pessoa que estiver sentada ao seu lado não levantar ou der uma encolhida na perna). Para quem gosta de assistir o jogo em pé, pode simplesmente não baixar as cadeiras. Mas pelo que conhecemos de nossos folgados torcedores, alem de baixar, ficarão de pé sobre elas. Torço realmente que isso não aconteça.
Mesmo a torcida de jogo de Seleção ser uma mistura de Show da Xuxa com voleibol do Maracanazinho, o pouco que se cantou no jogo foi bom demais para os ouvidos. Como é bom assistir a um jogo com clima de estádio! Porque Engenhão não é algo que possamos chamar de palco para futebol. Lá não se escuta nem a pessoa que está ao lado, quanto mais o canto da torcida. Fiquei perto da torcida inglesa e eles se comportaram lindamente com seus cantos e incentivos muito mais condizente às nossas torcidas de clubes. Por isso não vejo a hora de ver a Nação rubro-negra lotando a nossa casa e fazendo aquilo tudo tremer, afinal o Maraca é nosso, quem manda naquela porra é a torcida do Urubu e gostamos de cantar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro.
Galera, a nossa casa está foda!
Marcelo Espíndola - @flamuseu
Maracanalha ™
O Maracanã foi assassinado.
No lugar construíram o Maraca-não. O Maracanalha.
O Maracanalha é como os vampiros: não tem sombra.
O Maracanalha está na lista dos não-lugares, ao lado dos shoping centers, hipermercados e hotéis.
O Maracanalha é como os blocos de carnaval em Salvador.
Pretos e pobres foras, brancos e ricos dentro.
O Maracanalha foi arquitetado sobre os acordes da bossa-nova de elevador.
O Maracanalha foi erguido com o suor e o sangue de Geraldinos e Arquibaldos para enviá-los ao espaço.
O Maracanalha está repleto de pessoas sentadas.
Nunca o esporte foi tão ocioso.
O Maracanalha é uma pátria sem bandeiras.
O Maracanalha é o cartaz de “proibido cantar”.
O Maracanalha é o sequestro de instrumentos musicais.
O Maracanalha são os dentes postiços de uma princesa Disney.
O Maracanalha está situado no Vale da estranheza.
Parece mas não é. Não é mas parece. Não sei ao certo.
O Maracanalha é uma bateia usada como cuia.
Jogamos fora o ouro e engolimos o azougue.
O Maracanalha é diversão para tooooda família.
Toda família brasileira ávida por pagar infinitamente mais caro por um produto/serviço absurdamente pior.
O Maracanalha é um McDonalds metido a Cordon Bleu.
O Maracanalha será mais real no Playstation.
O Maracanalha é a mulher que de tão operada mais parece um travesti.
O Maracanalha é o clone do clone do clone do clone de um estádio sem alma.
O Maracanalha não quer saber de Zico, Garrincha, Didi, Pelé, Romário, Pet, Edmundo, Túlio…
O Maracanalha também ignora solenemente os Bujicas, Cocadas, Fios, Obinas e Mericas.
O Maracanalha prefere os sobrenomes.
O Maracanalha é amigo dos amigos do fulano e dos amigos do cicrano.
O Maracanalha é melhor apreciado se visto em HD e com as cores saturadas de camisetas feitas de garrafa Pet recicladas.
O Maracanalha tem espaço reservado para deficientes, cegos, surdos, mudos, pretos dóceis e índios comportados sempre que se vistam como um souvenir.
O Maracanalha tem até um espaço reservado para gente que goste de futebol.
O Maracanalha é meticulosamente insípido. Programaticamente anêmico.
O Maracanalha é uma missa de corpus christi narra por Galvão Bueno.
O Maracanalha tem a acústica de um…
O Maracanalha tem a iluminação de uma cadeira de dentista.
O Maracanalha também pode se travestir de boate antisséptica.
O Maracanalha padece de déficit de atenção com hipoatividade.
O Maracanalha é a vitória dos que não entram em campo.
O Maracanalha é o triunfo dos vira-casacas.
O Maracanalha é um estádio de fachada ou uma fachada de estádio?
O Maracanalha não é um estádio, não é uma escola, não é um museu, não é um cemitério.
El Maracanalha nunca tendrá cojones de supervivir a un Maracanazo.
O Maracanalha é um túmulo violado.



























